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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

[TOP 5] Mulheres que valem a pena


Mulheres, ah, as mulheres...
As mais belas obras da criação ao mesmo tempo que conseguem o título de mais incoerente, instável e vários outros "ins" que você quiser adicionar, sendo que poucos deles são ser realmente positivos.
Como viver sem elas? Como viver com elas?

Reflexões filosóficas a parte, se você já jogou um jogo, assistiu um filme ou acompanhou uma série sabe que como bem disse o pensador:

Existem mulheres que são uma beleza Mas quando abrem a boca, hum, que tristeza! Mas não é o seu hálito que apodrece o ar O problema é o que elas falam que não dá pra aguentar Nada na cabeça, personalidade fraca

Sejamos honestos: se existe uma verdade nesse mundo de poucas verdades absolutas é de que mulheres foram feitas para serem vistas e não ouvidas. Antigamente, até os anos 70 mais ou menos, alguma coisa dos 80, em filmes, seriados e etc (no entretenimento em geral) eles faziam as coisas do jeito certo: via de regra mulheres eram apenas objetos/objetivos belos e de poucas falas.

Aí veio a desgraça do politicamente correto e decidiram que as mulheres deveriam ser levadas a sério, sim, como seres humanos... Então dá-lhe tornar os belos enfeites em personagens fracos e que não acrescentam nada à obra além do que sua boa aparência já acrescentava. Pra quê? Não, sério, qual o propósito? Eis mais um mistério insolúvel pra mim que vai pra junto da questão sobre o destino dos guarda-chuvas.

Eu entendo que é necessário uma criatura de qualificações limitadas para tropeçar enquanto o serial killer fr0m hell se aproxima a passos lentos, mas não entendo por que é necessário uma Sarah Tancredi da vida para cenas melosas de meia hora que não envolvem explosões, boas idéias ou uma combinação ninja de ambos. Enfim...

Mas isso não quer dizer, naturalmente, que eventualmente eles não tenham acertado a mão em algum ponto. Nem toda mulher no mundo do entretenimento é apenas uma peça decorativa, afinal, toda regra tem suas exceções, e isso é verdade tanto para a regra do pão caindo com a manteiga virada para o lado debaixo (existe realmente um meio dele cair de pé, aprendi isso no Mundo de Beakman) e não poderia ser diferente para as mulheres.

Esse TOP 5 é a respeito disso: Top 5 mulheres que valem a pena

5º - Sarah Jeanette Connor (Terminator 2)


Sim, a irmã perdida do Stevie Tyler. Bem, por que ela está nessa lista?

Algumas pessoas são inexoravelmente fodidas. Isso quer dizer que não importa o que aconteça, elas vão se dar mal porque nasceram pra se ferrar. Uns aceitam isso bem, como o Rubinho Barrichelo, outros vão pro inferno mas levam quem podem com eles. Essa é Sarah Connor.

Sarah Connor foi imbuída com um cargo, uma missão quase profética: seu rebento seria o salvador da humanidade quando a internet skynet decidisse que a humanidade não seria mais necessária, Vurska Vurska.

E o que as máquinas fazem para impedir que isso aconteça? Mandam o Arnold Schwarzenneger do futuro pra impedir, e ela é caçada impiedosamente, caçada essa à qual ela sobrevive. Ou seja, ela mandou ver no Arnold (também conhecido como "O CARA QUE SOCA CAMELOS") e se tivesse um Predador na parada ela chutava o rabo com dread-locks dele também.

Mas tudo bem, até aí é só uma mocinha comum, de qualquer forma protegida por um macho alfa. O que ela faz dali pra frente, o que acontece do segundo filme em diante é que a torna digna de estar nessa lista.

Ela simplesmente pega o seu pimpulhuxo, leva pro deserto do México, ou algum lugar fudido e quente desses que a gente não liga mesmo, consegue todas as armas que alguém pode conceber conseguir, e se prepara para a guerra contra as máquinas... SOZINHA. Vou repetir: ela se preparou pra guerra SOZINHA.

Apenas o Rambo atinge esse nível de fodicidade que Sarah Connor atingiu. Eventualmente ela acabou presa e trancada num hospício, mas isso só moldou mais ainda o seu caráter e a tornou mais formidável ainda. Em Terminator II Sarah Connor assume de vez seu lado paranóico e perigoso, não confia em ninguém e não tem medo de fazer o que é preciso ser feito da forma que for possível (o que inclui encher uma seringa com produtos de limpeza e usar como arma)

A química entre ela, o exterminador e o John Connor Jr é fantástica, e essa com certeza é a família mais infinitamente formidável da história do cinema.

Ah sim, ela também foi caçada por um fucking T-1000 de metal líquido transmorfo, e viveu pra contar a história. Como elogio supremo e final, posso dizer que não lembro da Sarah Connor dando um sorrisinho sequer. How cool is that?

4º - Leia Organa (Star Wars)


À primeira vista, a princesa Leia de Star Wars é a típica mocinha de filme: inútil, indefesa, está ali só para ser seqüestrada e ser bonita. Aliás, não que o plot da princesa seqüestrada seja lá dos mais originais...

Enfim, Leia seria apenas uma das inúmeras mocinhas que em um mundo ideal não deviam ter mais que duas falas. Leia seria apenas uma mulher que serve para ser vista e não para ser ouvida, como quase todas elas...

