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domingo, 6 de dezembro de 2009

[RESENHA] Flashforward s01e10 - "A561984"

SPOILERS A TORTO E A DIREITO

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Duas semanas depois, Flashforward já volta sem perder tempo, retomando alguns de seus plots mais importantes.

Mark e Demetri, indo contra as ordens de Stanford, partem pra China, atrás da mulher que anunciou a data da morte do agente Noh. Depois de uma rápida discussão com outro agente que tenta impedi-los de prosseguir nas investigações, a dupla conseguem chegar à dita cuja. Seu nome é Nhadra Udaya, e tem uma informação surpreendente sobre a identidade do assassino de Demetri. Mas, voltaremos a isto mais tarde.

Enquanto isto, parece que a volta aos roteiros de David S. Goyer, um dos criadores da série, fez um bem considerável ao andamento da história. Depois de penarmos tendo que aturar a falta de uma química convincente entre Olivia e Lloyd, finalmente conseguiram achar o tom certo pra começarmos a acreditar que pode mesmo rolar algo entre eles. A conversa que tiveram sobre universos paralelos e versões alternativas de nossas vidas fez milagres na relação dos dois. Claro que nem tudo corre às mil maravilhas, dada a conclusão de toda a situação. Essa é outra que volto a comentar daqui a pouco.

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Vixi... A jogada da mecha do cabelo atrás da orelha é fatal

Antes de seu momento "cara-estou-a-poucos-passos-de-fazer-ela-cometer-um-adultério", Lloyd faz um favor a nós, espectadores, de dar continuidade ao gancho deixado no episódio 8, se reúne com seus amigos cientistas, e marca uma conferência de imprensa pra anunciar que ele, Simon, e o recém-apresentado Gordon Myhill, foram os responsáveis pelo apagão. Segundo ele, no dia do fenômeno estavam testando um acelerador de prótons pouco antes do evento ocorrer. O experimento visava reproduzir as condições físicas existentes no Big Bang. Se isto soa familiar pra você é porque realmente houve algo parecido em nosso mundo ano passado, com toda polêmica em torno dos efeitos que a ativação do Grande Colisor de Hádrons do CERN (taí um nome que impõe respeito) causaria ao nosso mundo (teve gente falando que ele poderia abrir um buraco negro que engoliria a Terra). Mais um ponto para os roteiristas, novamente se mostrando capazes de pegar um fato real e ficcionalizá-lo através de extrapolações.

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Lloyd em seu momento de maior coragem burrice

Claro que a resposta não é tão simples quanto o próprio Lloyd acredita ser, e Simon não acredita muito na teoria do colega. Mas, toda a situação gerada pela declaração de Lloyd faz valer a jogada dos roteiristas. Ele passa a ser uma das pessoas mais odiadas do mundo em questão de minutos. Não demora até que jornalistas e apresentadores de TV comecem a indagar se ele pode ser acusado em julgamento pela morte de mais de 20 milhões de pessoas. Sua presença no hospital onde se encontra Dylan é motivo para cochichos e olhares enviesados. Na verdade é a atitude ao mesmo tempo corajosa e burra de Lloyd que acaba fazendo com que ele conquiste a simpatia e o respeito de Olivia. No final, tudo parece fazer parte do plano do destino.

E já que mencionei destino, também vale um comentário a descoberta de Zoey, que depois de ser atormentada pela dúvida sobre o que realmente presenciou em seu flashforward, vai atrás da mãe de Demetri, que também estava presente em sua visão do futuro, a fim de apurar os fatos. Com o encontro a contradição que existia entre as duas versões do futuro do casal se revela apenas um erro de interpretação. Não era seu casamento com Demetri, mas o funeral de seu noivo. A revelação acaba unindo Zoey e Saayo, a mãe do rapaz, que não se entendia com a nora, agora disposta a mudar o futuro do filho, e vê-lo se casando com a moça.

Enquanto alguns encontram uma forma pacífica de mudar o futuro, Mark a cada episódio se torna mais agressivo em suas tentativas de alterar o seu. Não hesita em botar tudo a perder quando Nhadra se indispõe a revelar mais sobre o que sabe das circunstâncias da morte de Demetri, a ponto de quase gerar um incidente internacional com seu ato impulsivo. Ele merece um desconto, afinal, não deve ser fácil descobrir que está fadado a matar seu parceiro.

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Mark em seu momento "bad ass"

Depois de escapar das mãos de Mark, Nhadra revela sua ligação com D. Gibbons, que vai buscar asilo em sua casa, após seu ataque contra Mark e Demetri no episódio 2. Mas ainda não ficou clara qual exatamente é a relação de ambos.

