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quinta-feira, 2 de junho de 2011

[REVIEW] O Prisioneiro (The Prisoner, 1967-1968)

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Um agente secreto pede demissão e vai embora pra casa, onde faz as malas e se prepara para sair de férias. Porém seus planos são frustrados quando é posto inconsciente, seqüestrado e levado para uma vila estranha, habitada por pessoas de diversas nacionalidades que não respondem por nomes, mas números. O lugar lhe é apresentado apenas como A Vila, e é informado de que a partir de então ele será o Número 6. Como se o cenário já não fosse estranho o bastante, ele deve lidar com o Número 2, o responsável pela administração da Vila, que insiste em saber por que motivo o agente pediu demissão, e para tanto não hesita em empregar os mais variados métodos de coerção e extração de informações.

O Prisioneiro é uma das séries mais estilosas já concebidas. A começar pela abertura (que vocês podem conferir no vídeo logo abaixo), que sempre apresenta sua premissa, desde o momento que ele pede demissão, seu seqüestro, e seu despertar na Vila. A montagem dinâmica, acompanhada pela ótima música tema, dá o tom que dominará todos os 17 episódios da série.


Se adequando à arquitetura peculiar do local, que gera estranheza, os habitantes da Vila usam roupas coloridas e espalhafatosas, além de quase todos carregarem guarda-chuvas igualmente coloridos. A direção de arte também merece elogios. Para superar as limitações técnicas da época, e dar mais valor às idéias e conceitos apresentados, foi sabiamente usada uma representação estilizada da alta tecnologia empregada pelos personagens. Os telefones sem fio usados pelo Número 2 para se comunicar com outros setores da Vila, a cadeira esférica de onde ele observa as atividades do Número 6, a sala de vigilância circular, com sua gangorra giratória, são todos elementos que merecem uma atenção especial enquanto acompanhamos o desenrolar de cada episódio.

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A Vila

Mas o aspecto surreal da série não pára por aí. O Número 6 logo descobre que suas tentativas de fugir do local são quase sempre frustradas por uma estranha criatura (?) denominada Rover (Errante, em português), que "nasce" do leito oceânico, tem a aparência de um grande balão branco, e anuncia sua chegada com um rugido semelhante ao de um leão. Além disto suas tentativas de se encontrar com o Número 1, a mente por trás de todo aquele complexo e engenhoso esquema, sempre são recebidas de maneira evasiva pelas várias encarnações do Número 2. E este é outro aspecto curioso da série: cada episódio apresenta uma pessoa diferente ocupando o posto de administrador da Vila, e empregando estratégias variadas para descobrir o segredo por trás da demissão do Número 6. É justamente na variedade de técnicas e estratagemas usados por cada novo Número 2 que os roteiristas da série encontram espaço para experimentações narrativas.

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O ameaçador Rover

Entre episódios tão variados há pérolas como "A. B. and C.", em que usam contra o Número 6 uma tecnologia para manipular seus sonhos, e através deles terem acesso à informação que tanto desejam. Vale mencionar que Christopher Nolan, diretor e roteirista do filme A Origem, já declarou que é fã da série, e manifestou diversas vezes seu desejo de adaptá-la para o cinema. Portanto não é nada difícil que este episódio em especial tenha sido uma das fontes de inspiração de seu último filme.

Outro episódio que merece ser comentado é "The Schizoid Man", no qual o Número 6 é substituído por um sósia idêntico a ele. O excelente roteiro não se contenta em criar apenas este problema, e faz com que o protagonista passe por uma avançada técnica de hipnose que o leva a acreditar que na verdade ele é o sósia, enquanto o sósia alega ser o Número 6 original. O roteiro de Terrence Feely é tão engenhoso que passamos o episódio inteiro partilhando das mesmas dúvidas que atormentam o Número 6, especialmente por já conhecermos o personagem, e sabermos que ele seria capaz de enganar seus inimigos fingindo ser o sósia. A história é conduzida de tal forma, e de maneira tão atordoante, que a dúvida persiste até a última cena, quando tudo é esclarecido.

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Número 6 e seu sósia
(ou seria o contrário?)

A grande liberdade que os roteiristas tiveram ainda gerou episódios ousados como "Many Happy Returns", cuja primeira metade não apresenta nenhum diálogo, e se sustenta unicamente pela excelente montagem e o talento de Patrick McGoohan. Nele o Número 6 acorda em seu quarto na Vila e a encontra totalmente deserta. A partir daí acompanhamos sua solitária tentativa de fugir do local em uma jangada.

Já em "Do Not Forsake Me, Oh My Darling", Patrick McGoohan é substituído por Nigel Stock, que interpreta o Número 6 durante quase todo o episódio. Uma jogada arriscada, pois além de tratar-se do protagonista da história, McGoohan é o único ator recorrente da série. Na época ele estava impossibilitado de gravá-la, mas não queria que a produção fosse interrompida, e sugeriu a idéia de que o novo Número 2 usasse uma tecnologia que permitiria trocar uma mente por outra, uma premissa nada original, mas que na época rendeu um dos episódios mais curiosos da série, e um final que trouxe uma das melhores e mais inusitadas reviravoltas.

O Prisioneiro ainda encontrou espaço para debater temas como o papel da educação na sociedade, e os riscos de ela ser pervertida e usada como instrumento de condicionamento mental ("The General"); as estratégias de manipulação da consciência coletiva em eleições "democráticas" ("Free for All"); e a massificação de comportamentos em detrimento da iniciativa individual ("A Change of Mind").

Por trás de toda a história de um homem lutando contra um sistema que lhe foi imposto, visando a supremacia da individualidade sobre uma sociedade de gados, há ainda uma segunda possível leitura, em que toda a série funciona como uma grande alegoria da luta que todo ser humano trava para aflorar seus verdadeiros valores, seu eu profundo, indo contra a maré do que a sociedade espera de nós. Em diversos episódios seus roteiristas indicaram que a intenção não era apresentar uma história que busca ser apreendida de maneira superficial e objetiva, mas uma obra que permitisse várias leituras, construindo diversas camadas de realidade.

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Número 2 em sua cadeira esférica

Vemos, por exemplo, no episódio "The Woman Who Are Dead" uma história de espionagem fantasiosa, cheia de exageros, e passagens que vão do cômico ao ridículo. Muitos podem considerá-lo um filler, uma enrolação, um desvio da trama principal, quando no final ele se mostra uma grande paródia, uma extrapolação da irrealidade presente na grande maioria dos filmes de espionagem da época. Mas o roteiro vai além, e quase literalmente acena a seu público, sugerindo que a própria série tem sua parcela de irrealidade, e que nada daquilo que foi visto até então pode ser levado ao pé da letra. O mesmo pode ser dito do episódio "Living in Harmony", em que logo na primeira cena somos jogados num cenário de Velho Oeste, algo que deve ter gerado alguma confusão para o público da época, mesmo após identificarem Patrick McGoohan no papel principal. Durante quase todo o episódio não há qualquer menção à Vila, ao Número 2, e o protagonista não é mais chamado de Número 6, mas de Xerife. Sabemos que trata-se da mesma série pelo letreiro no início anunciando seu nome, mas, fora isto, parece tratar-se de uma versão alternativa da história. Toda a farsa é revelada apenas no final, e o episódio acaba funcionando como outra dica para que o público não dê tanta importância para o que é apresentado na superfície, mas para a mensagem que se esconde por trás do que é visto.

Quanto ao final da série, sobre o qual não entrarei em detalhes, ele é o ponto de convergência de todos os temas abordados nos 16 episódios que o antecederam. Há uma densa camada de símbolos, metáforas e alegorias que envolve cada ação de cada personagem em cena. Não é o tipo de conclusão que responde diretamente todas as perguntas que a série gerou na mente de seus espectadores. Muito fica aberto a interpretações, mas não há como negar a genialidade por trás do que foi feito.

A interpretação de Patrick McGoohan como o Número 6 é essencial para que a série cative seu público. Sua atuação é intensa, frenética. Seus diálogos em diversos momentos adquirirem um nervosismo e urgência que são refletidos na montagem excepcionalmente dinâmica, cheia de cortes rápidos e precisos, que inserem o público naquele cabo de guerra disputado entre um homem e todo um sistema.

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Patrick McGoohan e Leo McKern

Merecem destaque também alguns dos atores que interpretaram o Número 2, como Patrick Cargill, que faz uma das encarnações mais cruéis do vilão, levando o Número 6 a armar um engenhoso plano que volta suas estratégias contra ele próprio ("Hammer Into Anvil"). E Leo McKern, cuja participação foi tão marcante no início da série que foi chamado de volta para interpretar seu Número 2 num dos episódios mais fulminantes de O Prisioneiro, "Onde Upon a Time", considerado por muitos o melhor de todos. Nele o Número 6 e o Número 2 ficam presos juntos numa instalação subterrânea, onde entram numa verdadeira guerra psicológica que dura o episódio inteiro. O atrito entre os personagens é palpável, e fica evidente que cada ator está atuando em sua capacidade máxima. É o penúltimo episódio da série, e conduz o público de maneira brilhante ao seu ato final.

Aclamada e objeto de discussões até hoje, O Prisioneiro trás consigo uma enorme carga de criatividade e temas para reflexão que ainda continuam pertinentes. Mais de 40 anos depois de seu lançamento, ela permanece como uma série obrigatória aos admiradores de um ótimo suspense, mas, acima de tudo, àqueles que apreciam uma história bem contada.