... se...

Bem, é esse o “se” que faz toda diferença, não é? Leia tem muitas coisas a seu favor que fazem não só ela merecer estar na lista de “Mulheres que valem a pena”. Leia NÃO é uma princesinha boboca e indefesa e, apesar de ser mulher, é um dos personagens mais legais de uma das trilogias mais legais da história.

Pra começar que ela é desbocada e fala o que pensa. Uma das suas frases mais famosas é “Será tão bom quanto beijar um Wookiee.” BURN!!!

Não suficiente, ela é a filha que presta do MAIOR VILÃO DA HISTÓRIA DO CINEMA. Darth Vader, naturalmente. Vader teve dois filhos: Luke e Leia, mas Luke é um emo que passa maior parte do seu tempo dando chiliquezinho e querendo fazer as coisas do seu jeito (ou seja, praticamente um personagem insuportável de Lost). Leia não, Leia é safa (no sentido que sabe se virar, não no sentido que ela paga o combustível da Millenium Falcon com seu corpitcho), tem manha e mantem a calma em qualquer situação.

Entenda, veja a situação: os Sith venceram, tomaram a república num golpe de estado, e os jedi foram caçados até à extinção. Os vilões venceram, e não havia mais nenhum super-herói com poderes do lado da galera que tinha os tiros azuis. A república se tornou “O Império”. Ou seja, acabou, né? Já era, fudeu, era isso, deu pras couves ...

Afinal, quem seria insano o bastante para peitar “O Império” com seus cruzadores que ficam 2hrs passando na tela, uma estação espacial que DESTRÓI PLANETAS, sim, DESTRÓI PLANETAS (CHUPA ESSA MANGA SAURON!) e os mais poderosos lords Sith de que a história já ouviu falar?

O lendário e poderoso mestre Yoda pediu pra cagar e saiu. Obi-Wan se entocou no deserto vivendo da aposentadoria do INAMPS. Os vilões simplesmente venceram, e não existem mais heróis. Então, quem, me diga, quem seria insano e doente o suficiente para realmente se erguer e fazer alguma coisa a respeito disso? Quem? Quem? Quem?

Leia Organa.

Leia assume as rédeas da aliança rebelde e, apesar de toda improbabilidade e desesperança, diz pro império “Aqui não, feijão!”. Rá, chupa Disney! É assim que se faz uma princesa! (bem, tEcnicamente ela não é uma princesa, já que o pai dela era um senador e não um rei, mas, levando em conta a imagem que nós temos de senadores, não é exatamente uma discrepância tão grande assim). Sem nenhum tipo de poder, ou mesmo um sabre de luz, ela é quem puxa pra si o fardo de comandar essa bagaça toda, e eu não consigo imaginar como alguém poderia ser mais formidável.

Além do mais ela passa o rodo geral, beija o irmão dela e tá ok com isso. How cool is that?
Aliás, como é instintivo a toda mulher, ela também não resiste a um cafajeste (assim como as leoas não resistem a caçar antílopes, é apenas seu instinto animal sobre o qual elas não possuem nenhuma ingerência ou racionalidade) mas pelo menos ela tem a decência e a hombridade de não ficar se fazendo de santinha. Ela pega mesmo o cafa e não tem nenhum problema em admitir isso.

Se fosse ela no episódio V ao descobrir que *SPOILER* Darth Vader era seu pai após perder a mão, ela não ficaria chorando e gritando como uma mocinha enquanto se mete no canto mais fudido e "por que diabos alguém vai se meter ali?" como o Luke fez. Não senhora, ela tinha ido é dar uma coça no Darth Vader na unha, mesmo não tendo chance nenhuma. Esse é o tipo de mulher que ela é.

Vou te dizer, não se fazem mais mulheres como essa daí, não...

E garanto-te que o Yoda se arrepende até hoje de ter treinado o irmão errado...

3º - Aeris Gainsborough (Final Fantasy VII)


Final Fantasy 7 é o maior RPG de todos os tempos. Você pode, evidentemente, discutir se ele é o melhor ou não, mas não tem como discutir que ele é o maior. Nenhum outro jogo tem uma base de fãs tão apaixonada ou tão grande, nenhum outro jogo é tão apontado como “quando os videogames deixaram de ser coisa de criança”, nenhum outro jogo é, enfim, Final Fantasy 7.

Mas o que torna FF 7 tão espetacular assim? O sistema de combate? A trilha sonora? A história? Os personagens?

Veja, realmente o sistema de combate é muito bom e interessante, a trilha sonora é uma épica obra prima do gênio Nobuo Uematsu (que junto com Yoko Kanno e John Willians são as únicas pessoas do nosso tempo que realmente conseguem levar uma história nas costas só com a música), a história é boa e os personagens tão interessantes que nem parece que foram feitos por japoneses (são tão bons que, passados 13 anos, eu ainda lembro todos os personagens jogáveis, mais os secretos e alguns NPCs, que é mais do que eu posso dizer de qualquer coisa que eu tenha visto/jogado desde então).