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Mais um refugo de 24 horas
Desta vez o primeiro grande vilão de Jack Bauer

É neste momento que vemos com mais destaque o quadro de pistas que ela mantém por lá, cheio de fotos que remetem a várias das investigações já feitas por Mark, e outras que nem sequer aparecem naquele que o agente mantém em seu escritório na sede do FBI. O que pode indicar tanto que ela sabe bem quem são os responsáveis, e por isto a quantidade maior de pistas, ou que ela mesma está conduzindo sua própria investigação. Se for a última hipótese, isto tornaria D. Gibbons outro personagem que pode não ter relação direta com o apagão? Seriam os dois só pessoas muito curiosas? Hmmm... Difícil de acreditar.

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Desvende-o se puder
(clique em cima para uma versão maior)

Mas, ele é um dos suspeitos de construir as "torres" em Ganwar, que por sua vez é uma criação de Simon, que as chamou de "pós-laser para um incinerador de plasma", cuja função seria acelerar a taxa de transmissão de sinais de rádio. É daí que surge a informação mais intrigante do episódio: o conceito foi imaginado por ele em 1992, mas as fotos das torres foram tiradas por um satélite em 1991. Encarei isto como uma leve sugestão de que pode haver viagens no tempo envolvidas na trama. Ou, quem sabe, o uso de conceitos como o Inconsciente Coletivo de Carl Gustav Jung, ou mesmo os Campos Mórficos, imaginados por Rupert Sheldrake, pra explicar mais este mistério de Flashforward. Mas, o jeito é esperar pra ver até que ponto os roteiristas da série estão dispostos a se embrenhar em pseudo-ciência avançada. De qualquer forma, tudo está ficando muito interessante.

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Tá mais pra um pé de galinha gigante. =P

Por fim, Lloyd, prestes a ir embora com Dylan do hospital, depois de uma estadia por lá que parecia não terminar nunca, acaba sendo seqüestrado por dois homens disfarçados de enfermeiros, jogando algumas perguntas em nossas cabeças: Quem foi o mandante do seqüestro? Seria a organização dos 6 anéis? Os chineses? Um 3º grupo ainda não identificado? E qual o objetivo?

Com o seqüestro, o futuro de Olívia se define um pouco mais, já que Dylan é deixado pra trás em seus braços, tornando aquele provavelmente o momento exato em que o garoto passará a viver com os Benford.

Cheio de expectativas, é assim que os realizadores de Flashforward me deixam com o final deste episódio, que também marca o término da primeira fase da série, que só voltará com novos episódios em 2010, sem data de reestréia definida. Ficarei na torcida para que não demore tanto, pois trata-se de uma série que vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais. Vale a pena conferir onde tantas conspirações e mistérios nos conduzirão.

sábado, 21 de novembro de 2009

[RESENHA] Flashforward s01e08 e 09

SPOILERS A DAR COM PAU

Episódio 8 - "Playing Card with Coyote"

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Depois de sacrificar-se no episódio anterior, o agente Al vira um tipo de mártir do mundo pós-apagão, provando, com sua morte, que ainda é possível mudar o futuro, independente da visão que cada um teve dele.

Logo no início de "Playing Card..." a mãe dos gêmeos, que seria morta pelo agente, recebe sua carta de despedida. Não demora até que ela vá à imprensa revelar o ocorrido, e daí pra frente a notícia se alastra, tornando muitos que temiam pelo que estava por vir mais esperançosos quanto ao futuro.

Mark e Olivia não pensam duas vezes antes de tirar uns dias de folga, se trancar num quarto de motel, e trepar até dizer chega. No meio do bem bom, Mark recebe a notícia de que surgiu uma pista sobre o homem da tatuagem de três estrelas que tentava matá-lo em seu flashforward. Claro que ele não deixa escapar a chance de pegar o sujeito desprevenido antes que ele o pegue dali a 5 meses. Chegou a hora de sujar um pouco mais as mãos pra garantir um futuro menos sombrio.

Ironicamente Mark presenteia Olivia com o jogo de calcinha e sutiã que ela usava em seu flashforward.

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Enquanto isto, Janis, mesmo sabendo das poucas chances que tem de engravidar depois da intervenção cirúrgica pela qual passou a fim de salvar sua vida, começa a pesquisar sobre inseminação artificial. Bateu o instinto materno na nossa lésbica favorita depois de quase morrer.

E o pobre do Aaron ficou dois anos lamentando e culpando-se pela morte de Tracy somente pra descobrir que ela continuava viva, perneta, e com a mentalidade e irritabilidade de uma adolescente.

