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sexta-feira, 26 de junho de 2009

[CRÔNICA] Michael Jackson - A Queda de (mais) Um Ídolo

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Fiquei hoje o dia inteiro pensando na forma de apresentar os fatos aqui descritos, que inicialmente se mostravam desconexos, para mais tarde se revelarem mais afins do que eu imaginava. Vou resumir o tema desta crônica com uma simples pergunta: o que a morte de Michael Jackson, a tragédia do vôo 447, e o drama de um jovem viciado em drogas têm em comum? É o que vou tentar responder aqui.

Ontem, pouco antes de voltar da biblioteca onde trabalho, soube que o irmão de um conhecido meu foi internado numa clínica de desintoxicação e reabilitação de dependentes químicos. Aquilo mexeu comigo em algum nível mais profundo, mas só me dei conta do quanto fui atingido pela notícia mais tarde, quando, já chegando em casa, fui recebido por outra: Michael Jackson fora levado às pressas para um hospital após sofrer uma parada cardíaca. Minutos depois já corriam rumores de que na verdade ele já havia morrido. Passado pouco menos de uma hora veio a confirmação.

Tenho recordações nostálgicas ligadas ao cantor, pois quando criança meu irmão do meio era um dos muitos fãs que ele tinha, a ponto de viver imitando alguns dos passos mais conhecidos do sujeito na nossa infância. Mas não estou aqui pra falar disto, e nem da carreira do artista, portanto, deixa eu voltar pra questão principal.

Um fato que vale a pena acrescentar é a minha relação com o mundo dos noticiários e jornais, sejam eles impressos ou televisivos. Já faz alguns anos que não faço o menor esforço pra sentar na frente de uma TV a fim me inteirar dos últimos acontecimentos do mundo. Adotei a filosofia de que, se for realmente importante e pertinente pra minha vida saber do que anda ocorrendo neste planeta que divido com mais de seis bilhões de indivíduos, a notícia fatalmente chegará até mim de alguma forma. E tem funcionado muito bem até aqui.

Nos últimos anos, sem parar mais que um minuto diante da televisão, fiquei sabendo da garota que foi empurrada de um prédio pelo pai e a madrasta; da garotinha, filha de pais portugueses, se bem me lembro, com uma mancha na íris de um dos olhos (não me recordo qual), que sumiu sem deixar vestígio num hotel (não me lembro de qual país); passei por várias crises do tráfego aéreo brasileiro, por um mensalão; e mais recentemente pela alardeada tragédia do vôo 447. São todos fatos dos quais me recordo vagamente, e cujas características que mais se fixaram na minha memória já estão muito bem estampadas na forma como os descrevi.

Pra fecharmos de vez esse assunto, basta dizer que minha relação com o resto do mundo é mais por uma espécie de "osmose informacional", do que por algum interesse meu pra saber dos acontecimentos que fluem em torno de mim.

Mas, foquemo-nos no vôo 447, que há duas semanas atrás era a notícia quente do momento. Sabe, me ocorreu agora que as tragédias humanas são para as redes de notícias do mundo inteiro o que o gado é para as indústrias de laticínios, carne, couro e doces, simultaneamente. E pra entender o que eu quero dizer com isto basta se lembrar do tratamento que os vários jornais do país deram à tragédia em questão.

A exemplo das últimas tragédias aéreas ocorridas no Brasil, os jornalistas, a cada dia, iam cada vez mais fundo no quadro que se desenhou com a queda do vôo. Começaram falando do fato em si, depois dos resgates, depois dos destroços, da caixa preta desaparecida, do estado de decomposição dos corpos resgatados, e numa das últimas notícias que me chegaram nos ouvidos enquanto eu trocada de roupa no quarto, tinha uma jornalista dando praticamente uma aula de engenharia aérea, explicando em detalhes o funcionamento de um dos componentes da aeronave.

Resumindo: se vestiram do couro, comeram a carne, fizeram uma gelatina de sobremesa, e beberam um bocado de leite pra ajudar tudo isto a descer.

Mas, estou novamente divagando... Bem, voltemos ao Michael! Um rapaz que, no fundo, tinha um sonho singelo: ser a criança que nunca foi, e mais profundamente ser algo que não nasceu pra ser.