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Número 6 em seu Lotus 7

segunda-feira, 16 de maio de 2011

[REVIEW] The Sopranos - A Série Completa

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Ser um mafioso em Nova Jersey não é tarefa das mais fáceis, e Tony Soprano sabe muito bem disto. Pior, além de ser um criminoso, Tony sofre constantes ataques de pânico; convive com uma mãe que não lhe demonstra o menor afeto, e não hesita em desprezá-lo; e tem um tio que inveja o poder e o prestígio conquistados pelo sobrinho dentro da máfia local. Como se tudo isto não fosse ruim o bastante, o chefe de Tony enfrenta um câncer terminal, e ele é o principal candidato para assumir a liderança da organização criminosa.

Com tantos problemas, Tony se vê forçado a tomar uma atitude drástica antes que sofra um colapso nervoso: passa a fazer terapia com uma psiquiatra, sem o conhecimento da família e de seus parceiros de crime, o que acaba se tornando mais uma na lista de preocupações de nosso protagonista.

Esta é a premissa básica de The Sopranos (Família Soprano, no Brasil), uma das séries mais premiadas e aclamadas da história da TV americana, considerada por alguns como a melhor série dramática já produzida. E após assistir todas as suas 6 temporadas, fica difícil discordar dos que pensam assim.

Confiram abaixo minhas críticas sobre cada temporada. Obviamente elas contém SPOILERS, portanto é recomendável que já tenham assistido toda a série antes de lê-las.

1ª temporada

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A primeira temporada trata da ascenção de Tony à posição de chefe da família de mafiosos de Nova Jersey, suas dificuldades de relacionamento com sua mãe idosa, e sua disputa de poder com seu tio Corrado "Junior" Soprano. Em seus 13 episódios ela apresenta uma notável composição e desenvolvimento de personagens, partindo desde o elenco principal aos coadjuvantes.

John Gandolfini é um excelente ator, e mostra-se à vontade interpretando Tony Soprano, um personagem complexo, que de um lado é terno e carinhoso com sua esposa e seus filhos, e até mesmo com alguns de seus companheiros de máfia, especialmente seu sobrinho/primo Christopher; ao mesmo tempo que é capaz de agir com frieza, impulsividade e violência, quando é forçado a eliminar alguém que ameaça seus negócios e a segurança de sua família.

A Carmela Soprano de Edie Falco ganha autenticidade conforme a temporada se desenvolve, e a atriz começa a demonstrar um talento que se evidenciará cada vez mais conforme a série avança.

Nancy Marchand, como Livia Soprano, é dona de uma presença poderosa em tela, e concebe aquela que é a maior antagonista de Tony na temporada de estréia, escondendo em sua rabugice e dissimulação um desejo de vingança que é executada com requintes de crueldade ao longo dos 13 episódios iniciais.

Já Dominic Chianese dá o tom cômico e ameaçador necessário para tornar Corrado Soprano um dos personagens mais marcantes e divertidos de toda a série. Seus diálogos com Livia estão entre os melhores da temporada, cheios de sutilezas que escondem as reais intenções de ambos para com Tony. A dupla é responsável por algumas das maiores enrascadas que Tony enfrenta no decorrer da temporada.

Michael Imperioli começa interpretando Christopher Moltisanti como um sujeito cuja arrogância inicialmente torna-o um personagem antipático, mas que no decorrer da temporada consegue conquistar a simpatia do público graças ao talento do ator, e ao bom trabalho feito pelos roteiristas, que acertam o passo e o tema central de seu arco dramático.

Surpreende também o talento do elenco de apoio. Tony Sirico e Steve Van Zandt, em seus primeiros minutos de tela, são talentosos o bastante para tornar seus personagens inconfundíveis desde o início. A simpatia que Paulie e Silvio despertam no espectador, ainda sem contar com o apoio de um background, apenas comprovam a qualidade de suas interpretações. O mesmo valendo para Artie Bucco (John Ventimiglia), Adriana la Cerva (Drea de Matteo) e Pussy Bonpensiero (Vincent Pastore), que nas temporadas seguintes ganham maior destaque.

Demonstrando inteligência ao antecipar as comparações que fariam entre a série e a trilogia O Poderoso Chefão, David Chase e sua equipe de roteiristas espalharam por toda a primeira temporada citações e homenagens a ela, ao mesmo tempo em que jamais confere à história de Tony e os demais o mesmo glamour encontrado no clássico de Francis Ford Coppola. A série ainda abre espaço para referir-se a outros grandes clássicos do gênero, especialmente Os Bons Companheiros, do qual tomou emprestado vários atores (Lorraine Bracco, Michael Imperioli, Tony Sirico, Vincent Pastore, entre outros).

Além disto, os roteiristas também conseguiram se livrar com eficácia da impressão de que a série não seria nada mais do que uma abordagem mais séria da premissa usada no filme Máfia no Divã. As terapias de Tony com a Dra. Melfi (Lorraine Bracco) ganham um papel fundamental na história, e um maior embasamento, além de funcionar como um ótimo recurso para oferecer ao espectador acesso a elementos e fatos essenciais do passado do personagem, que conferem ao mesmo a tridimensionalidade e complexidade necessárias para nos envolvermos com sua história, e uma base sobre a qual futuros conflitos serão construídos, e novos insights sobre Tony que surgirão nas temporadas seguintes. Neste ponto Lorraine Bracco, apesar de uma interpretação mais contida que o restante do elenco, usa a abordagem ideal para conduzir sua personagem, que diverte em vários momentos em que dirige a Tony apenas um olhar analítico e quase inexpressivo, que contrasta com os relatos mais enérgicos e gesticulados do mafioso.

Oferecendo uma história que em nenhum momento perde o ritmo, trazendo várias reviravoltas, e explosões de violência que pegam o espectador de surpresa, além de um uso equilibrado do grande elenco de personagens, a 1ª temporada de The Sopranos mostra-se vigorosa do início ao fim, jamais tornando-se desinteressante. Seus personagens, apesar de moralmente reprováveis, em sua maioria são carismáticos e interessantes o bastante para nos importarmos com suas histórias. Em suma, trata-se de uma verdadeira aula sobre como fazer uma temporada de estréia excepcional para uma série, sem oscilar na qualidade dos roteiros e da direção. É raro encontrar uma série que consiga manter uma qualidade tão elevada ao longo de 13 episódios sem recorrer a tramas que prejudicam o desenvolvimento da história, e The Sopranos faz isto com louvor.

Nota: 5 de 5


2ª temporada

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Nesta o novo status de Tony é muito bem explorado com o mesmo brilhantismo que marcou a temporada de estréia, em episódios que se concentram tanto em suas estratégias para preservar o poder conquistado, como também na maneira com que tamanha pressão influi diretamente na saúde física e mental do protagonista.

A série mostra-se sem medo de ousar. Nesta temporada há dois excelentes episódios centrados em Christopher ("Big Girls Don't Cry" e "From Where to Eternity", o primeiro roteirizado por Michael Imperioli), que definitivamente firma-se aqui como um dos coadjuvantes mais interessantes da série; outro quase inteiramente dedicado a David Scatino (Robert Patrick, excelente!), que ganhou grande destaque logo em seu episódio de estréia; e ainda se deram ao luxo de desenvolver mais a história dos dois capangas de Christopher, Matt e Sean, em "Full Leather Jacket", um dos episódios-chave desta temporada. Isto sem mencionar "Funhouse", que fez uso de um formato inusitado, mudando o foco da história, gerando estranheza de início, apenas para finalizar uma das subtramas mais importantes da série até então.

Não podemos esquecer também da adição de Janice Soprano (Aida Torturro) e Richie Aprile (David Proval), que tornaram a vida de Tony ainda mais difícil, com maior destaque para o último, que foi seu grande rival nesta temporada. A atuação visceral de Proval fez toda a diferença, tornando o personagem totalmente imprevisível em sua impulsividade, e desta forma aumentando o suspense e a tensão em todas as suas aparições.

Livia e Tio Junior infelizmente não estiveram tão presentes nesta temporada como na anterior, mas continuaram divertidos e brilhantes em suas poucas aparições.

Também fez falta um papel mais atuante das terapias de Tony com a Dra. Melfi na trama principal. Em compensação, tivemos a chance de saber um pouco mais sobre como suas sessões com o mafioso afetam a vida pessoal e profissional da doutora. Suas terapias com o Dr. Elliot (Peter Bogdanovich, engraçado em seu cinismo sutil) renderam momentos impagáveis.

Uma excelente temporada, que por muito pouco não supera a primeira.


3ª temporada

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Uma temporada cheia de episódios memoráveis.

As atuações continuam naquele nível que certamente despertou inveja em muitos produtores de séries durante as temporadas anteriores. Infelizmente nesta não temos mais a presença de Nancy Marchand (a eterna Livia Soprano), já que a atriz faleceu entre uma temporada e outra. Em compensação, a série continuou com ótimos roteiros e novas adições poderosas ao elenco.

Joe Pantoliano como Ralph Cifaretto foi o grande antagonista de Tony, e roubou a cena diversas vezes, além de nos chocar num dos episódios mais "amargos" da série, mas nem por isto menos excepcional (sim, estou falando de "University").

