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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

[RESENHA] Fringe s02e04 - "Momentun Deferred"

E chegamos ao quarto episódio. Depois de dois episódios mais calminhos, temos um repleto de informações. Começamos com bandidos roubando cabeças congeladas de uma empresa de criogenia. A empresa se chama Elias Cryonics. Se formos buscar alguma referência, Elias foi um profeta bíblico que viveu antes de Cristo. Criogenia é também uma das palavras que aparece na apresentação da série nesta temporada.


suco

Hum... delícia! suquinho de minhoca...

Logo fica claro que esses bandidos são soldados da outra dimensão. Assim como o que assumiu a identidade do agente Francis, são capazes de resistir a vários tiros, porém o tiro na cabeça é fatal (e ninguém tinha pensando nisso antes...). Detalhe que o soldado morto sangra mercúrio... Mais para frente no episódio descobrimos maiores detalhes sobre esses agentes. Não são inteiramente humanos, são híbridos, parte máquinas, isso os possibilita irem para a outra realidade com maior segurança, mas são dependentes de mercúrio para manterem sua integridade. O mercúrio também é a substância que possibilita a mudança de forma. E, como era de se esperar, vários agentes estão infiltrados.


conjuntivite

Oh meu Deus!!! Será que peguei conjuntivite???

Acredito que podemos esperar grandes coisas dessa temporada. Pois eventos e mistérios que em outras séries certamente seriam jogados para o meio ou final, já foram revelados. Finalmente sabemos do que se tratou a conversa de Olivia com William Bell no universo paralelo, e do que ela precisava buscar. Interessante notar que nesse universo paralelo, enquanto Olivia e Belly conversavam, uma luz amarelada ficou o tempo todo se intrometendo na cena. Se isso será apenas para diferenciar a outra realidade ou se terá um significado mais profundo, saberemos só adiante.


belly

não estou com hepatite... é só efeito deste universo paralelo...

Até o momento, está parecendo um furo no roteiro para mim, mas talvez eles expliquem também mais adiante. Belly comenta ao final da conversação que quando Olivia voltar para sua realidade, encarará um momento difícil. Ele estava se referindo ao acidente de carro visto no primeiro episódio. O que não está batendo é que no final da primeira temporada, Olivia não estava dentro do carro quando foi transportada para a outra realidade, ela estava num elevador. Faltou continuidade ae, ou talvez a intenção foi fazer uma coisa dramática como o acidente, mas ficou desconexo...

Temos a volta de Rebecca, a menininha “viajante”, que consegue ver os soldados infiltrados. Ela passa por mais uma sessão de tratamento nas mãos de Walter e tem sua habilidade de perceber pessoas de outras dimensões reativada. Detalhe importante neste ponto, fica claro que Peter não pertence à esta realidade. O que para mim confirma a tese de que Walter o trouxe da outra realidade para substituir seu filho morto.


rebecca

Oh Walter, senti falta dos seus cabos...

Mais para o fim do episódio, outra trama se desenrola. Finalmente Olivia descobre que o soldado está disfarçado de Francis, e uma luta acontece, onde nossa heroína, recém saída das muletas, luta ferozmente (realmente, aquele exercício de ficar amarrando cadarços funciona muito bem, alguém já pensou em patentear??). O infiltrado é morto, mas os soldados conseguem seu intento de roubar a cabeça congelada pertencente ao líder deles. Tenho de ressaltar aqui que durante a luta, tivemos destaque para a pichação na parede do beco, uma cópia do auto-retrato de Van Gogh. Acredito que deve ter algum significado, mas até agora não atinei qual seria.


van gogh

No finalzinho, a cabeça é religada a um corpo através do mercúrio, outro que anda operando milagres. Parece que esse será o vilão da série daqui para frente. Aliás, interessante a escolha do mercúrio. De forma alguma deve ter sido aleatória. Já que a substância prateada é recorrente em termos de ficção, como líquido vital para os andróides.

Resultado final: um episódio empolgante, com muitos mistérios revelados, além de deixar um grande gancho para os próximos. Realmente estou esperançoso com essa série. Já me encontro na expectativa do próximo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

[REVIEW] Fringe s02e02 - Night of Desirable Objects

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Na verdade esta é uma cena do final.
Mas eu não me importaria se o episódio começasse assim =P

Depois de uma estréia de temporada um tanto frenética na quantidade de informações e mistérios atirados na nossa cabeça, a equipe de roteiristas da série optou pela habitual "esfriada" característica de episódios posteriores àqueles mais bombásticos.