Tá, deixa eu facilitar o que eu disse logo acima. Que ele queria ser branco todo mundo já tá cansado de saber. Que ele tinha uma fixação muito estranha por crianças também não é novidade. Mas o que ninguém sabe (suponho) é porque, ao receber a notícia de que ele estava à beira da morte, o primeiro pensamento que me ocorreu, ou pelo menos um dos primeiros, foi que talvez todo aquele estardalhaço em torno de sua saúde não passasse de uma estratégia de marketing para que ele voltasse a ser notícia. E algo com o qual vocês não hão de discordar é que, por mais decadente que vinha sendo sua carreira nos últimos anos, Michael sempre parecia dar um jeitinho de ser notícia. Sua imagem segurando o filho da sacada se tornou tão icônica quanto seu rosto deformado, e seus passos estilosos de dança, só pra ficarmos num exemplo.

Aliás, falando do grau de deformidade do cara, me lembro agora de uma época em que eu e meu irmão vivíamos chamando o Michael de "Boneco", porque foi esta a aparência que ele parecia se esforçar pra ter nos últimos anos. Há por aí bonecos de cera mais realistas que ele! Algo realmente preocupante (ou não, afinal, vai saber se não era justamente isto que ele queria).

Então, estava eu pensando na possível estratégia de Michael para se ver novamente sob os holofotes da mídia quando me veio à cabeça o caso do irmão do meu conhecido. Mas antes de mais nada acredito que caiba aqui uma breve descrição sobre esse conhecido: em poucas palavras, ele é o tipo de pessoa que gosta de aparecer, alguém que "chega chegando", e querendo que o máximo de pessoas presentes no ambiente tomem ciência do acontecimento que foi sua chegada até ali. Resumindo mais ainda: uma pessoa extremamente extrovertida, egocêntrica e vaidosa.

Já o seu irmão sempre me pareceu alguém ofuscado justamente por este contraste gritante de personalidades. Uma pessoa que não se sobressaia. Alguém "comum". Que entrava e dizia "oi", saía e dizia "tchau", e entre um e outro não passava de uma presença vagante sem contribuir com um fato memorável que fosse pra marcar aquele minuto em minha memória como um em que algo realmente aconteceu.

Daí, do nada, eu recebo a notícia de que o cara foi internado às pressas numa clínica de desintoxicação, sendo que até ontem eu nem sequer sabia que ele tinha problemas com drogas.

E desta lembrança que me ocorreu pensando na notícia da morte do Michael, ressurgiu a do vôo 447, que acabou sendo passada pra trás pela primeira como destaque nos jornais. São todas tragédias alheias. E esta é a resposta da pergunta que fiz lá no início.

Michael morreu possivelmente como conseqüência de um uso constante de drogas para preservar sua condição de "negro que queria permanecer branco", que por sua vez foram aos poucos deteriorando seu organismo até chegar ao ponto em que chegou ontem.

O irmão do meu conhecido resolveu aceitar a sugestão da mãe de se internar na clínica porque seu vício já havia chegado no limite do suportável.

E o vôo 447... Bom, este foi uma tragédia mesmo, pelos jornais para suprirem a falta de notícias realmente impactantes.

E aqui vai outra caracteristica que Michael, o irmão do meu conhecido, e os jornalistas responsáveis pelas notícias do vôo 447 têm em comum: a vontade de serem o foco das atenções, e a noção, mesmo que inconsciente, de que a tragédia humana dá mais audiência do que as alegrias.

Já pararam pra pensar no por quê de as pessoas responsáveis por impor censuras em filmes caem mais em cima daqueles com cenas de sexo explícito do que de violência gráfica? Minha opinião: porque a desgraça alheia faz bem à saúde doentia do ser humano, que se deleita, em algum nível de sua consciência, ao se enxergar menos sofredor do que aquele que sofre e é consumido por mais uma das inúmeras tragédias que este mundo pode reservar a cada um de nós. É como ganhar na loteria todos os dias, porque no fundo nos sentimos vitoriosos pelo fato de não ser conosco que está acontecendo aquilo.

Portanto, a tragédia atrai bem mais a atenção de quem a cerca. O prazer e a alegria alheios também, mas estes fortalecem uma doença que todos temos, aquela que faz com que nos sintamos um trapo quando vemos outra pessoa melhor do que nós. De modos que ver um casal numa cena de sexo explícito e selvagem faz mais mal a quem assiste do que ver uma pessoa sendo decapitada em todos os detalhes sórdidos e tétricos possíveis.