O namoro de Meadow (Jamie-Lynn Sigler) com Jackie Jr. (Jason Cerbone) foi uma subtrama que cresceu muito ao longo da temporada, e tornou-se uma de suas grandes forças motrizes, chegando a uma conclusão que repercute na temporada seguinte.

"Employee of the Month", um dos episódios mais chocantes da série, mostrou o quanto a equipe de roteiristas e produtores continuam corajosos na escolha dos temas abordados (neste caso o estupro), e sua cena final é uma daquelas que ecoam por muito tempo na mente do espectador.

E, claro, tivemos "Pine Barrens", o primeiro dos quatro episódios que Steve Buscemi dirigiu para a série, apresentando uma história divertida, recheada de humor negro, e momentos memoráveis. A dinâmica entre Christopher e Paulie jamais foi tão bem explorada como neste episódio, que é considero por muitos um dos melhores de toda a série

Foi uma grande temporada, cheia de problemas para Tony, conflitos inesquecíveis, tramas e subtramas bem exploradas, sempre conduzindo muito bem a narrativa, e instigando o espectador a assistir o episódio seguinte, e o próximo, e o próximo...

Nota: 4,5 de 5



4ª temporada

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Só nesta temporada tivemos Adriana se metendo numa enrascada com o FBI; Chris perdendo o controle de seu vício em heroína; Carmela flertando com Furio (Federico Castelluccio), nos fazendo temer por ambos; e Ralph fazendo uma piada sobre a esposa de Johnny Sack (Vincent Curatola) que acaba tomando proporções imprevistas. Claro que houve mais, porém é melhor pararmos por aqui pra não estragar surpresas.

A 4ª temporada de Sopranos segue com o trabalho exemplar de desenvolvimento de personagens, embora relegue a meras participações especiais alguns que se tornaram queridos nas temporadas anteriores, como a Dra. Melfi e Junior Soprano. Em compensação foi bem vinda a "promoção" de Bobby Bacala, que deixou de ser mero alívio cômico para ganhar um arco dramático que fizesse jus ao talento de Steve Schirripa.

Quanto ao resto do elenco, James Gandolfini continua cumprindo com enorme competência a tarefa de nos apresentar novas camadas de Tony Soprano; Edie Falco segue brilhante, em especial nos episódios finais da temporada; e Joe Pantoliano deixa sua marca, e transforma seu Ralph num dos personagens mais antológicos da série, além de protagonizar uma das seqüências mais poderosas já vistas até aqui (em "Whoever Did This"). Pra ficar na lembrança mesmo.

Novamente fica nítido o impressionante cuidado que os roteiristas da série têm ao definir toda estrutura que sustentará a temporada inteira. Cada sutileza, cada pequeno fato que culminará em outro, o qual se ramificará em outros mais, e assim sucessivamente. O planejamento primoroso, as tramas bem amarradas, garantem uma qualidade praticamente impecável, e ainda soam como novidade, o que de fato são.

Nota: 4,5 de 5


5ª temporada

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Um dos destaques desta temporada foi a adição de Steve Buscemi ao elenco, interpretando Tony Blundetto, primo de Tony Soprano, recém-saído da prisão. Demonstrando sua competência habitual, sua participação na temporada é menor do que o esperado (pelo menos pra mim), porém as ações de seu personagem desencadeiam uma série de eventos que tumultuam a segunda metade da temporada, contribuindo tanto para o desenvolvimento da trama, como para torná-lo mais um dos muitos personagens memoráveis da série.

Além da tensão crescente gerada pela disputa entre Johnny Sack e Little Carmine (Ray Abruzzo) pela liderança da máfia de Nova York, esta também foi uma temporada explosiva do ponto de vista emocional. Tony, mais do que nas temporadas anteriores, foi obrigado a lidar com a solidão inerente ao seu papel líder, e as conseqüências de suas decisões sobre as vidas daqueles com quem se relaciona. Neste ponto o episódio "The Test Dream" é o que melhor ilustra o peso da culpa que sente pelas tragédias que causou. Cheio de simbolismos, ele foi um prato cheio para os que apreciam os famosos sonhos que sempre tiveram um papel importante dentro da série.

Em paralelo, vimos de que maneira separar-se de Tony repercutiu na vida de Carmela, em especial no episódio "Sentimental Education", onde ficou bem claro o quanto é difícil para a esposa de um mafioso dar um novo começo à sua vida amorosa, depois de mais de 20 anos de casamento, enquanto nos episódios seguintes foi explorada a dificuldade de consumar o divórcio tão desejado inicialmente. E, apesar de previsível, a conclusão de sua trama foi bem trabalhada, de forma a apontar naturalmente para a resolução que alcançou.

Finalmente, não podemos falar desta 5ª temporada sem mencionar todo arco dramático vivido por Adriana, de longe uma das personagens mais sofredoras da série. Drea de Matteo ganhou a merecida oportunidade de brilhar, ao interpretar tantas cenas carregadas de uma dramaticidade palpável, graças à engenhosidade dos roteiristas, que vieram construindo toda a situação na qual se encontrava desde o final da 3ª temporada. "Irregular Around the Margins", o primeiro episódio desta temporada focado em Adriana, é tão cheio de intensidade e suspense que funciona quase como um irmão gêmeo de "The Weight", da temporada anterior, em que o destino dos personagens se torna mais imprevisível do que nunca. Enquanto "Long Term Parking" é daquela categoria de episódios que ficam gravados na memória em seus mínimos detalhes, tamanho é o impacto de suas cenas.

Nota: 4,5 de 5


6ª temporada

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Esta foi a temporada dos coadjuvantes. O episódio de estréia adota uma opção inusitada, focando boa parte da história nas tentativas de Gene Pontecorvo (Robert Funaro) em convencer Tony a permitir que ele abandone sua carreira criminosa para mudar-se com a família para outra cidade, a fim de recomeçar sua vida. Provando mais uma vez a habilidade de retirar ótimas histórias de personagens que pouco destaque tiveram anteriormente na série, Terence Winter faz um excelente trabalho, criando um início de temporada que foge dos padrões estabelecidos (se é que The Sopranos seguiu algum padrão nas temporadas anteriores).

Vito Stapafore (Joseph F. Gannastafori) foi outro coadjuvante que ganhou muito destaque na temporada final. O personagem esteve presente na série desde a 2ª temporada, mas só chamou atenção na 5ª temporada, quando foi sugerido que ele era gay. Nesta sua inclinação sexual é abordada de maneira direta, e ganha muita importância no desenvolvimento da 1ª parte da 6ª temporada, especialmente em sua reta final.

Paulie também foi outro coadjuvante que ganhou mais atenção dos roteiristas, muito merecida, por sinal, pois Tony Sirico tornou-o um dos personagens mais carismáticos e divertidos de toda a série, com seus inconfundíveis “hehe”, sua fala assobiada, e seus maneirismos peculiares. Lidando com uma revelação impactante sobre sua origem, e um câncer de próstata, Tony Sirico ganha a chance de explorar mais a fundo o lado dramático de Paulie, que estabelece-se de vez como uma figura tragicômica no episódio "Remember When", em que seu apego ao passado rende alguns dos momentos mais tocantes do personagem em toda a série.

Christopher desta vez tem que conviver com a culpa por sua participação na morte de Adriana, e encontrar um meio de lidar com os sentimentos conflituosos que vinha nutrindo pelo tio desde que surgiu a suspeita de que Tony teve um caso com sua ex-namorada. Seu empreendimento na indústria do cinema, algo que vinha sendo preparado desde a primeira temporada, não poderia encontrar momento melhor para alcançar sua culminância, funcionando como um meio criativo de expôr toda raiva que escondia do tio. Além disto, seu problema com as drogas volta à tona, acentuando a natureza trágica do personagem, e preparando-o para o encerramento de seu arco dramático.

Mas é óbvio que o grande destaque da temporada foi a trajetória de Tony, que logo no primeiro episódio é baleado por seu tio, e fica entre a vida e a morte nos 3 episódios seguintes.

Os episódios 2, 3 e 4 compõem praticamente uma trilogia, cuja história gira em torno de Tony adquirindo uma nova visão de sua própria vida, algo que terá repercussões em toda a temporada. A forma escolhida pelos roteiristas para representar o estado de coma de Tony é brilhante. Antecipando um recurso narrativo que seria fartamente usado pelos roteiristas de Lost, também em sua última temporada, David Chase e Mattew Weiner inovaram, ao lançar Tony Soprano numa versão alternativa de sua própria vida, em um mundo paralelo lotado de simbolismos, encontrados tanto nas situações em que vive (a perda da identidade, e o fato de ser forçado a assumir um novo papel; a escolha de participar ou não da festa para qual foi convidado), como nos elementos visuais (o recorrente farol que ele enxerga distante no horizonte; o helicóptero que vez ou outra joga um facho de luz sobre ele, confundindo-se, por segundos, com a lanterna do médico que examina sua retina no hospital). Estes três episódios são de uma riqueza poética e filosófica poucas vezes alcançada em toda a série.