Mas, na minha poderosa opinião, o que torna FF7 épico não é nenhuma dessas outras coisas. O que torna FF7 único é uma única personagem. Aeris Gainsborough (Aerith no original)

Se você é um nerd com o mínimo de respeito por si mesmo, deve ser uma verdade na sua vida que Aeris foi seu primeiro grande amor. Veja, Aeris não é só uma mocinha linda, ela é engraçada (tem tiradas ótimas, o que é absurdamente raro para uma mulher), inteligente, independente, forte, encantadora e cativante de todas as formas que você pode imaginar. O tipo de garota que você gostaria de apresentar para a sua mãe.

Aerith tem uma história pessoal muito triste, cresceu na zona miserável de Midgard, e foi caçada por uma grande empresa para ser um experimento cientifico. Ou seja, ela teria todos os motivos do mundo para ser uma emo chata e revoltadinha, se vestir de preto, usar maquiagem de puta, e ouvir metal melódico, ou qualquer outra merda que faça barulho, mas, apesar disso tudo, se torna uma mulher educada, sincera e apaixonante.

Enfim, Aerith é pra casar e, vindo de mim isso, é mais do que é necessário dizer.

E então ela morre. Em seu mais nobre ato de pureza para salvar o Planeta, ela é covardemente assassinada pelas costas, e não há magia no mundo que possa desfazer isso, e isso é muito do que torna FF7 grande.

Well, there was no reason to believe shed always be there
But if you dont put faith in what you believe in

Pois é, então ela morre.
E a única coisa que você pode fazer é espumar por vingança. Foda-se que o Sephiroth chamou um meteoro que vai destruir o mundo! Foda-se o mundo e os bebês focas fofinhos que vivem nele! O que importa é que ele matou a MINHA Aerith, e por causa disso ele vai ter seus órgãos internos removidos através dos orifícios dos olhos! Vou empalar aquela espada idiota no rabo idiota dele!

...

... hã... bem...

... enfim...

Onde eu estava? Ok, talvez eu não devesse comentar sobre os jogos que marcaram a minha pré-adolescencia...

Sim, eu já tive coração um dia, quem diria não? Seja como for, continuemos. Circulando, circulando, não tem mais nada pra ver aqui...

2º Samus Aran – Metroid

Acho que todos concordamos que Sarah Connor teria bolas de titânio se fosse homem. Entretanto isso não é NADA, veja bem, ABSOLUTAMENTE NADA comparado com essa moça aqui, que ganha o premio culhões de Adamantium.

Mas, pra entender porque ela é tão foda, é necessário uma palavrinha sobre o universo de Metroid. Metroids são uma espécie de água- viva flutuante com garras que DIGEREM qualquer ser vivo até não restar nada além de poeira, sendo a maior praga conhecida pela Galáxia: eles se reproduzem como mosquitos, e podem exterminar com a vida de um planeta inteiro em poucos dias.

O que não seria grande problema, não fosse o fato dos PIRATAS ESPACIAIS acharem uma boa idéia usar os metroids como armas biológicas. Você não leu errado: eu disse PIRATAS. ESPACIAIS.

Se você acompanhou até aqui, e entendeu a minha linha de raciocínio, já sabe exatamente o que ela fez.

Ela simplesmente desceu na porcaria do planeta infestado de Metroids-sugadores-de-almas-fr00m H33ll e PIRATAS ESPACIAIS e EXTINGUIU OS METROIDS. Sim, eu vou repetir, ela EXTINGUIU UMA RAÇA INTEIRA BEM DEBAIXO DOS NARIZES DOS PIRATAS ESPACIAIS. Então os Metroids foram extintos, e os piratas espaciais tiveram suas bolas espaciais chutadas, tudo isso apenas graças a UMA mulher. Sozinha. Nem o RAMBO faz uma culhudice dessas!

Não é atoa que no final do jogo, quando finalmente ela tira a armadura, toda uma geração de nerds ficou de queixo caído ao descobrir que era uma loirinha de olhos azuis. Quer dizer, não é possível, não é sequer concebível, como uma mulher poderia ser tão foda assim?
No one saw that comming...

Piratas espaciais, uma raça inteira de parasitas fr0m hell... Cara...
E se tudo isso não for o suficiente pra te convencer que essa é a "A" mulher...


Não dá pra respeitar alguém mais do que isso, dá?

1º Ellen Ripley (Alien)


Bem, dá sim. Tem como respeitar alguém mais do que devemos respeitar Samus Aran.
Olhando por esse ângulo, dá pra perceber que a série Metroid foi claramente inspirada em Alien, só que Alien tem as criaturas evil matadoras fr0m hell mas não tem PIRATAS ESPACIAIS.

Logo, Metroid é mais foda que Alien (a menos que lancem um Alien V com PIRATAS ESPACIAIS, mas isso é outra história).
Então por que a Ripley é mais foda que a Samus, você pergunta?

Naturalmente, concordo que PIRATAS ESPACIAIS deveriam ser um critério de desempate, e realmente são. Mas a Samus não vence por um pequeno detalhe: assim como ela, a Ripley chutou as bolas babadas alienígenas da face do planeta, e isso é alguma coisa. Só que o que pega mesmo é COMO ela fez isso.

Eu não vou entrar em detalhes agora, para isso acompanhe em breve o nosso podcast sobre o assunto, mas basta dizer que, não satisfeita em voltar ao planeta infestado das criaturas, sacanear os aliens, destruí-los com uma explosão FUCKING TERMONUCLEAR, ela protagonizou a cena mais foda da história das cenas fodas da fodicidade.