E quando uma pessoa não consegue chamar a atenção sobre si mesma através de um jeito positivo, agradável e contagiante... Bom, se ela for fraca de personalidade, resta umas fileiras de cocaína, um monte de cirurgiões plásticos sem bom senso, e um avião defeituoso pra servi-las.

Um ídolo morre, mais de duzentas almas se vão, e um rapaz assume que sua vida é consumida aos poucos pelas drogas que usa, e a humanidade se sente um pouco melhor consigo mesma, fazendo dos mortos e condenados seu gado.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2004

[CRÔNICA] Então, é Natal (sei...)

E a figura impressa no inconsciente coletivo volta à tona nessa época do ano.

Aquele velho barbudo e barrigudo, que nunca envelhece, e sempre vem com o mesmo vigor de décadas, séculos atrás, viajando ao redor do mundo em velocidades inimagináveis, em seu trenó puxado por renas que desafiam as leis da física, e fazem apenas uma noite valer por um ano inteiro. E o trabalho de um ano inteiro se condensa em uma noite.

Talvez esse seja o segredo do velho, pois o sorriso de cada criança que ele faz feliz, na noite tão esperada, é a energia de que ele necessita para continuar possuindo o mesmo vigor daquele dia longínquo, que nem mesmo ele consegue agora localizar em seu vasto passado, onde toda essa brincadeira começou. Uma brincadeira que ele leva a sério até hoje, e mesmo tratando-a com a maior seriedade, consegue cortar os céus preenchendo a noite com sua risada inconfundível. Isso é que é gostar de trabalhar!

Mas, essa figura mítica é apenas uma parte do que este dia representa. E muitos se esquecem nessa época do ano que ele também é uma data simbólica, que marca o dia em que um homem nasceu. Aquele que provavelmente foi o maior exemplo que este mundo já teve de como é amar em seu sentido mais puro.

E todos se entregam em excessos, correndo atrás de perus, chesters e castanhas. E compram presentes, alimentados por propagandas incentivadoras de consumismo exacerbado. E transformam a figura de um velho gordo e de barba branca em apenas mais um meio de promover lucros, queimando estoques, explorando funcionários que gostariam de estar ao lado de suas famílias comemorando este dia, ao invés de varando a madrugada em lojas de eletrodomésticos, roupas, e até supermercados, satisfazendo a ambição de seus patrões.

Todos comem, riem, bebem, se presenteiam, enchendo a noite de músicas natalinas, enquanto a TV, principal promotora disto tudo, exibe especiais vazios tentando transmitir uma mensagem sobre este dia que no final é contrária à dos patrocinadores destes programas. Os últimos dizem pra não nos esquecermos daquele que veio pra tirar a humanidade da fossa de imoralidade e selvageria, e os primeiros falam em consumir, comprar, ostentar. E ironicamente, neste ponto, acabamos nos assemelhando a nossos mais antigos ancestrais, que se entregavam a isto tudo por instinto.

Pelo menos eles tinham uma desculpa, já nós...

E o cara lá em cima nos olha com tristeza. Trocamos ele por um velho gordo vestido de vermelho que carrega em sua roupa a cor de um dos "deuses" do consumismo.

Longa vida à Coca-Cola!! O crucificado que se foda!! (e o "idiota" morreu por nós, tsc tsc tsc...)

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Comentários:

Ai Wolv seu natal não foi bom naum? sim eh uma epoca consumista mesmo, mas estamos no sistema capitalista... ou a gente muda o sistema ou sempre vamos ficar nos lamentando.... lamentar eh mais facil ne?

tab | 26-12-2004 00:48:35
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Feliz Natal pra vc também! :)

Alex D. | Email | Homepage | 25-12-2004 14:32:07

sábado, 18 de dezembro de 2004

[CRÔNICA] E assim caminha a humanidade...