Após este primeiro arco dramático, é notável a atitude mais amena que Tony assume com relação a vários problemas que lhe surgem, que vão desde o enfermeiro que roubou dinheiro de sua carteira quando foi socorrê-lo após ser baleado, até a maneira como lida com a revelação de que Vito é gay. Mas, não demora muito pra este “novo” Tony entrar em conflito com as inclinações do “velho”. O antagonismo entre o velho e o novo se intensificam, e culminam em algumas das cenas mais chocantes e violentas protagonizadas pelo personagem, como aquela em que espanca quase até a morte um capanga da família rival "só" porque ele assediou Meadow; e a surpreendente morte de um dos personagens mais antigos da série, que encontra seu fim nas mãos de Tony.

O início da 2ª parte da temporada chama atenção pela forma como, em apenas três episódios, os roteiristas apontaram três personagens antigos e queridos do público como possíveis vítimas de Tony, algo que acaba se mostrando parcialmente verdadeiro para dois deles.

Já no núcleo familiar de Tony tivemos Carmela, que ganhou algumas ótimas cenas dramáticas no início da temporada, à altura do enorme talento de Eddie Falco. Porém, após o período em que Tony ficou entre a vida e a morte no hospital, houve pouco destaque para a personagem, diferente do que ocorreu nas temporadas anteriores.

Meadow também teve participações pequenas nesta temporada, agindo mais como uma conselheira para os pais, que tentavam encontrar a melhor forma de lidar com os problemas de A.J. (Robert Iler). Este, sim, teve um cuidado maior por parte dos roteiristas, que em pouco tempo ganhou uma namorada com filho, foi abandonado por ela, e entrou numa fase depressiva/reflexiva que explorou mais profundamente a psique do personagem. Embora vez ou outra seu arco dramático tenha soado como uma tentativa forçada de desenvolver A.J., que durante 5 temporadas pouco amadureceu, sendo quase sempre um rebelde sem causa mimadinho. A consciência que subitamente ganha de que não é o centro do universo, e do desperdício que vinha sendo sua vida até então, rendeu momentos interessantes e importantes para que o personagem atingisse alguma maturidade. Porém, mais tarde, ele volta praticamente à estaca zero, quando demonstra que ainda não estava pronto para ser um adulto responsável.

Outro tema muito bem trabalhado na 2ª parte da temporada foi o fim de uma geração de mafiosos, e o futuro incerto de seu legado. Phil Leotardo (Frank Vincent), após sofrer um ataque cardíaco, decide abandonar a liderança da família de Nova York, e seguir o conselho que Tony lhe dá no final da 1ª parte: aproveitar a vida ao lado da família enquanto pode. Porém, tudo parece conspirar para que a velha geração continue na ativa, quando seus sucessores são eliminados por um rival, obrigando-o a voltar à ativa.

Fato semelhante ocorre com Tony, que foi forçado a lidar com a deterioração da nova geração, algo que fica claro quando constata que Christopher não se encontra à altura de sucedê-lo após sua aposentadoria. Sua frustração é tanta que o leva a sacrificar o sobrinho/primo.

Um dos melhores episódios a lidar com a questão do envelhecimento da "velha guarda" é Remember When (6x15), em que Tony e Paulie tiram “férias forçadas”, e passam um tempo juntos, hospetados no hotel de Beansie (Paul Herman). Tony tem que conviver com o saudosismo de Paulie, que não pára de evocar episódios de seu passado como gângster, trocando lembranças com Beansie, outro velho criminoso, cuja velhice cobrou seu preço, tendo agora que depender da esposa até para cuidar de suas necessidades básicas. E é irônico que Paulie sobreviva até o final da série, reforçando um argumento que parece permear toda a segunda metade da temporada: "já não se fazem mais mafiosos como antigamente".

Dominic Chianese infelizmente ganha pouco tempo de tela nesta temporada, mas tem participações memoráveis. Sua última cena como Tio Junior é uma dos mais comoventes de toda a série, funcionando como um contraste perfeito para antológica seqüência final.

A reunião no restaurante, que marca o derradeiro final da série, é brilhante ao sintetizá-la. Nela vemos a preocupação de Tony com a segurança da família, seu desejo de tê-la sempre por perto, reunida, sob sua proteção, e de fazer com que os bons momentos valham por todos os ruins. Além disto, a ambigüidade do corte final é uma das decisões mais geniais de David Chase, que joga o espectador num abismo de incerteza semelhante ao do gato de Schrödinger, deixando aqueles personagens presos num estado de indefinição, entre a vida e a morte, criando uma rima perfeita com o início da temporada, e simultaneamente com o início da série.

Nota: 4,5 de 5


The Sopranos fez por merecer cada menção que hoje fazem da série em livros e discussões sobre a história da TV americana e mundial. Suas 6 temporadas, mesmo com pequenas imperfeições, e leves quedas de qualidades, jamais deixaram de apresentar um competente desenvolvimento de personagens, uma condução segura de tramas e subtramas, e um elenco extremamente talentoso. Sua equipe de atores, diretores e roteiristas levaram as séries de TV a um novo patamar. Se não foi com The Sopranos que tudo isto começou, foi nela que a TV americana atingiu seu auge.

Depois de assistir Sopranos ficamos mal acostumados, pois torna-se cada vez mais difícil tolerar qualquer produção mediana, seja ela feita pra TV ou pro cinema.

sábado, 7 de maio de 2011

[REVIEW] Fringe - 3ª temporada

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Fringe é daquelas séries que deviam ser exibidas sem pausas durante as 22 semanas correspondentes ao número de episódios da temporada, por um motivo simples: a complexidade da trama principal, e as ramificações da mesma ao longo dos episódios.

O grande problema de uma série como Fringe é que muitos episódios, vistos isoladamente, correm o risco de soarem insignificantes para a evolução da história, ganhando força e importância apenas quando encarados sob o contexto maior construído ao longo da temporada.

Neste 3º ano a cuidadosa ligação entre os diferentes elementos da trama tornou-se mais evidente, com suas idas e vindas entre os dois universos, máquinas capazes de criar e destruir mundos, Peter se transformando no "gatilho humano" da pior arma de destruição em massa já concebida, e em meio a tudo isto mais casos isolados explorando a "ciência de borda." Portanto não é nada absurda a idéia de, ao término da temporada, realizar uma maratona para revê-la do início ao fim sem interrupções, algo que torna-se quase uma necessidade caso você queira aproveitá-la ao máximo.

A 3ª temporada de Fringe pode ser dividida em 4 arcos principais:

1º) a troca das Olivias entre os dois universos, e a forma como cada uma se adaptou a eles;
2º) a volta de Olivia ao "nosso" universo, e as conseqüências disto em seu relacionamento com Peter;
3º) a "possessão" de Olivia pela "alma/mente" de William Bell;
4º) o "nosso" universo entrando em colapso como conseqüência do enfraquecimento da barreira entre os dois mundos.

O primeiro arco de histórias apresentou alguns dos melhores momentos da temporada, a começar pela própria dinâmica estabelecida pelos roteiristas, que optaram por alternar a trama entre o "nosso" universo é o do "outro lado". Além disto, surpreendeu pela forma como o Walternativo lidou com a troca entre as duas Olivias, convertendo a "nossa" numa cópia da (B)Olivia, através da substituição de suas memórias pelas de sua versão alternativa. A idéia rendeu uma das melhores fases da personagem em toda a série, tornando a agente mais relevante para a trama do que jamais fora.

Este ano também superou as anteriores no trato que deu ao desenvolvimento dos personagens e o relacionamento entre eles. Tivemos Walter em seu esforço penitente para evitar que Peter se sacrificasse para salvar o "nosso" universo. Peter dividido entre as duas Olivias, além de ter que encarar seu papel fundamental para a existência um dos universos (ou ambos). Olivia lidando com o fato de Peter ter se apaixonado por sua versão alternativa, que mostrou-se mais descontraída e menos complexada que ela. E ainda uma maior interação entre Walter e William Bell, mesmo que de uma maneira completamente inusitada.

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Peter foi o personagem que ganhou mais força na 3ª temporada, deixando definitivamente de ser um mero intérprete das idéias e teorias malucas de Walt, para ganhar um arco dramático mais relevante, algo que já vinha ocorrendo na temporada anterior, mas que nesta repercutiu significativamente na trama principal.

Já as reviravoltas no arco dramático de Olivia permitu que Anna Torv explorasse sua versatilidade como atriz, interpretando duas versões de uma mesma personagem, a ponto de criar linguagens corporais, expressões e entonação de vozes distintas, que ilustrassem a personalidade expansiva e vivaz de uma, e as atitudes racionais e reservadas da outra. Além disto encarou um dos maiores desafios de seu trabalho em Fringe até agora: emular a voz e os gestos característicos de William Bell, o que rendeu alguns dos melhores e mais divertidos momentos da série.

Merece elogios também a forma como os roteiristas integraram todos os episódios da temporada à trama principal. Mesmo os episódios fechados não deixavam de citá-la de alguma forma, ou mostrar seus efeitos sobre as decisões e atitudes dos personagens.

Os casos fechados da temporada conseguiram superar os da 2ª, fazendo com que o aspecto científico das histórias, apesar de presente e intrigante, cedesse mais espaço para o drama dos personagens envolvidos. Entre tantos, vale menções: o caso dos dois irmãos gêmeos separados pelo âmbar do universo alternativo (03x05 - Amber 31422); o homem que buscava reviver a mulher que amava numa versão poética e romântica de Frankenstein (03x09 - Marionette); ou o dramático episódio do serial killer que comia parte dos cérebros de crianças para rejuvenescer (03x07 - The Abducted). Além disto, muitos apresentaram paralelos com os problemas enfrentados por Olivia, Peter e Walter, tornando as tramas mais envolventes.