Ela simplesmente saiu no braço com a rainha-mãe alien usando uma empilhadeira!
DEUS.
SAIU.
NA.
PORRADA.
USANDO.
UMA.
EMPILHADEIRA.

Vamos falar apenas desta cena, ok? Tem diversas outras pra exaltar toda ninjicidade dela, mas preciso de apenas uma pra mostrar o quanto ela é a mulher mais foda de todos os tempos.

Sair na mão com um alien é épico.
Sair na mão com uma fucking alien-queen de 3 metros é morfonomenal.
Sair na mão com uma fucking alien-queen de 3 metros usando uma EMPILHADEIRA é infinitamente formidável!!!!1111!!!

Desde que eu assisti Alien 2 eu divido as pessoas em três categorias: as que numa situação dessas tentariam fugir e se esconder, as que tentariam lutar e morreriam violentamente, e as que usariam uma EMPILHADEIRA para sair na mão com o monstrengo.

Empilhadeira! FODAM-SE OS PIRATAS ESPACIAIS!
OMFG, eu preciso ter filhos com essa mulher NAU!

Menções especiais: mulheres são notoriamente conhecidas por não fazer nada de útil para a humanidade. Olhe a sua volta: computador, cadeiras, sofá, televisão, melancias quadradas, todas essas coisas que definem a vida como a conhecemos foram criadas por homens. Bem, é apenas a nossa natureza ser FODA, enquanto elas ficam sentadinhas de pernas cruzadas esperando que algum macho resolva a sua vida. É apenas como as coisas são.

Entretanto isso não é inteiramente verdade, não o tempo todo, e eu queria mostrar dois exemplos de como uma mulher do mundo real pode ser FODA PRA CARALHO.

Maria Skłodowska

Alguma vez você já ouviu falar de Frédéric Joliot? Imaginei que não.

Pois então quem foi o Fredinho? Ora, apenas o vencedor do Nobel de Quimica de 1935 porque o filho da mãe demonstrou a existência do nêutron e descobriu a radioatividade artificial. Não obstante, dirigiu a construção da primeira usina atômica em 1948 (que passa bem até hoje). Ou seja, o cabra não foi pouca bosta não. Mas então como você nunca ouviu falar de tal genialidade?

Ora, pelo simples motivo de que sua pessoa cientifica (acho que a “pessoa cientifica” deve ser o arqui-inimigo do “eu lírico”, mas enfim) foi obscurecida pela figura do pusta gênio que foi sua mãe.

E quem foi sua mãe? Quem seria tão foda para ser capaz de eclipsar alguém com esse calibre de descobertas? Oras, naturalmente foi Maria Skłodowska.

Primeira e única pessoa a ganhar DOIS prêmios Nobel em áreas diferentes – um em física e um em química (alias, feito até hoje quase jamais repetido, a única outra pessoa a ganhar dois Nobels em áreas de verdade, obviamente que bichices como “literatura” e “paz” não contam, foi Linus Pauling, por ganhar dois em química, e desde então nunca mais aconteceu), de modo resumido dá pra dizer que Maria descobriu apenas a RADIAÇÃO. Caralho, Fallout não existiria se não fosse por ela! Isso definitivamente não é pouca merda não! Radiação cara! (efetivamente ela veio a morrer de câncer justamente por causa disso).

Óbviamente que as pessoas sabiam que você morria se usasse uma barra de urânio com césio 132 como vibrador, mas ninguém sabia exatamente como aquela porcaria funcionava na prática. "É assim e deu" não é uma resposta aceitável (a menos que você pertença a alguma religião, mas isso é outra história).

Mas, não contente, não sendo suficiente, ela ainda faturou OUTRA taça por ter descoberto DOIS elementos novos (o radio e o polônio, pode checar na sua tabela periódica que você tem na cortina do Box do banheiro). DOIS. Cara, quantos elementos químicos você descobriu até hoje? (não, o que o seu corpo produz depois do rodízio de churrascaria não conta). Pois é, foi o que eu pensei.

Eu realmente não sei o que é mais fantástico aqui: a capacidade aparentemente infinita e ninja da cabeça dessa mulher, ou ela ter feito todas essas coisas apesar de ser mulher. Ora, é um fato sabido que mulheres são intelectualmente inferiores, e possuem uma generosa contagem de neurônios a menos (tanto é que nem existe uma versão feminina da palavra “gênio”, simplesmente porque não é necessário, oras), então, o fato de ela ter feito todas essas coisas APESAR de ser mulher apenas torna tudo mais inacreditavelmente ninja ainda. Dois polegares pra cima pra ela.

À proposito, Maria Skłodowska adotou o nome de casada de Marie Curie.

Rosa Louise McCauley

Bem, quem foi Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks?

É necessário explicar um pouco da história dos EUA. Ao contrário do que acontece no Brasil, nos Estados Unidos existe conflito racial. Veja bem, esse é um ponto muito importante: eu não estou dizendo que não existe racismo no Brasil, acho até que existe mais do que em quase qualquer lugar, o que eu estou dizendo é que não existe o conflito, a discussão, o problema é varrido pra debaixo do tapete para que possamos resolvê-lo.

A falta de conflito racial no Brasil é a paz do mais forte, que é tão mais forte que sua dominação nem mesmo é contestada, e do mais fraco, tão mais fraco que nem vale a pena começar a brigar. Assim é fácil não ter conflito racial.