A garota "ressuscita" contando que viu algo que não devia: descobriu que um grupo de militares privados contratados pelo governo, chamado Jericho, promoveu um massacre em uma vila no Afeganistão. Caiu na besteira de reportar o ocorrido aos seus superiores, e uma semana depois deram um jeito de apagá-la.

A explicação do porquê do DNA dos restos mortais recebidos por Aaron bater com o dela soou um tanto forçada: cataram a perna que a garota perdeu na explosão e mandaram de volta pros States. Mas, ainda assim, faz algum sentido, se considerarmos que a intenção de quem conspirou contra Tracy era que todo mundo pensasse que a moça estava morta.

Duro mesmo foi engolir que ela voltou pra casa do pai por considerar o lugar seguro. Porra, não é o primeiro lugar onde os caras irão procurá-la se descobrirem que ela tá viva?!! Não é a toa que a garota tá se tornando alcóolatra como o Aaron foi um dia. Deve ser difícil encarar o fato de ser tão burra.

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Mi mi mi! Perdi a perna, a maturidade e o que me restava de inteligência...

Enquanto todos andam às voltas de impedir ou não a realização de seus flashforwards, Simon novamente visita Lloyd, que continua se sentindo culpado pela morte de 20 milhões de pessoas, tanto que ameaça contar pra todo mundo que foram eles os responsáveis pelo apagão, no que Simon vira pra ele e diz: "Vamos decidir isto no poker!"

Daí entra outro momento "que dureza", quando somos forçados a aceitar que o Lloyd é mesmo páreo pra enfrentar a arrogância e prepotência de Simon. Os dois ficam trocando farpas durante toda a partida, cheios de insinuações e subtextos, e ignorando os outros jogadores que participam do jogo. Meio difícil algum deles não ter "pescado" sobre o que falavam, mas vá lá.

Mesmo assim, foi até razoável a forma como Lloyd conseguiu baixar a bola do Simon antes que ele se tornasse tão insuportavelmente "eu sou o máximo" a ponto de ninguém poder com o cara. Fez por merecer algum respeito depois desta, e ainda criou um gancho interessante, cujas repercussões estou curioso pra conferir.

O final do episódio é ótimo! Depois de Mark voltar pra casa todo felizinho e contar pra Olivia que deu cabo do sujeito que arruinaria seu futuro:

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Futuro sombrio NO MORE!! PTUAH! (isto foi um cuspe u.u')

Corta pra uma seqüência de cenas que apresenta, pasmem!, uma legião de sujeitos mal-encarados com, adivinhem só:

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A mesma tatuagem das três estrelas!

Só faltou mesmo um deles virar pra câmera e dizer "Hahaha, te pegamos, Mark!"

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E o que são estes 6 anéis?! Tá, eles têm alguma ligação com o Suspeito Zero, mas...
Anéis tão importantes que rendem um balaço num capanga pra encobrir sua existência?

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Seria o Mandarim a mente maligna por trás de tudo? Hmmm... Até que faz sentido. õ.õ

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Episódio 9 - "Believe"

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Depois de um episódio com um final sinistro, nada melhor do que o seguinte ter um clima mais leve, certo? Tá, muita gente vai discordar, mas no caso de "Believe" foi um grande acerto da equipe de produção de Flashforward, especialmente porque este episódio marca a entrada de uma personagem que já chegou prometendo ser uma das mais carismáticas e queridas da série, e prenunciando o surgimento do que pode ser o casal mais "cute" dela.

Provando que uma das grandes especialidades da equipe de roteiristas de Flashforward é criar ótimas aberturas de episódios, este já começa revelando o motivo por trás da depressão aguda enfrentada por Bryce no 1º episódio, a ponto de levá-lo a tentar suicidar-se: câncer renal em estágio 4 (quando outras partes do corpo já foram afetadas). Ou seja, já tava com um pé a cova mesmo.

Através de uma ótima montagem, vemos fatos vividos por Bryce e Keiko, a japonesa com quem estava em seu Flashforward, antes, durante e após o apagão, apresentados alternadamente. Chama a atenção o cuidado com que fizeram as cenas passadas no Japão. Soou bastante fiel à cultura japonesa, baseado no pouco conhecimento que tenho dela, o que não deixa de ser louvável, com o histórico de deslizes que os americanos já cometeram ao retratar outras culturas em filmes e séries (ainda me lembro do portunhol arranhado pelo garotinho que ajuda Sidney Bristow em sua rápida visita ao Brasil na 1ª temporada de Alias, e dos ônibus amarelos, surrados e precários andando por ruas que remetiam às do México; isto pra não mencionar os "brasileiros-lusitanos" do final da 2ª temporada de Lost).