Paralelos também podem ser traçados entre a trama envolvendo as Primeiras Pessoas, e a máquina construída por elas, cujas peças foram enterradas milhares de anos antes da humanidade surgir na Terra. Sua origem e os misteriosos manuscritos e pergaminhos remeteram diretamente às profecias de Milo Rambaldi, vistas na série Alias, outra das criações de J. J. Abrams, criador e atualmente produtor executivo de Fringe. A idéia de uma máquina que pode tanto destruir como criar universos ampliou as possibilidades criativas da série, abrindo caminhos a serem explorados nas próximas temporadas.

Tendo em vista as restrições orçamentárias de uma produção pra TV, a direção de arte da série se saiu muito bem ao estabelecer as diferenças entre os dois universos, apresentando pequenas alterações nos cenários, e o uso de objetos cênicos e aparelhos que sugeriam uma tecnologia mais avançada que a nossa, tudo de maneira muito econômica mas eficiente.

Foi interessante também a forma como trabalharam os personagens do "outro lado", desfazendo aos poucos nossa impressão de que se tratavam de meras versões más dos personagens que já conhecíamos, seja através da dinâmica estabelecida entre os agentes da Divisão Fringe, que não demoraram para despertar simpatia pela forma amigável e descontraída com que se tratam; ou estabelecendo um passado trágico para o Coronel Broyles (no já citado The Abducted). Tivemos até mesmo um episódio que abordou com mais profundidade a vida de um transmorfo infiltrado no nosso universo em Do Shapeshifters Dream of Electric Sheep? (03x04).

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A solução encontrada para a subtrama envolvendo a gravidez de (B)Olivia foi outra grande idéia. Tinha tudo pra ser daquele tipo que corria o risco de arrastar-se por muito tempo, e no fim acabou se resolvendo de maneira inusitada, dramática (permitindo um momento tocante entre (B)Olivia e o Agente Lee), e muito bem integrada à trama principal, com o bebê assumindo um papel relevante dentro da história na reta final da temporada.

E não podemos esquecer de Lysergic Acid Diethylamide (03x19), que apresentou uma resolução inesperada para o destino final (?) de William Bell, através de uma ousada mudança de formato, e inúmeras referências, que foram desde o filme A Origem, passando por Waking Life e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.

Por outro lado, a 3ª temporada contou com sua parcela de idéias que não foram devidamente exploradas, como o fato de Walter ter herdado de Bell a Massive Dynamics. Apesar de ganhar um verdadeiro parque de diversões para extravazar sua genialidade, seus recursos foram pouco utilizados, e ele acabou recorrendo ao velho laboratório na Universidade de Harvard para resolver a maioria dos casos.

Os poderes de Olivia também receberam pouca atenção dos roteiristas de Fringe, sendo mencionados apenas no início da temporada, quando o Walternativo procurava um meio de viajar para o "nosso" universo de maneira segura, e no final dela, quando se mostraram necessários para desativar a máquina do apocalipse, permitindo que Peter se aproximasse dela. Este é mais um elemento da intrincada trama de Fringe que vem sendo pincelado desde a 1ª temporada; ganhou um pouco mais de força no final da 2ª, quando Olivia foi a principal responsável por cruzar a barreira entre os universos com Walter e Peter; mas foi pouco usado na 3ª. Não sei até que ponto os roteiristas pretendem explorar esta peculiaridade da personagem nas próximas temporadas.

Também senti falta de abordarem mais casos de crianças que ganharam poderes devido aos experimentos de Walter e William Bell em Jacksonville, algo que na 2ª temporada pareceu que ganharia força nesta, e acabou sendo esquecido, exceto pelo rapaz que lia mentes no episódio Concentrate and Ask (03x12).

Talvez o elo mais fraco deste 3º ano de Fringe tenha sido a trama envolvendo a crise do relacionamento entre Peter e Olivia, após esta voltar do "outro lado". Os desentendimentos e desconfortos de ambos com a situação ficaram desinteressantes em certa altura, e em alguns momentos tornaram as histórias arrastadas no meio da temporada. Apesar disto, os roteiristas conseguiram se redimir em episódios como 6B (03x14), em que um casal de velhinhos começa a enfraquecer as barreiras entre os universos na tentativa de entrarem em contato com o que julgavam ser a alma de seu companheiro falecido no "outro mundo". Foi uma forma tocante de estabelecer um paralelo entre a situação deles e a de Peter e Olivia, que buscavam uma reaproximação, sem apelar para situações chatas e cansativas.

Subjetc 13 (03x15), o segundo episódio da série focado na infância de Peter, também me incomodou. Apesar de trazer novas revelações sobre a origem da crise entre os universos, não apresentou nenhuma explicação plausível para o fato de Peter e Olivia não se lembrarem que já se conheciam desde pequenos. Algo que pode ou não ser esclarecido nas próximas temporadas, mas que permanecerá como um furo gritante no roteiro até que isto aconteça .

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Apesar das poucas escorregadas, Fringe continua se mostrando uma série revigorante, exibindo uma enorme força criativa, e uma vontade de arriscar-se por caminhos e soluções inesperadas, que muito lembraram as reinvenções de formato vistas em Lost. Prova disto é o desfecho apresentado ontem, que parecia nos levar por um caminho (a história seria ambientada no futuro a partir de agora), apenas para voltar atrás e nos jogar em outra direção (a fusão dos universos) que cumpriu com enorme eficácia a função de um episódio final de temporada: nos deixar ávidos pelo desenrolar da trama a partir de um novo indicativo de que tudo irá mudar a seguir (com Peter apagado da existência).

Fringe, nesta 3ª temporada, a melhor até agora na minha opinião, livrou-se de uma vez por todas da idéia de que ela não passava de uma sucessora de Arquivo X. As pretensões dos roteiristas da série se mostraram maiores do que isto, abordando idéias mais abrangentes como mundos alternativos, e máquinas criadoras e destruidoras de universos, mas jamais se esquecendo de trazer para o primeiro plano o drama humano envolvido com tais elementos grandiosos e histórias fantásticas.


Nota: 4,5 de 5

domingo, 15 de novembro de 2009

[REVIEW] Anticristo (COM SPOILERS!)

Gente, esse periodo ta foda... todo filme que eu vou ver da merda! Mas enfim, vamos para mais um review desse EMOCIONANTE e ATERRORIZANTE filme... NOT

Inicialmente, irei começar dizendo que bem que me falaram que o Lars Von Trier é chato... Sabe aquele diretor que vai pro set e diz "Sou foda e hoje quero fazer um algo artistico" e enche o filme daquelas cenas em camera lenta TOTALMENTE desnecessarias? Mas fica bonito? Confesso que em boa parte das vezes sim... mas tem horas que nao da... Ver Willem Dafoe metendo pesado na Charlotte Gainsbourg EM CAMERA LENTA não é muito legal... e quando eu digo metendo, digo MOSTRANDO TUDO! Sérião, imagine ver um filme porno com ele:


Pelado, do tipo, como veio ao mundo, metendo nela:



Enfim, vamos falar do enredo basico: A janela do apartamento abre do nada. Enquanto isso, casal fode horrores durante horas e esquece de prestar atenção no filho pequeno que se joga da janela do apartamento. Filho este que, antes de se jogar, socou loucamente o radinho de monitoramento de bebês, pulou do berço, abriu a portinha do quartinho, entrou no quarto dos pais, viu a cara do Willen Dafoe transando e pensou "Quero morrer!". Viu a janela aberta, empurrou uma cadeira na frente de um movel, subiu, segurou na mão de Deus e foi... e essa foi a abertura TODA em camera lenta com musica engraçadinha. Ai o resto do filme é sobre o luto do casal, sendo que o Norman Osborn Dafoe é um terapeuta que ja superou a morte do filho e quer ajudar a mulher a superar tambem. Ai depois de dar varias vezes com a cabeça na privada, ele pergunta do que ela tem medo... e depois de muito relutar diz: Da floresta! Ai ele leva ela pra floresta (chamada Eden e que possui uma cabana onde essa mesma mulher fez e abandonou um trabalho sobre feminicidio) e o filme começa...

... vale lembrar que nesses acontecimentos se foram uns bons 50 minutos -_- sendo que podemos tirar desses 50, 25 de cenas de sexo que acontecem do nada, tipo quando ela da com a cabeça na privada, ele leva ela pra cama e eles fodem... logico, não há nada mais afrodisiaco que ver sua esposa bater a testa contra o vaso sanitario repetidamente...