Hoje eu recebi o seguinte e-mail:

"Gente....coloquem seus nomes na lista vlw?
Queridos, Um filme nojento está sendo filmado para aparecer na América este ano, o qual mostra Jesus e seus discípulos como sendo homossexuais!!!
DA mesma forma que uma peça que já tem estado em teatros por algum tempo. Se chama "Corpus Christi" que significa "O Corpo de Cristo". É uma gozação revoltante do nosso Senhor. Mas nós podemos fazer diferença. É por isso que estou mandando esse e-mail para todos vocês. Você poderia, por favor, adicionar o seu nome no final da lista desse e-mail? Se você fizer isso, nós poderemos ser capazes de banir esse filme de ser mostrado na América. Aparentemente, algumas regiões da Europa já baniram o filme. Tudo que precisamos é de muitas assinaturas! Lembre-se, Jesus disse: "Aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus" Por favor não simplesmente Encaminhe!!! Por favor, copie esta mensagem (CTRL + C), cole (CTRL+V) em uma n ova mensagem e depois adicione o seu nome no final da lista e mande para todos os seus contatos. Quando as assinaturas da lista atingirem 500 nomes (ou seja quem for o nº 500 da lista), por favor mande-as para: homasg@softhome.net E depois comece de novo...... SE TRABALHARMOS JUNTOS PODEREMOS FAZER ISTO!!! Obrigado.!"


Fiz questão de reproduzir aqui exatamente como me chegou, primeiro para que vejam o nível de inteligência do "ser" que inventou isso. Nem pra deixar o texto esteticamente atraente ele se esforçou (já que o conteúdo não ajuda em nada!).

Mas, não estou aqui pra falar se quem digitou isso tem alguma noção de organização, e sim do que está sendo dito aí em cima.

Sinceramente? Podem até me chamar de preconceituoso nesse ponto, mas eu simplesmente acho nojento pessoas que botam a religião acima de tudo, a ponto de cometer absurdos como este visto logo acima.

Vocês têm noção do que está sendo feito aqui? Não, não é o tal filme que mostra Jesus e seus Apóstolos como homossexuais, e sim um bando de pessoas com mentes fechadas o bastante pra aderirem a movimentos como este sem nem sequer terem assistido ao tal filme. Fechadas o suficiente pra não separarem uma forma de expressão artística da religião que tão fervorosamente defendem.

Eu sei que discutir religião sempre gera polêmica, portanto, não estou aqui pra acusar ninguém de religião alguma, e sim dizer que pra tudo há um limite, e neste caso em especial, já passaram dele há muito tempo!

Estamos falando de centenas de pessoas tentando impedir que um filme chegue ao circuito nacional de cinema só porque, teoricamente, as idéias apresentadas nele não batem com o que diz sua religião! Ou seja, basicamente, tudo que for diferente do que está escrito no livro sagrado (seja qual livro for), deve ser privado da apreciação de milhares, ou até milhões de pessoas, muitas das quais não estão nem aí pra polêmica que o filme está gerando, e querem mais é ter a chance de ver mais uma obra da 7ª arte! Isso na mente de quem escreveu o tal texto, é claro.

O mais deplorável é ver a quantidade de pessoas que assinam com determinação a tal lista, indo pela opinião dos outros. Com isso só demonstram não ter personalidade e nem opinião própria. Porque, cá entre nós, é simplesmente ridícula a idéia de banir a exibição de algo que nem sequer foi devidamente analisado por essas pessoas.

O que esse pessoal quer, afinal?! Criar uma "ditadura religiosa", voltando com a censura, agora controlada por grupos religiosos extremistas?!

De fanáticos já me bastam os que aparecem na TV, e os malucos que vez ou outra encontramos nas ruas! Estes até dá pra aturar.

Agora, impedir que um filme deixe de vir pro Brasil só porque Jesus virou gay, e que ama seus Apóstolos de uma forma que vai além da espiritual?! E daí?!

Até aqui só temos uma premissa de um filme, e não todo o contexto onde essa idéia será apresentada! Não se pode dizer nada até o momento! E mesmo que milhares de pessoas dissessem que o filme é nojento, repugnante, e totalmente amoral, elas não teriam o direito de impedir que outras pessoas tivessem a chance tanto de pensarem o mesmo a respeito dele, como também de gostarem dele, de acharem que é uma ótima crítica social ou à religião (caso realmente seja).

E tudo que eu vejo até aqui são pessoas tentando bater na mesma tecla, dizendo que o homossexualismo é pecado, e que é uma afronta pintar Jesus como homossexual. O mesmo cara que tentou ensinar a amar ao próximo como a si mesmo. E, até onde eu sei, esse amor é incondicional, não importando a opção sexual da pessoa, a raça, a classe social, e a própria religião que ela segue.