Mas, felizmente, isto não representou um grande problema. Apesar da história mais "calminha", digamos assim, foi um episódio que não ignorou os principais fatos apresentados no anterior, o que já é um bom sinal, especialmente praqueles, como eu, que já estão acostumados com Lost, onde nos apresentam um episódio cheio de revelações que têm potencial pra influir significativamente na trama, só pra, no episódio seguinte, tudo aquilo que foi apresentado não surtir o menor efeito.

Por exemplo, houve a inevitável retomada da questão envolvendo o transmorfo que se faz passar pelo Agente Charlie, dando agora uma de bonzinho, e até se oferecendo pra ajudar Olivia a se lembrar do que aconteceu no misterioso encontro que ela teve no outro universo com sabe-se lá quem, enquanto no episódio anterior ele estava disposto a matá-la. O que nos faz pensar no que fez o "homem-invisível" que opera a máquina de escrever do outro lado do espelho mudar de idéia com relação a seus planos envolvendo Olivia. Óbvio que uma hora isto vai dar merda, resta saber exatamente quando. Mas, só a tensão criada pela expectativa disto acontecer já faz vale a pena acompanhar os próximos episódios.

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Walter e Astrid brincando de carrinho

E pra quem reclamou que no primeiro episódio o Walter não arriscou nem sequer uma teoria pra explicar o que diabos aconteceu com a Olivia durante o acidente de carro, aqui ele apareceu no melhor estilo Dr. Brown tentando reproduzi-lo em versão miniatura, usando um sapinho que remete diretamente a uma das misteriosas imagens de divulgação de Fringe. E, claro, pra quem é fã da trilogia De Volta para o Futuro, ficou na cara que aquela cena foi inspirada em uma vista no primeiro filme, onde o Dr. Emmett Brown tenta explicar pro Marty McFly como ele o enviará de volta para o futuro usando o clássico raio do relógio da torre.

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Dr. Brown e sua clássica maquete "pouco detalhada" do centro de Hill Valley

Outro detalhe que os roteiristas de Fringe vêm explorando muito é a possibilidade de mais personagens além de Olívia, Walter e William Bell terem viajado pra universos paralelos, e especialmente as conseqüências físicas disto. Neste, durante a conversa misteriosa entre Nina Sharp e o Olivia, a primeira deu a entender que seu "câncer" pode ser uma conseqüência de alguma viagem que ela fez para outro universo, o que é uma hipótese válida, se levarmos em conta o estrago que um "mísero" teletransporte entre um ponto do planeta e outro fez com o Robert Jones na temporada passada.

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Agradeça por não ter descolado um cancerzinho

No caso de Olivia, a garota ganhou superaudição. Se este é apenas um de outros poderes que irão se manifestar, só o tempo dirá, mas não duvido nem um pouco que haja mais, uma vez que na temporada passada, graças ao teste que Jones aplicou-lhe, Olivia demonstrou algum tipo de controle de objetos pela mente, apagando as luzinhas daquele aparelho estranho.

E mais uma vez Peter mostrou que está mais disposto a "pôr a mão na massa", ao invés de ficar apenas tentando dar algum sentido às explicações de Walter. Desta vez saiu à caça de informações de casos de desaparecimento semelhantes ao de Olívia.

Quanto ao novo personagem, Sam Weiss, não há muito o que ser dito por hora. Apenas que parece ser mais um daqueles que sabem mais do que aparentam. Achei estiloso ele cuidar de uma quadra de boliche, mas só. Resta-nos aguardar outras participações.

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Sim, eu sei que sou estiloso.

Já o caso apresentado no episódio não me chamou muita atenção. Mais um "monstro da semana" criado por um cientista num momento de obsessão e loucura. Nada que já não tenhamos visto em inúmeros episódios de Arquivo X, ou mesmo em Supernatural.

Mas, a média final foi boa. Foi um episódio onde os roteiristas souberam equilibrar muito bem informações mitológicas com as do caso investigado, o que já é outro bom sinal de que estão dispostos a acertar mais nesta temporada do que na anterior. Amém a isto!