Continuando, o filme prossegue com passos lentos, onde aos poucos o marido vai tentando curar a esposa de medos como, err... pisar na grama, e finalmente ela aparece curada... por 5 segundos, pois depois disso, o marido ve uma raposa falante, fica desconcertado e ela acha que ele esta esquisito pois nao consegue ficar feliz com a melhora dela, e piora tudo denovo... ai começa um circo onde temos uma raposa, um veado (animal), um corvo, uma mulher louca que da uma porrada com uma madeira nos ovos do marido, para logo depois masturba-lo e mostrar uma ejaculação de sangue (tudo onscreen), ai pega um furador, fura a perna do marido e prende uma roda de polimento. Ai depois de uma mega perseguição pela floresta, onde ela não quer que o maridão a abandone, ela tem uma visão (que pode ser tanto uma lembrança quanto uma alucinação) de que, enquando a criança subia na cadeira, ela estava vendo tudo debaixo do marido... Enfim, ela resolve cortar o proprio clitoris com uma tesoura (sendo que o processo é todo mostrado em zoom) e o marido finalmente mata ela. Eeeeeee \o/ ... ai ele taca fogo em tudo, sobe uma montanha, e um monte de mulheres começam a subir, indo em direção a ele... oi/

Ai, se você não entendeu, imagine eu... ai resolvi ir direto a Deus (Google) e fazer uma pesquisa pra me esclarecer, pois no final das contas não tinha entendido nem o porque do filme se chamar Anticristo... bad sign!

Enfim, no meio de tantos intelectuais, descobri que se você não souber mitologia, psicologia, filosofia e sociologia a fundo, não vale a pena assistir ao filme. E nossa, como tem gente que saca disso tudo na internet :O

Compilando tudo, descobri que a mulher era má! Preferiu deixar o filho se jogar da janela a perder o orgasmo com o maridão. Ela calçava os sapatos invertidos no filho pq era má tambem. E que o Veado, Raposa e Corvo, representavam respectivamente Luto, Dor e Desespero, e que só o Duende Verde podia ve-los. Descobri tambem que o filme fala de Adão e Eva, Satanás (que era a mulher), Anticristo (que era o bebe que morreu), Jardim do Eden, e que, como Aline Durel bem disse: "Me deixem ser burro! Ser intelectual... dói!"

Eu não sei se sou exigente demais ou se me contento com pouco. Gosto de filmes reflexivos e que façam o telespectador pensar e que não de todas as respostas de cara... acho o maximo, juro mesmo! Mas filmes como este, onde voce nao consegue entender nem o porque da escolha do nome do filme, me fazem pensar se o diretor queria fazer um filme "cabeça" ou se simplesmente estava a fim de fazer um filme cheio de sadismo aleatorio... Sei lá, uma coisa é você ter um enredo levemente fragmentado, onde voce como espectador ter que juntar as peças. Outras são filmes com enredos COMPLETAMENTE jogados, onde você acaba tendo que fazer o papel do roteirista e diretor e fazer as coisas terem sentido dentro da sua cabeça. E logico, isso gera altas conversas sobre "o que o diretor quis dizer com a cena tal" em todos os foruns da internet... Mas acho isso tão invalido no caso do Lars Von Trier (alias, gosto desse nome, da vontade de escrever por extenso toda hora) porque, como ele mesmo diz, não há o que explicar! Nem ele sabe porque fez as cenas, ja que, em suas próprias palavras, que a mão de Deus que o fez criar o filme... não satisfeito, completou dizendo que ele é o melhor diretor do mundo e que talvez esse mesmo Deus não seja o melhor Deus...

err...

... menos Lars Von Trier, menos...

domingo, 18 de outubro de 2009

[REVIEW] Planetary #27


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(vale a pena!)

Uma das melhores séries em quadrinhos já concebidas chega ao fim, e apesar de eu ter escrito quase nada sobre Planetary aqui no blog, não podia perder a oportunidade de falar um pouco dela, agora que a jornada está completa.

Não pretendo fazer uma análise detalhada da obra, nem exaltar o verdadeiro caldeirão de referências à cultura pop, e teorias científicas "de vanguarda", porque falar disto quando se escreve sobre a série já virou lugar comum. Quero me concentrar na edição em questão.

Começando pela capa, que se mostra um dos melhores trabalhos de diagramação de John Cassaday em toda a sua passagem por Planetary. Cassaday é um artista versátil, com um traço competente, e desenha de um jeito que faz tudo parecer muito fácil, muito claro, e compõe cada cena de uma forma sóbria, sem maneirismos estilísticos, e rebuscamentos desnecessários.

A capa desta edição é um excepcional trabalho de condensação de todos os principais fatos ocorridos na complexa trama de toda a série. Ainda traz praticamente todos os personagens que tiveram alguma importância em algum momento dentro da mitologia criada por Warren Ellis. Tudo numa harmonia hipnótica que nos convida a observar cada detalhe. Além disto, serve como um inteligente recurso de recapitulação da trama até aqui. Mais um motivo pra ficarmos de olho nos próximos trabalhos de Cassaday.

A história em si é mais um epílogo do que uma conclusão. O grande clímax da série ocorreu na edição 26, com onde foram amarradas praticamente todas as pontas soltas espalhadas no decorrer da série. Nesta a história se concentrou no resgate de Ambrose Chase, o membro perdido da Organização Planetary, dado como morto anos atrás.

Antes disto, temos uma visão geral do mundo pós-derrota dos Quatro, onde o Planetary começou a empregar todos os conhecimentos acumulados por seus adversários ao longo dos anos em aplicações científicas que visam o progresso da humanidade (o exato oposto do que o grupo de vilões pretendia com os resultados de suas pesquisas). É o Ellis voltando à idéia de super-heróis influenciando na política, ciência e filosofia da humanidade, já muito bem explorada em Authority, uma de suas melhores criações.

Não há grandes confrontos nesta história, nem revelações bombásticas, e todo palavreado científico esconde apenas uma história sobre um grupo de amigos tentando salvar a vida de outro, que eles recusam acreditar que merecia morrer.

Há, sim, uma ótima idéia sobre viagens no tempo, e os efeitos colaterais que ocorreriam ao acionar a primeira máquina que as tornasse possível. Mas no final, uma história que deveria soar como uma despedida aos leitores, termina com um "bem vindo de volta" a um personagem que durante toda a série se encontrou perdido, como nós, em busca de respostas para os mistérios do mundo de Planetary (e também do nosso).

Agora com todas as principais respostas em mãos, podemos olhar pra todas as geniais 27 edições concebidas por Warren Ellis e John Cassaday, largar mouses, teclados e páginas de celulose, nos pôr de pé, e aplaudir o trabalho destes dois excelentes criadores, que por 11 anos nos ofereceu algumas das melhores histórias em quadrinhos já produzidas.

Que Elijah Snow, Jakita Wagner, o Baterista, e todo o vasto elenco de Planetary tome seus lugares mais do que merecidos no imaginário coletivo, onde vez ou outra voltaremos a revisitá-los por nós, ávidos por relembrar sua jornada épica por um mundo estranho.

Nos vemos na próxima faceta do "floco de neve", Ellis e Cassaday!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

[REVIEW] Distrito 9 (COM SPOILERS!)

Ok, eu sei... faz tempo que nao posto nada aqui e ja venho fazer review repetida... mas é que senti a necessidade de mostrar o outro lado da historia... (momento bom pra lembrar que tudo isso não passa de opinião pessoal de alguem que foi ver o filme e não gostou de TODOS alguns momentos do mesmo)...

Sim, Distrito 9 foi o pior filme que eu vi esse ano... acho que foi o pior em dois anos... E olha que quando eu fui ver, fui com toda boa vontade, pois achei o trailer a coisa mais foda ever! Mas não deu... O roteiro tem mais buracos que os corpos desovados no campus da UFRJ (segundo dizem =X)...

O roteiro passa a primeira metade do filme contando o background, caracterizando os (pessimos) personagens, montando as situações... ai joga tudo no lixo e vai comer um pastel... enfim, os motivos pelos quais EU (frisando o EU) não gostei serão mostrador nos topicos a seguir (e fora da ordem de importancia)!

1- O filme não se decide.
Ele não sabe o que quer ser. Não sabe se quer ser um documentario ou um filme de ação. Ele atira (literalmente) para todos os lados e não diz a quem vem. A proposta dele não era pra ser um "documentario" sobre distinção racial, apartheid e etc? Mostrar a realidade do tal distrito? Ok, na segunda metade do filme o diretor sul africano decide que não quer mais mostrar nada, e sim explodir os figurantes...

2- O combustivel.
Essa parte me irritou profundamente...
Vamos seguir a logica com o tio: Você levou 20 anos para conseguir refinar um liquido e colocar num frasquinho para fazer a nave que vc esconde embaixo do seu barraco voltar pra nave mãe. Ai você olha pra camera e diz "Finalmente temos a quantidade suficiente para poder voltar"... Ai um humano escroto faz uma batida na sua casa, encontra o frasco e acidentalmente derrama o conteudo em si (fazendo com que ele se transforme em um alienigena pq o roteiro precisa que o protagonista se transforme em um... nao precisa fazer sentido... NOT)... Logo, não temos mais combustivel e teremos que gastar pelo menos mais uns 20 anos correndo atras de sucata... ou nao, pq o pouco de combustivel que sobrou no frasquinho, serviu pra fazer a nave levantar, dar uma voada, chamar a nave mae e detonar um monte de coisas ao redor (exagero)...

3- Chamando a nave mãe.
Sério? Tipo, a nave mãe tinha um raio trator que poderia ser ligado remotamente? Com o minimo de combustivel possivel (ja que ele foi usado pra fazer a nave menor beber, cair e levantar)? E só o camarão minusculo pensou nisso?