A questão é: isso é bom?

E qual a vantagem de se discutir as coisas? Deixa eu te dar um exemplo: nos EUA, esse país que no imaginário ignorante brasileiro é um inferno racial, um professor negro foi preso ao tentar entrar na própria casa. O incidente virou assunto nacional, dando origem a mais uma reflexão sobre o racismo no país todo.

No Brasil, o caso de um cidadão negro que foi espancado e torturado pelos seguranças de um supermercado, e pela própria polícia, acusado de roubar seu próprio carro, demorou mais de duas semanas a aparecer no primeiro grande jornal, e o assunto foi rapidamente enterrado.

Percebe a diferença e a falta que o conflito racial faz?
O Brasil seria um país muito melhor se houvesse um pouco mais de conflitos raciais; se episódios como esse repercutissem por todo país e fizessem mais pessoas repensarem suas opiniões idiotas; se mais negros lutassem por seus direitos; se mais brancos fossem abertamente (ao invés de insidiosamente) racistas. Se fosse assim, então talvez a coisa tivesse jeito.

Bem, e Rosa Parks com isso?
Acontece que nos EUA, em 1955, era natural que os negros, quando usassem transporte coletivo, sentassem bem lá no fundão do ônibus e ficassem quietinhos. Isso era tão normal nos EUA quanto hoje é normal no Brasil você entrar num restaurante um pouco mais caro, e ver que os únicos negros ali são os que estão carregando bandejas. Tudo muito natural e difícil de imaginar a vida de outra forma.

Rosa Parks era uma costureira negra com culhões do tamanho de toranjas, se querem saber minha opinião. Numa bela manhã de domingo, voltando da missa, ela teve a insanidade e a coragem de sentar no banco da frente de um ônibus. O motorista parou imediatamente e a lembrou "gentilmente" que ela estava cometendo um engano, e que aquele não era o lugar de gente como ela, ao que prontamente ela respondeu “tomate cru é vitamina, como tu e tuas primas”.

Ok, talvez ela não tenha dito com essas palavras, mas a idéia foi bem por aí.
O delicado equilíbrio da questão racial nos EUA, que já cozinhava por baixo do tapete por algum tempo, era um equilíbrio instável que podia ser abalado pela menor das brisas.

E naquela manhã Rosa Parks fez ventar forte na gringolândia.

Como não podia deixar de ser, Rosa Parks acabou sendo presa, o que em nada afetou sua resolução e coragem de titânio. A atitude dela foi o estopim que faltava para desencadear uma reação em cadeia, liderada então pelo jovem pastor Martin Luther King Jr, e de um boicote aos ônibus Montgomery evoluiu a uma cruzada que mudou para sempre a forma que os EUA discutem suas questões.

Martin Luther King Jr eventualmente foi assassinado, e Rosa Parks morreu em 2005 de causas naturais.
Poucas pessoas na história da humanidade realmente mudaram as coisas para melhor (para não citar que dá pra contar nos dedos as mulheres que fizeram alguma coisa relevante), e essa foi uma delas.

domingo, 26 de julho de 2009

[REVIEW] - O Exterminador do Futuro - A salvação (de que, em nome do bom Deus?!?)

Bem, antes de qualquer coisa permitam que eu me apresente. Eu sou Cilon, amigo do Wolv desde tempos imemoriais (não é exagero, não existia a santissima trindade Google, Youtube e Wikipédia então é praticamente pré-história). Sou solteiro, falo inglês e sei cozinhar macarrão, interessadas deixar comentário com email. Ok, passadas essas trivialidades, vamos fazer o que eu vim fazer aqui: fazer vocês não gostarem de mim. Pq? Ora pq a verdade fere, a verdade deixa cicatrizes, a verdade machuca quase todos os corações.

Então falaremos do T4 e não é da linha de onibus Porto Alegrense: Exterminador do Futuro - A Salvação estrelando Batman (eu acho uma sacanagem ninguem ter dito pro Christian Bale que o filme não era sobre um vigilante noturno com sérios daddy issues, mas enfim).


O poster faz tchan...


Curiosamente, foi o proprio Batman o responsavel por esse filme. Quando alguem teve a sacada "ei, esses filmes tão uma piada, e se a gente fizesse uma coisa série e fodona?" sobre a série do Batman (com o morno Batman Begins), os reboots de franquias viraram febres. Rocky, Rambo, Star Trek e por ai vai. Basicamente todas as franquias que foram reduzidas ao status de piada nos anos 90/2000 estão voltando remasterizadas, sisudas, clean e tal tal tal. E assim não podia ser o nosso bom e amado Terminator cuja versão 1 é um épico do cinema, o 2 é algo que vc enterraria numa capsula do tempo para as gerações futuras e o 3 é uma piada de muito mal gosto.

Então acontece que saiu Terminator 4 e parecia que não tinha como não dar certo: era o que os fãs esperaram anos para ver, o tal futuro das maquinas pisando em cranios humanos, uma resistencia humana mais lascada que prostituta virgem em arrastão, direção do grande McG (responsavel apenas por Supernatural, uma das séries mais legais da televisão atualmente) e estrelando o Batman (aka Christian Bale).