Se algum dia alguém disser o contrário, e ainda falar que leu em algum livro sagrado por aí que homossexualismo é pecado, duvide muito.

Primeiro porque todos os livros sagrados foram escritos por seres humanos, que como todos nós sabemos são imperfeitos, e por esse motivo podem muito bem fazer uso de suas mentes pequenas, e cheias de preconceitos, para deturpar os fatos, e fazer os acréscimos que quiseram ao texto, para que ele reflita suas próprias idéias.

Além disso, como algo que a pessoa não escolhe pode ser considerado pecado?!

Ridículo!

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Comentários:

Obrigado pelo comentário, Tabi, mas espero sinceramente q vc não tenha revelado o final do livro...

Wolv | 24-12-2004 01:01:55
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Eh verdade, realmente não se pode colocar algo dessa maneira, uma censura absurda apenas porque não se concorda. Todos nós devemos ser livres para poder escolher, ver e entender. o medo do filme chegar ao brasil e de influenciar... quer dizer que há medo da religião naum ser taum forte assim. Eh como o Codigo da vinci estah revoltando tantas pessoas mostrando que maria madalena poderia ter sido a esposa de jesus. Se se acha um absurso, naum assista, mas respeitar a opinião dos outros eh bom. fui

tab | 23-12-2004 11:08:08
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Também recebi esse e-mail o.o' E concordo _completamente_ com você o_o E tbm nem assinei essa merda o__o'' pq atpe parece q eu, Lola, iria proibir um filme YAOI de vir pra cá né?XDDD mas....o.o mto foda otexto, wolvii do msn sumido >.<" saudades...óo

Lola | 22-12-2004 12:56:44
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Adorei o episodio dos Simpsons de sabado... tipo, "Nós vamos prender vcs até vcs por pensarem diferente para aprenderem a amar a nossa liberdade!"... e sabe o que é legal mesmo? Se esta escrito na biblia que ser homossexual é pecado, e se isso vale ainda hoje, porque vender a filha como escrava que nem esta na Biblia não é mais a vontade de Deus hoje em dia?

C | 19-12-2004 22:45:28
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Nooosa....e tem gente que se presta pra mandar tais e-mails....Só sei que, não discuto mais sobre religião com os meus amigos u.u (Apenas com a minha professora xD) Então só tenho a dizer que concordo plenamente com o que vc disse, com todas as palavras. "You accuse us of sins, committed by yourselves.It's easy to condemn without looking in the mirror, behind the scenes opens reality" xDD Bjo Wolvi!

Elt | 19-12-2004 11:00:59

sexta-feira, 27 de agosto de 2004

[CRÔNICA] "E aí? Beleza?"

Acontece que tem um tópico que há muito tempo me incomoda, e com o qual lidamos dia após dia: o cumprimento.

Não sei se já notaram, mas, comigo, na maior parte das vezes que alguém me cumprimenta, não sinto o mínimo de sinceridade nas palavras que ouço.

Um "oi. tudo bem?" não passa de três palavras. Vazias, sem qualquer entonação que demonstre preocupação da pessoa comigo. E isso me incomoda profundamente.

Não estou acusando ninguém de falso, mesmo porque meus cumprimentos também são, em sua maioria, frios. Faço-os meramente por obrigação, educação, e uma convenção idiota criada pela sociedade. Do tipo que um sujeito, em um dado momento de sua vida infeliz, teve a "brilhante" idéia de dizer que se alguém não te cumprimenta ao se encontrar com você pela primeira vez naquele dia, tudo indica que esta pessoa não vale nem a sola do sapato que gastou pra percorrer o caminho que o levou até você.

E esse é o grande problema. Tudo que é imposto acaba saindo de "qualquer jeito" quando executado. As eleições estão aí pra nos lembrar disso.

A gente se vê obrigado a votar em um sujeito dentre um punhado de caras de cuja maioria não sabe nem o que está dizendo, pra descobrir, mais tarde QUE ERA ISSO MESMO!!

Maravilhoso, não? Os caras estavam lá só jogando um punhado de palavras na nossa cara pra tentar nos convencer de que estavam preocupados conosco, quando queriam só dar um jeito de trocar o carro, comprar uma casa nova, ou pagar o silicone da mulher.

E voltamos para o "oi, tudo bem?".