4- Armas.
O governo americano tira os camarões da nave mãe... repetindo: O GOVERNO AMERICANO TIRA OS CAMAROES DA NAVE MÃE... ok, após frisarmos BEM esse detalhe, explica pra mim COMO os camarões desceram com TANTAS armas e TANTA tecnologia (tinham até um robo)? Pois, 20 anos depois, eles ainda tinham armamento de sobra para trocar por comida de gato... e não parecia que eles ainda estavam criandos as proprias armas... E se estivessem? Bem, leia o proximo topico...

5- Violencia nas redondezas.
No inicio do filme (na parte que ele decide ser documentario), diz que a população que mora em volta do Distrito 9 estava boladinha, pq eles são violentos... roubos, assassinatos, furtos...
Ok... Vamos partir dos principios que são inteligentes o suficiente para criar o proprio armamento pesado na terra (ja que eu acho que seria impossivel eles terem descido com tudo aquilo que eles ofereciam para os nigerianos... ah, e frise o PESADO em armamento)... então isso quer dizer que, independente de como eles consegue as armas, eles tem em seu poder bazucas, mini nukes, explosivos, robos assassinos... e... não se impõe para cima dos nigerianos que... bem, possuem metralhadoras? Sendo que, um pouco do armamento deles foi mais do q o suficiente para invadir um predio militar? Destruir paredes e matar varios soldados mais protegidos? Jura que os camarões nunca entraram em conflito ou tentaram se impor usando aquelas armas? Pouco provavel... uma coisa é vc ter facões e lanças a sua disposição contra baionetas e pistolas... outra é vc ter as armas de ultima geração, explosivos capazes de estragos ABSURDOS, e abaixar a cabeça para pistolas e metralhadoras... Pouquissimo provavel... Pra mim o erro é que os camarões são retratados como espertos E completamente imbecis, tudo dependendo de como o roteiro precisa que eles se portem...


6- Predio do governo e a cidade em geral.
Sério... não sabia que era tão facil entrar e sair de um predio do governo como o protagonista nos mostrou. Quando ele foge do laboratorio, ele simplesmente sai do predio por uma saida adjacente... oi? Ah, ele tambem mostra que, independente do racismo e de todo o ódio, um humano e um camarão podem andar carregando armas pesadas nas costas sem serem notados e ficarem parados na porta de um predio do governo que abriga um laboratorio secreto sem que ninguem da segurança fale "WTF?"...

e por fim, 7- Um dos melhores filmes de Ficção
Isso me tira do sério... gosto é gosto, respeito isso... mas dizer que um filme é sensacional e que é um dos melhores e que os proximos filmes de ficção devem se esmeirar nele é o fim da picada... Achei super legal o lance do filme tentar demonstrar a segregação, mostrar os aliens como uma minoria que ninguem gosta e ninguem quer por perto, toda a coisa do desrespeito ao proximo e de como podem tratar outros seres como lixo... mas de boas intenções o inferno está cheio! O filme (pelo menos a primeira metade dele) conseguiu passar essas ideias muito bem... mas se é pra ter somente essas ideias eu leio um livro, e não vou a um cinema esperando ser entretido e ter uma historia completa. Pra mim o filme foi apenas isso: Um boa ideia. A execução foi pessimamente planejada e os plot twists foram sofriveis. Quem foi comigo, por coincidencia talvez, compartilhou a mesma sensação de "O que diabos acabou de acontecer?" ao final do filme, por acharmos que o mesmo não fez o MENOR sentido, e por ter visto umas garotas na fileira do lado quase que batendo palmas e falando "espetacular!"...


e sim, isso foi um desabafo de quem saiu correndo de uma aula seco pra ver essa porcaria no ultimo dia do festival do rio... e sim, saiu atrasada por falta de tempo haha :P

domingo, 5 de julho de 2009

[CRÍTICAS E REVIEW] Watchmen - O Filme; Wolverine - Inimigo de Estado; 24 horas - Final da 7ª temporada

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Watchmen - O Filme


E enfim chegou minha hora de assistir a adaptação de uma das HQs que mais aprecio. Depois de meses esperando que saísse uma versão decente do filme, depois de passar esse mesmo tempo frustrado por não tê-lo assistido no cinema, graças ao "pragmatismo" do dono do que tem aqui em Guaxupé, finalmente, aqui estou, uns poucos minutos depois de conferi-lo.

Apesar de toda aquela empolgação que me arrebatava nos meses anteriores ao lançamento do filme ter se dissolvido depois de tanta espera, eu diria que, no final, foi uma boa eu ter assistido Watchmen longe daquela carga de expectativas que rodeavam o filme na época de seu lançamento. Também fiz bem em não chegar perto da versão original da história, apesar de ter comprado, semanas antes do filme sair, a versão encadernada que a Panini lançou (não resisti à tentação de tê-la na minha futura gibiteca). Portanto, assisti o filme como um admirador de sua fonte primeira, mas sem ter lembranças frescas da mesma em minha mente, o que não fez tanta diferença assim, pois já li Watchmen, até onde me lembro, umas três vezes.

Acho que vale a pena explicar aqui que minha relação com Watchmen, os quadrinhos, é um tanto parecida com minha ligação afetiva com De Volta Para o Futuro. Enquanto Watchmen foi a primeira HQ que conseguiu me deixar arrepiado e boqueaberto inumeras vezes enquanto lia aquela preciosidade criativa em 12 edições, a trilogia De Volta Para o Futuro foi a grande responsável por me deixar fascinado por histórias de viajantes no tempo, tanto que até hoje corro atrás de filmes com este tema do mesmo jeito que colecionadores de selos correm atrás dos mais raros. Não faz muito tempo enchi dois DVDs só com filmes do gênero.

Mas, voltemos a Watchmen. Achei-o, de um modo geral, uma ótima adaptação. Faltou um bocado pra atingir a impressionante complexidade da história em quadrinhos em que se baseou, mais pela necessidade de enxugar uma história que se desenvolve ao longo de mais de 40o páginas, cheia de subtramas cuja tarefa de adaptá-las todas para o formato seria impossível dentro de suas limitações.

Sempre falei com meus amigos leitores de quadrinhos que na minha cabeça o formato perfeito pra adaptar Watchmen seria uma mini-série televisiva de alto orçamento em 12 episódios de, no mínimo, uma hora cada. E mesmo assim ainda acabaria ficando alguns detalhes de fora. É um sonho que ainda nutro ver se realizando um dia, mas tenho consciência de que muito provavelmente não passará de um sonho.

Prefiro começar falando do que não gostei no filme. A começar pelo ator que escolheram pra interpretar Ozymandias. Matthew Goode não tem porte físico do original, é até um tanto franzino. Além disto, nos quadrinhos ele transmite um ar de serenidade que não vi no filme, o que contribui para acreditamos na inocência do personagem até a cartada final. Ele não se porta como um alienado com fome de grandeza, como se vê em diversos momentos do filme. Sempre o imaginava, enquanto lia suas falas nas HQs, usando um tom de voz contido, preciso e inalterado, semelhante ao usado pelo intérprete do Dr. Manhattan, este, na minha opinião, perfeitamente adaptado.

A forma como transmitiram para o cinema a "presença" de Manhattan é exemplar. Seu corpo irradiando aquele brilho azulado o tempo todo, o zumbido elétrico constante, seu físico de músculos exageradamente perfeitos e contrastados, como aquelas estátuas de deuses gregos. Merece aplausos a equipe de efeitos especiais.

É Manhattan que protagoniza uma das cenas melhor adaptadas da HQ, que por sua vez é um dos meus seguimentos preferidos da história, aquele em que presenciamos a origem do Dr. Manhattan sendo contada através de sua visão multifacetada do tempo. Confesso que fiquei arrepiado, sentindo um engasgo de choro reprimido na garganta enquanto a assistia, pois, opinião minha, não poderia ter ficado melhor. Se eu fosse o Alan Moore ficaria emocionado com ela. A composição minimalista de Phillip Glass tocando ao fundo... Um momento de genialidade de Zack Snyder, sem dúvida alguma.

Do Rorschach nem vou falar muito, porque já virou praticamente um consenso quão bem interpretado ele foi durante todo o filme por Jackie Earle Haley. Um trabalho brilhante de composição de personagem. A voz rouca, sempre num tom bem baixo? Perfeita!

Outro detalhe que não me agradou no filme, já apontado por muitos críticos, foram as maquiagens de alguns atores simulando envelhecimento. Carla Gugino ficou muito longe de parecer uma idosa de 67 anos. Digamos que o responsável por sua maquiagem foi bonzinho demais a ponto de preservá-la "pegável" mesmo com a idade que alega ter.

Também andei lendo por aí muita gente criticando a máscara que enfiaram em Robert Wisden pra fazê-lo parecer-se com Richard Nixon, com o que não dá pra discordar.

Mas, há muitos aspectos positivos no filme. A trilha sonora é inspirada, conseguindo na maior parte do tempo transmitir o clima de cada década retratada pelos inúmeros flashbacks espalhados pela trama. A recriação dos diversos cenários vistos na HQ, como o centro de Nova York, a oficina do Coruja, o presídio, ficou excelente. Não foi a toa que Dave Gibbons, o desenhista de Watchmen, ficou tão emocionado ao entrar pela primeira vez na Archie, a nave do Coruja, construída para o filme. Deve ter sido uma experiência surreal pisar dentro de sua própria criação.

Desagradou-me um pouco as liberdades tomadas por Snyder ao retratar a força física dos personagens, especialmente na batalha final do Ártico. Eram todos seres humanos normais, pôxa! Não precisava daquele show de saltos impossíveis, e gente quebrando paredes com murros. Mas, fazer o que...