Agora leia tudo isso, pare, pense e respire. Imagine o pusta filme que dá pra tirar desse paragrafo acima, certo? Quer dizer, como errar, não é? Só ficaria melhor que isso se tivessem ninjas, piratas e zumbis (alias eu não entendo pq TODO filme não tem ninjas, robos, piratas e zumbis), certo? Dibrou o goleiro, fintou o zagueiro é só empurrar pro gol, certo? É largar a moeda e cara vc ganha, coroa vc não perde, certo?


Connor: Pai, já te ocorreu que se esses robos quisessem realmente nos matar, já poderiam ter feito de 150 formas diferentes nesses ultimos 3 segundos?
Reese: porfavorquenãosejaumfilmedoMichaelBay porfavorquenãosejaumfilmedoMichaelBay...


É... certo...

... e se eu te dissesse que com isso tudo a melhor coisa do filme é a CG do Schwarza dos anos 80 no recem estreiado modelo T800? Sério. Quando o melhor do filme é uma referencia nostalgica de 5 minutos a um filme mais velho que a maioria das pessoas que vai ler esse texto, é pq algo tem muito errado na história, MUITO errado.

Quando o filme começou eu jurei que tava rolando era o trailer de Gears of War. Marcus? 2m de altura com braços de 4m de largura? Começa na prisão? Caraca, é Gears of War, quase tive um nerdorgasmo. Mas não era Gears of War, era uma sidestory sem o menor sentido.

Mas ja chegamos lá. Temos então John Batman Connor como guru espiritual da resistencia humana. Sim, eu não usei a palavra certa, não lider e sim tipo o Paulo Coelho do pós-apocalipse. SÉRIO. Resumidamente ele é um pau mandando dentro da resistencia mas ele tem um programa de rádio que diz "vc não estão sozinhos, eu amo vcs, vcs me amam, somos uma familia feliz" e por causa disso ele é a segunda pessoa mais procurada pelas máquinas (a primeira é o cara que viria a ser pai dele, mas como as maquinas ja assistiram os outros filmes sabiam disso de antemão)

Sabe como é, acontece que as maquinas podem lidar com humanos que as fazem perder recursos, tempo, território e são o saco, e com isso elas podem viver bem: o que elas não aguentam mesmo é a sessão "Fala que eu te escuto" do John Batman Connor no rádio amador e por isso elas querem John morto NAU, querem ele tão morto que mandariam robos viajarem no tempo para matarem a mãe dele, depois ele (por algum motivo só se pode voltar no tempo em ordem cronologica, vai entender...). Pensando bem, não tem como refutar essa lógica das maquinas, eu faria o mesmo... tai, simpatizei com as torradeiras...

A história toda gira em torno de uma frequencia de radio supersecreta que fazer as maquinas espumarem pela boca, girarem a cabeça e andar como uma aranha escadaria abaixo. O esquadrão classe A de John vai lá resgatar essa frequencia num poço artesiano hi-tech (o que só prova que a Skynet é obviamente brasileira e deve ter rolado um superfaturamento do caralho ali, só isso explica a existencia de tal instalação) e obviamente apenas ele sobrevive. No mesmo poço onde esta a frequencia, nosso Marcus Phoenix Wright ta tirando um cochilo, é acordado pelas explosões e acaba indo parar pelado no meio do deserto.

E gente pelada nessa série só pode significar uma coisa... Nesse filme em particular significa que a parte boa do filme acabou (com 15 minutos) e vc não vai perder nada se for pra casa e chutar alguns filhotinhos no caminho.

Sério, dai pra frente os caras parecem que apontaram uma arma pro roteirista e disseram "AI DE TI SE TU FIZER UM PERSONAGEM VAGAMENTE COERENTE, MAS UNZINHO SÓ..."

Estou falando de robôs de 20 andares de altura que conseguem se esgueirar por trás de você sem fazer nem um pio e personagens coadjuvantes que deselegantemente demonstram proezas físicas super-heróicas ou completamente desconhecem que o mundo acabou sem ninguém nunca se perguntar “MAS QUE PORRA É ESSA BÁTIMA?”

Estou falando de uma personagem que é durona e distante, o tipico estereotipo de mulher muderrrrrrna, mas que ao topar com um macho aleatório qualquer numa terra onde todo mundo que não é da tua turminhha é um baita FDP entrega sua arma e leva ele pra sua batcaverna sem nem pensar em conferir o cadastro dele no SPC. Não, espera, ela chegou sim e mesmo assim ajudou uma das fucking machines que fuckudeu com o mundo a escapar da resistencia num ato declaradissimo de traição pq... bem, pq o coraçãozinho de mulherzinha dela (pra manter a coisa em termos familiares) disse que ela devia confiar pq esse era bonzinho. Sério, é exatamente assim que acontece: "ok exterminadorzinho, pode fugir pq eu sinto em meu coraçãozinho que vc é dubem". Agora da licença enquanto eu vou ali vomitar repetidamente alguns litros de lete de magnésia desmanteigado.


ROBO GIGANTE: Droga, esse não é um filme do Michael Bay... eu me sinto tão desequipado aqui em baixo...
DEVASTATOR (gritando lá de longe): HA-HA!


...

Ok, voltei... onde eu estava? Ah sim...