Aqui temos basicamente a mesma coisa.

Alguém, ao se encontrar com você pela manhã de uma segunda-feira (e só pelo fato de ser uma segunda-feira, a coisa fica mais evidente), joga um "oi. tudo bem?". E o troço mais "surrealista" da situação, é que, na maioria das vezes, você nem responde a pergunta. Tu acaba empurrando pra pessoa um "tudo bem?".

Responder uma pergunta com outra pergunta?!

Pois é. Pode parecer idiota dizer isso, mas é justamente o que acontece.

Parecemos dois robôzinhos conversando entre si tendo um número limitado de expressões disponíveis em nossas memórias que podemos usar em um "diálogo". Daí, em meio as "poucas" opções que possuímos, escolhemos responder a pergunta com... outra?!

Tem algo de errado com essa programação aí...

Aliás... programação?!

Sim sim. Essa é a triste verdade.

Não há mais sinceridade em nossas palavras. Isso anda tão em falta hoje em dia que, logo nas primeiras palavras que trocamos com alguém, a gente já inventa de entrar no "modo automático", e deixar que um"sistema de escolha aleatório" decida qual a melhor forma de responder uma pergunta que já faz parte de um dos nossos "atos inconscientes".

É como nosso estômago. Não precisamos dizer: "digere essa carne mal-passada que eu acabei de engolir, seu traste!". Ele faz isso sem que a gente mande, pois "sabe" que precisamos que aquele monte de carne mastigada seja digerida, pra obtermos energia, e sustentarmos nossa vida.

Mas, somos mesmo um pedaço de carne sem consciência?!

Cadê a opinião própria nisso tudo?! Cadê o livre arbítrio, que nos permite responder que a nossa vida tá uma porcaria, e que achamos nosso emprego a coisa mais triste e desumana que existe na face da Terra?! (tá, exagerei um pouco)

Por que a gente precisa se sentir na obrigação de perguntar se a pessoa está bem, se tá tudo "beleza" com ela, quando a maioria de nós é bem um bando de egoístas que tá pouco se lixando pro que passa na vida dos outros?! (Big Brother não conta, porque só assiste quem não tem porcaria nenhuma pra fazer)

Que sentido existe em fazermos uma pergunta que não será respondida, porque andamos tão preocupados conosco mesmos, que preferimos jogar (literalmente) outra, já que não temos tempo pra dar satisfações sobre nossas vidas a alguém que, na maioria das vezes, também não tem tempo (nem vontade) de saber o que anda "rolando" com a nossa?

...

Mas... E aí? Beleza com vocês?

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Comentários:

BOA THIAGO XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD...... Beleza, wolvii!?!? XD .......... Sabe, acho que eu concordo com você! o_ô Na internet, principalmente, somos maquinas de "Oi tudo bom?" "tudo e vc?" "Tbm... news?" "Nada... e vc?" "nd tbm i.i" E sabe MAAAIS uma coisa? Se alguem chega "Aeeee, beleza?" e nós, sinceros, dizemos "NÃO!!" a pessoa se assusta e sai de fininho... o_o... viaagem /o\

Lola | Email | 30-08-2004 21:58:23
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O cumprimento mais sincero que conheço é um "Oooopaaaaaaaaa" ( seguido de um arroto porco e grosseiro ) daqueles 'tiozinho' da roça, dai o cara levanta a mão pra encerrar o cumprimento - quando não dá um tapão nas costas da gente. Isso sim é cumprimento de quem realmente se importa com a gente e nos torna felizes. Q idiota!

Thiago | 28-08-2004 01:26:39
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Tem um episódio de Seinfield que ele se questiona quanto a validade dessa palhaçada toda e deixa de cumprimentar as pessoas com três beijinhos. Resultado: ele quase é expulso do prédio onde mora. As pessoas são programadas sim, e arriscam suas vidas para manter essa programação. Ou você acha mesmo que o Morpheu tava mesmo falando da Matriz? O pavor do desconhecido é tão grande que guerras começam por esse motivo: manter a sua programação. Ou você pode também fazer como eu: quando alguem te cumprimentar, dar um resmungo ininteligivel. Você não respondeu a essa bobagem toda e a pessoa não pode reclamar que ficou sem resposta... ah é... eu não sirvo de modelo pra porra nenhuma, esqueci disso... ok, plano B: cumprimente-os. Mas cumprimente-os de verdade! Com direito a perguntar como vão as crianças e tapinha nas costas. TEnte isso por um dia e você vai notar a diferença. Jogue o jogo deles. Hahahaha

C | 27-08-2004 20:33:26

quarta-feira, 30 de abril de 2003

[IMPRESSÕES] Vozes anestésicas

Não sei se já aconteceu com algum de vcs, mas comigo isso vive acontecendo.