O final... Bem. É como muitos disseram, dentro da lógica adotada pelos roteiristas da adaptação pra construir o plano final do "vilão", funcionou muito bem. Ainda gosto muito do final da HQ, mas o do filme não chegou a comprometer a essência do original (embora ainda acredite que a visão de uma lula gigante em meio aos destroços de Nova York soaria mais impactante que apenas um monte de prédios em pedaços).

Enfim, uma adaptação tão ousada quanto pôde ser num circuito comercial. Violência gráfica e nudez como jamais vistas numa adaptação de quadrinhos pro cinema (fiquei surpreso em ver que o Snyder conseguiu convencer os figurões de seu estúdio de que dava pra mostrar o pinto do Manhattan sem parecer chocante).

Agora é aguardar a versão director's cut, que promete ter 40 minutos a mais, e a inclusão de seguimentos em animação adaptando os famosos Contos do Cargueiro Negro, entre outros detalhes pra fazer os fãs nerds ainda mais felizes. Quando conferi-la voltarei a falar de Watchmen por aqui.


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Wolverine: Inimigo do Estado


E cá estou falando de mais um trabalho de Mark Millar, uma semana depois de escrever minhas impressões sobre sua fase no Quarteto Fantástico. Desta vez a pauta é sua fase como escritor da revista mensal de Wolverine, concluída há pouco menos de 4 anos atrás.

Recentemente, embarcando na onda de atenções voltadas para o personagem graças ao lançamento de seu filme solo, a Panini Comics relançou um encadernado contendo todas as doze edições dos dois arcos escritos por Millar e desenhados por John Romita Jr., todas devidamente apresentadas num formato luxuoso, capa dura, papel brilhante, de boa gramatura. Enfim, aquela frescurada toda que adoramos ter para que a história pareça ainda melhor aos nossos olhos. E que história!

A premissa de toda a fase de Millar em Wolverine é muito simples. O Tentáculo e a Hidra, duas organizações criminosas terroristas do Universo Marvel, armam uma emboscada para o Sr. Logan. Já nas primeiras páginas ele é morto (depois de trucidar algumas dezenas de ninjas mortos-vivos, obviamente), e ressuscitado através da magia negra dominada pelos sacerdotes das sombras do Tentáculo. Com isto, agora eles têm total controle sobre Wolverine, transformando-o numa arma humana a seu serviço.

A primeira metade do encadernado compõe o arco que dá nome à edição. É simplesmente Wolverine enfrentando os maiores figurões da sociedade super-heroística da Marvel Comics, em seqüências de luta e ação que conseguem se tornar a cada hora mais empolgantes. Tudo isto muito bem encenado graças aos desenhos competentes e precisos de John Romita Jr.

E aqui eu aproveito pra abrir um parêntese sobre John Romita Jr. Já faz alguns anos que sou implicado com a opinião de alguns amigos meus a respeito desse veterano dos quadrinhos, cujo traço é bastante subestimado. Seus desenhos são de uma simplicidade mais do que apropriada para a cinética constante exigida pela história. Sem detalhes desnecessários. É um traço solto e estilizado na medida certa, sem chamar tanta atenção para si, estabelecendo um equilíbrio apropriado entre o texto e as imagens. Consegue transmitir tanto a brutalidade das seqüências de pancadaria, com músculos selvagemente contraídos, a fúria exalando de olhos e bocas, como a graciosidade dos movimentos ninja de Elektra, em seu passeio seminua numa noite fria em Nova York, antes de ser emboscada por mais um bando de ninjas do Tentáculo. Falando nela, notem o sutil, quase imperceptível, sorriso de fascínio disfarçado estampado no rosto da ex-assassina ao presenciar Wolverine dando cabo de seis agentes da SHIELD ao mesmo tempo. É por detalhes assim, acrescidos em sua interpretação dos roteiros que lhe encarregaram de adaptar, que John Romita Jr. merece uma menção mais do que honrosa aqui.

O mesmo posso dizer de Klaus Janson, o arte-finalista de seus desenhos, dando o peso adequado às cenas, sem excluir a vibração dos traços de Romita. Seu pincel solto, muitas vezes borrado, inquieto, casa perfeitamente com o estilo do desenhista.

E os desenhos de Romita nunca foram tão bem tratados por um colorista como nestas histórias. Toda a atmosfera subentendida nos cenários e na composição das cenas é trazida à tona na colorização digital de Paul Mounts, cujo trabalho atinge o ápice na seqüência introdutória do segundo arco do encadernado, Agente da SHIELD, quando temos um vislumbre da origem do vilão Gargan, treinando com sua espada em meio a folhas secas de uma floresta em pleno outono. O traço de Romita, a arte-final de Janson, e as cores de Mounts combinam de forma sublime nestas páginas da mesma forma que nas páginas finais da história, cuja melancolia não seria tão bem transmitida sem toda a sensibilidade com a qual trabalhou com as cores digitais.

Mas, o foco principal de Millar é a ação praticamente ininterrupta. A intenção do autor ao longo de toda história é facilmente notável: explorar todo o potencial agressivo de Wolverine das mais variadas formas. Ele sabe muito bem o que fazer com um baixinho invocado dotado de fator de cura, esqueleto e garras de adamantium. Seu Wolverine tem tanto os conflitos psicológicos gerados pelo contraste entre a impulsividade de seus instintos animais e seu lado humano, como a cabeça quente de um ex-assassino que só quer saber de derramar o sangue daqueles que ferraram com a sua vida. E esta sede de vingança chega ao melhor momento de toda a trama, tão memorável e clássico quanto a primeira missão solo de Wolverine nos X-Men (quem é leitor de longa data, ou pelo menos conhecedor das fases mais clássicas do grupo, sabe que estou falando do resgate na mansão do Clube do Inferno, durante a Saga da Fênix), quando, numa seqüência de ação e porradaria de tirar o fôlego, ele invade o covil do Tentáculo montado num Sentinela. Cena pra ficar gravada na memória por muito tempo!

Inimigo de Estado é Mark Millar, mais uma vez, escrevendo um novo roteiro de seus sonhos para um filme de super-heróis que dificilmente será adaptado para o cinema. Toda a história transpira "blockbuster", que se um dia for convertida em filme, certamente proporcionará uns bons "orgasmos nérdicos" neste que vos escreve. Mas, enquanto isto não ocorre, dá pra eu me contentar com o bom e velho Millar atacando como escritor de mais uma história exemplar de super-heróis, entregando o que tanto gostamos de ver em matéria de ação e selvageria mutante, sem restrições orçamentárias.


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24 horas - 7ª temporada


Não poderia deixar de passar minhas impressões a respeito do final da 7ª temporada de 24 horas, que terminou como sendo a melhor desde o início da série, na minha opinião de admirador da mesma.

Jack Bauer nunca buscou tão intensamente redenção como nesta seqüência de episódios. Nunca esteve tão próximo do fim de sua jornada. Nunca soou tão humano. E apenas por isto os roteiristas do seriado já merecem muitos créditos (assim como Kiefer Sutherland).

Mas, não são apenas estes os seus méritos. Mais contidos que nas temporadas anteriores, os responsáveis por mais este dia na vida do ex-agente da UCT, souberam trabalhar muito bem com as reviravoltas na trama, sem jamais soarem forçados (pelo menos não de maneira gritante o suficiente pra eu me lembrar agora), como ocorreu tantas vezes em temporadas anteriores. E mesmo assim conseguiram ousar no nível a que chegaram as muitas ameaças que surgiram no decorrer da temporada.

Kiefer Sutherland continua a cada dia mais a vontade interpretando Bauer, mas desta vez o destaque ficou pra veterana Cherry Jones, que interpretou a primeira presidente dos Estados Unidos, passando todo ar de formalidade exigido pelo papel, sem com isto ignorar o lado humano de uma mulher na posição em que se encontra. Nos episódios finais da temporada, em especial, ela foi brilhante.

Outro que merece elogios é Sean Callery, responsável pela trilha sonora dos episódios. Não me recordo se foi ele o responsável pela trilha das temporadas anteriores, mas nesta as músicas foram um das grandes responsáveis por estabelecer o clima sombrio e tenso que permeou toda a temporada, outro fator que contribuiu pra torná-la tão envolvente.

Por fim, é reconfortante saber que os criadores da série não se esqueceram da trama maior que vinha se desenvolvendo ao longo das últimas temporadas, envolvendo um grupo de figurões americanos conspirando contra o governo. Finalmente resolveram jogar um pouco mais de luz nisto, e tudo indica que este será o foco principal da próxima temporada de 24 horas, que pelo pouco de informações divulgadas a respeito promete ser a última da série, o que eu sinceramente espero que seja verdade. Jack Bauer merece um pouco de paz, e nós, que o acompanhamos há mais de 7 anos, merecemos um final digno para uma série que nos proporcionou tantas horas de taquicardia, unhas roídas, e ansiedade à flor da pele esperando que a semana seguinte chegasse logo pra termos mais uma hora de mais um longo dia na vida de Jack.

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Comentários:

Ha! Finalmente viu Watchmen! Eu tive a sorte de vê-lo na tela grande e também mal posso esperar para a director's cut!

Lucil Jr | Email | 05-07-2009 16:53:07