Estou falando de um robo-exterminador Transformer que acerta com precisão milimétrica um casal de moscas em pleno coito mas diante da fuga dos nossos herois apenas lança robozinhos inuteis ao invés de vaporiza-los como fez com todos os outros figurantes (o que prova que a unica coisa que pode te manter vivo em um filme é ter nome).

Enfim, nada no filme faz sentido.
Kyle Reese esta vivendo sozinho numa cidade abandonada pq... hã... bem...
As pessoas da resistencia entregariam suas vidas e seus bumbumzinhos a John Connor com um frasco de lubrificante na mão pq... hã... bem...
As maquinas querem tanto Connor morto pq... hã... bem...
As maquinas sabem onde fica o quartel da resistencia mas não bombardeiam tudo pq... hã... bem... ao invés disso elas bolam um plano maligno tão maquiavélico mal que fariam o doutor Evil sapatear de inveja. Alias é um plano tão mal que só faltou elas amarrarem o Connor em uma armadilha infalivel enquanto contavam o plano maligno do mal e iam embora antes dele estar morto porque tinham certeza que a armadilha era terrivelmente inescapavel. Sim, a Skynet é um vilão do 007.

Pra vcs terem uma idéia de como o roteiro é furado, assim que os militares conseguem a tal "frequencia desmilinguadora de maquinas" o que eles fazem? Vão até a central da costa oeste da Skynet para desativa-la e... e... espera, o problema da Skynet não era que ela era como a internet e NÃO POSSUI BASES PARA SEREM ATACADAS?!? COMO CAZZO ASSIM AGORA A IDÉIA É ATACAR A BASE DA SKYNET?!?

Precisa dizer mais? Ok, eu digo: tem uma hora que a resistencia tem a opção "vamos nukar a MALDITA BASE DA SKYNET E GANHAR A GUERRA E SALVAR A MILHÕES DE VIDAS" ao que Connor responde "não façam isso, não posso permitir que algumas centenas que já estão mortos (se tiverem tanta sorte) sejam sacrificados para salvar milhões!". E sim, ele usa o lendário e odiado "se fizermos isso seremos iguais a eles!"

Imagine a situação: estamos em 1939, vc sabe o que vai acontecer nos proximos anos e vc tem a opção de jogar uma bomba em todo o alto comando do Heich alemão, matando alguns inocentes no processo mas evitando uma guerra que devastaria as vidas de MILHÕES!!! John Connor é o cara que diria "não podemos fazer isso, isso nos tornaria iguais a eles!". O Connor até tem motivos pessoais pra fazer isso, mas e os babacões que disseram "fodam-se os meus superiores, o cara do radio mandou parar então eu paro!"

Cade meu baldinho de vomito?

Alias se é pra falar do Connor, vou te dizer que ele também não é também um bom orador e líder carismático, seus discursos no rádio não só são bobos como por serem transmitidos em canal aberto deviam alertar toda rede da Skynet, é só pegar um bombril e ligar numa pilha que tu escuta! POUTAQUEPARIU BÁTIMA, O QUE DIABOS A SKYNET QUER COM ESSE CARA? É como se a Al-Qaeda esquecesse os porcos imperialistas americanos e dedicassem sua cruzada para caçar o apresentador do "Fala que eu te escuto"

Não bastasse isso, o filme é absurdamente "for dummies", foi feito tão para crianças autistas cegas-surdas-mudas que eu me impressiono que esse filme não seja PG livre. Quer um exemplo? É dito umas 250 vezes "hm, mas que coração forte vc tem heim Marcus? Beleza de coração, bom mesmo". Preciso dizer que o coração dele seria usado depois?

Outro problema do filme é que a Skynet é miguxa.
Sim, isso mesmo, eles não querem machucar ninguem, oras!

Tanto é que os dois caras com a cabeça a premio na lista de "things to do" da Skynet são matar Kyle Reese (lembre-se que eles tem os filmes 1 e 2 em Blu-Ray, só assim para saber quem viria a ser Kyle Reese) e John Connor, e a Skynet captura os dois. Tem uma hora que o exterminador agarra John Connor pelo pescoço e... o atira longe para recomeçar a luta no qual tenta mata-lo. COMO ASSIM BIAL?!? Pq eles não enfiaram uma bala na cabeça do Kyle Reese e o Connor quando tiveram a chance? (e eles tiveram centenas de milhares)

E não só isso, a Skynet não só deposita todo seu plano Dr. Evil de matar John Connor beeeeem lentamente numa armadilha da qual ele não poderá escapar em alguem sobre o qual ela não tem controle, que pode decidir simplesmente não ficar do lado dela e... dá senha de administrador do windows pra ele fazer o que quiser na base dela! Ou pq a Skynet, dentro DA SUA BASE tem apenas UM exterminador para sair no mano a mano com o John Connor? COMO ASSIM SÓ UM, ESSA É TODO O PODER DE FOGO DOS CARAS? E pq o exterminador sai no braço com o John Connor, como assim eles não tinham nem uma pistolinha qualquer? Como diabos a humanidade conseguiu perder essa guerra então?

PQP! CHOREI! Paulo Coelho com certeza tinha o roteiro desse filme em mãos quando escreveu "Na margem do Rio Pedra sentei e Chorei". O filme é todo cheio de momentos sem coerencia ou sentido assim.