Sabe aquela voz calma, macia, mansa, q transmitem aquela "falta de pressa" acima do normal, e q de tanta preguiça q a pessoa parece estar de falar, vc tb acaba ficando com preguiça de escutar?

Pois é. Sempre q eu ouço a voz de alguém assim, o efeito sobre o meu corpo é anestesiante.

Sério mesmo! Basta eu ouvir uma pessoa falar dessa forma q meu corpo amolece, e eu não consigo fazer mais nada. Desde digitar, até pegar um lápis ou caneta e escrever com firmeza no papel.

Tlz seja só frescura minha, mas, vai saber. De repente exista alguém q passe por esse mesmo problema, e eu aqui, pensando q sou o único sujeito q fica todo mole na hora q escuta alguém de fala mansa e lenta.

Hoje mesmo aconteceu isso comigo aqui em casa. Estava eu cuidando de uns serviços de digitação pro meu primo (sempre ele... ¬_¬'), quando chegou o técnico q minha mãe chamou pra dar uma olhada no microondas daqui de casa, q não tá mais ligando. Foi o sujeito começar a falar q eu já vi q teria problemas pra continuar o trabalho.

É praticamente instantâneo. Basta a pessoa começar a falar q baixa aquela moleza geral no meu corpo. Especialmente nas mãos. Ih!!! É nelas q a coisa complica ainda mais.

Eu bem q tentei prosseguir o serviço, mas toda vez q ele ia trocar uma ou outra palavra com o meu pai, q quando começa a conversar não tem hora pra acabar, vinha a moleza nas mãos. Simplesmente foi impossível digitar qualquer coisa enquanto o tal permaneceu aqui.


Mas essa não foi a primeira, e nem será a última vez q eu passarei por uma situação semelhante.

Já tive vários professores q falavam dessa forma. E nas aulas deles era horrível pra eu anotar qualquer coisa q dissessem, qualquer explicação q dessem. O lápis, ou caneta, não obedecia corretamente os meus comandos.

Um desses professores, em especial, se destacou: João Batista, meu ex-professor de matemática do cursinho q eu fiz em 2001 (um ano do qual eu guardo ótimas lembranças...).

O sujeito era tão quietão, falava tão pouco durante as aulas, e tinha uma aparência tão estranha (era altão e tinha feições árabes), q o pessoal chamava ele de múmia. Viviam dizendo q quando terminava as aulas do dia, ele ia descansar em seu sarcófago particular, q ficava em sua sala (ele era diretor da escola a época). Se bem q pra mim ele tava mais pra uma mistura de Professor Girafales com Osama Bin Laden depois de rapar a barba.

Mas, voltando ao assunto principal, o João foi o melhor professor de matemática q eu tive até hoje e, ao mesmo tempo, o pior, se for levar em consideração a voz q o cara tinha. É, sem sombra de dúvida, o sujeito com a voz mais mole, lenta, calma e "preguiçosa" q eu já tive a oportunidade de ouvir.

Daí dá pra imaginar como era "ótimo" pra mim fazer qualquer tipo de anotação durante as aulas do cara, né? Isso, pelo menos, enquanto ele falava.


Bom, tá dado o recado: tomem muito cuidado com as pessoas de fala mansa, pois elas podem ser muito perigosas. Caso se unissem um dia, seriam uma ameaça para a paz mundial (me veio à cabeça agora um mundo inteiro lotado de molengas controlados por pessoas de "voz preguiçosa". Isso sim é uma visão do inferno... -_-').


Aqui me desanexo...

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Comentários:

Vc ficou mole por causa da voz do técnico????? sei não hem hehehehe

Leo Spy | 30-04-2003 08:40:55
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Fala Wolv! Cm estás? Ja será mais um blog q frequentarei... e tipo... vc ja pensou q essas pessoas podem ter um gene pokemon? o do Jigglypuff? abraços =]

Carlos | 30-04-2003 08:08:52