Vamos lá, nome aos bois, primeiro: não existe um Terminator propriamente dito. Nada daquela coisa terrível, imparavel e aterradora. No lugar dele, temos dezenas de maquininhas esqueciveis e destruiveis. Então a tensão real que te prende nas cenas de ação esta faltando. Quem não lembra do T-800 e do T-1000 e a sensação de OMFG COMO SE PARA ESSA COISA? Esse era o mais carismatico aspecto da série e foi pro saco, é tipo como fazer um Sexta-feira 13 sem o Jason.

Segundo: pode ser que Connor um dia salve o mundo e ganhe a guerra mas enquanto isso Bale podia nos dar alguma coisa para gostar enquanto isso. O John Connor dele parece um Keanu Reaves mal-humorado e 1/2 carismatico.

Terceiro: o diretor tem que se decidir. A história e o personagem de Marcus Phoenix Wright são mais interessantes, mas Connor é o grande JC, o salvador e nesse filme ele é apenas um coadjuvante da história. O que acontece quando o diretor tenta fazer duas coisas diferentes e contrárias ao mesmo tempo? Aumenta-se o volume e coisas explodem e era isso.

Enfim, acho que dá deu pra entender como o roteiro não faz sentido, os personagens não fazem sentido (os principais, pq os secundarios nem fazem idéia do que estão fazendo nesse filme ou pq estão lá... tem até uma garotinha muda que apenas esta lá para preencher cotas ou ela errou o estudio onde estavam gravando Alien 2, só pode), as ações tanto da Skynet quanto dos membros da resistencia não fazem sentido... mas pelo menos as cenas de ação se salvam?


Tenso, tenso, tenso... ok, vamos falar de coisas boas agora


Bom, primeiro de tudo temos que agradecer que o seu McG não é o Michael Bay. Isso quer dizer que os robos, mesmo os gigantes são visualmente compreensiveis e o Michael J. Fox não é o cameraman. Os efeitos especiais são bem feitos e fezem questão de usar bastante os recursos old school pra deixar o filme mais a ver com seus predecessores, com inumeras referencias (tipo exterminadores congelados e por ai vai)

Isso é uma coisa boa, afinal?
Hm, não tanto, não tanto... a ação do filme se resume Marcus saltando de uma cena de perseguição chocha para outra cena de perseguição chocha. É um videogame de duas horas ligando uma série de sequências que têm pouca razão de existir (só para lembrar, e hollywood volta e meio esquece disso, videogames são divertidos para se jogar não para assistir)

Claro, o tomo sagrado Exterminador do Futuro 2 também pode ser considerado como um agregado de cenas de perseguição, mas cada cena de perseguição forçava você a prender a respiração. Em TE2 não são apenas cenas de perseguição, são cenas de perseguição com um proposito (sobreviver/derrubar a Skynet/dar um jeito de matar essa coisa) e estão fugindo de um personagem formidavel e praticamente indestrutivel, TENSO até o osso.

Isso não quer dizer que as cenas de ação sejam ruins, as cenas de perseguição a lá Mad Max realmente são bem legais, os robos do futuro são legais... MAS SERIAM MUITO MAIS LEGAIS se tivessem um sentido dentro de um contexto com personagens que vc gosta. A sequencia toda do posto de gasolina é bem legal mesmo, mas é legal por si só e não faz diferença vc ver dentro do filme ou assistir no Youtube e esse é o problema todo aqui

Alias, isso me remete a uma coisa importante: No futuro, se você estiver andando por aí e encontrar um Exterminador, não saia correndo. Não faça isso.
Grite o nome do seu modelo o mais forte que você puder, tipo “Têêêê OITOCENTOOOSS!!!” ou “MOTO-EXTERMINADOOOOR!!”, e daí saia correndo. Assim as criancinhas lá em 2009 podem Googlar o brinquedinho certo.

Outro ponto positivo no filme é o tal do Kyle Reese (o que John Connor mandara de volta no tempo para ser seu pai e salvar a sua progenitora, não necessariamente nessa ordem), que começa como um moleque abobado mas se mostra um personagem bem interessante no fim das contas (alem do que ser fanboy do cara que viria a ser filho dele é muito doido) e segura o primeiro terço do filme. Claro, ele ignora alguns fatos como o cara que ele acabou de conhecer perguntar coisas do tipo "que ano estamos?" ou "como assim, que dia do julgamento? Que guerra?" mas a essa altura não se pode pedir demais

Das referencias aos filmes anteriores (tem até "venha comigo se quiser viver"), a unica que REALMENTE funciona é o governator Schwarza como modelo T800 saido do forno, aquilo ficou realmente legal

Enfim, o resumo da coisa é que é um filme de ação genérico e altamente esquecivel, embora alguma coisa assistivel. Daqui a 10 anos Terminator 1 e 2 continuarão sendo os dois unicos da franquia a importar. E como um lindo e belo coup of the grace, o filme dá um belo olé na cronologia e termina quase como começou. E vc achando que não tinha mais como perder seu tempo, né?

E sim, teremos um Terminator 5, mas não contem mais comigo pra essa. Sobretudo quando forem enfiar viagem no tempo na folha em branco que deveria ser o roteiro.

T3 foi um filme tosco, mas pelo menos o final fatalista dele grudou em você. Ao final de Terminator Salvation, eu saí da sala me perguntando por que eu sequer deveria me importar...