Bacana também, e até certo ponto tocante, são as cenas em que Bryce começa a aprender japonês pra se sair bem quando se encontrar com Keiko pela primeira vez. E todo o drama vivido pelo personagem, que decide encarar o câncer sem contar pra ninguém, tornou-o mais "tridimensional", contrastando com a forma rasa com que vinha sendo tratado nos episódios anteriores, o que já representa um grande avanço.

Outro ótimo momento é aquele em que Bryce hesita em encarar um novo tratamento sugerido por Olivia, após ela descobrir a condição do colega, temendo que o mesmo ameace sua vida e a realização de seu flashforward. Estes conflitos que os personagens enfrentam desde o início da série despertaram meu interesse, e é sempre satisfatório constatar mais um acerto da parte dos roteiristas em abordar a complexidade da construção do futuro de uma pessoa, que depende de muitas variáveis, algumas delas com um papel não muito importante agora, mas que pode tornar-se bastante significativa mais adiante.

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Ai ai... E esse futuro que não chega nunca...

E Keiko realmente parece o tipo de garota por quem vale a pena viver. Gênio da robótica; dona de um carisma que realça ainda mais sua beleza, ainda maior que a vista nos desenhos feitos por Bryce; fã do Hendrix. Mas o ápice mesmo é quando ela fica inconformada ao ser forçada a fazer o papel de garçonete na empresa onde trabalha como engenheira (!), larga mão de tudo, solta o cabelo e decide abraçar seu sonho de ser roqueira! Preciso dizer mais pra te convencer de que não tem como não se apaixonar por alguém assim? Bryce, seu canceroso sortudo! XP

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Não agüento mais te desenhar...

Não é a toa que Bryce, que não vê a hora de encontrar-se com ela, segura na mão de Deus e vai pro Japão depois de descobrir a primeira pista importante sobre o paradeiro da garota. Daí começa uma série de encontros e desencontros, que deixa todo mundo morrendo de raiva hora da mãe da Keiko, que o impede de falar com ela, hora do próprio Bryce, que não se tocou que viajava de volta pra Los Angeles NO MESMO AVIÃO EM QUEM A MOÇA ESTAVA, RAIOS! Sim, este foi o momento "duro de engolir" do episódio. Mas, faz parte da graça.

Outro que tava cheio de graça neste episódio era o Mark. Numa clara tentativa dos roteiristas em tentar torná-lo mais "cool" aos olhos do público, o agente resolve novamente desafiar seu chefe, e ir pra Hong Kong com Demetri sem autorização, atrás de uma pista sobre a mulher misteriosa que informou seu parceiro sobre a data de seu assassinato no episódio 2.

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Eu bebo merrrmo!

Já Aaron se vê forçado a encarar sua maior fraqueza tento que conviver com sua filha alcóolatra, aumentando ainda mais seu complexo de culpa por sentir-se o maior responsável pelo que aconteceu a Tracy no Afeganistão. Isto acaba afetando seu relacionamento com Mark, que pra ajudar ainda mais estava paranóico depois de descobrir que alguém mandou um SMS pro celular da Olivia dizendo que ele voltaria a beber no futuro. Como ele havia contado apenas pro Aaron e pro Stanford... Bom, acho que já deu pra ter uma noção da merda que virou. Mas no final eles fizeram as pazes, e voltaram a ser amiguinhos.

Tá certo que nem neste, nem no episódio anterior, tivemos que aturar o pseudo-triângulo amoroso de Mark, Olivia e Lloyd, mas por que os roteiristas de Flashforward insistem em criar uma versão de Jack, Kate e Sawyer, só que ainda mais insuportável (em Lost pelo menos contamos com o carisma do Sawyer como atenuante)? E é um desperdício o que vêm fazendo com a Sonia Walger, que quando está longe do Joseph Fiennes consegue a proeza de tornar sua personagem ao menos digna de nota. As cenas de Olivia com Bryce conseguiram ser melhores e mais envolventes do que todas as cenas dela com o Mark ou Lloyd até o momento. E eu simplesmente sou fissurado naquele sotaque britânico, e naquele jeitão de baixinha um tanto invocada dela (mea culpa, afinal, tenho uma tara por baixinhas invocadas ;P).

Passamos mais um episódio sem a menor menção a Ganwar. E até agora nada do Lloyd se manifestar, depois da decisão tomada no episódio 7. Mas, isto não chegou a ser um problema num episódio que conseguiu novamente a façanha de jogar com a relatividade dos significados de fatos vividos simultaneamente por dois personagens. Em mais um trabalho de montagem digno de render uma indicação ao Globo de Ouro, descobrimos o porquê do encontro entre Bryce e Keiko não ter acontecido ainda. E apesar de soar como uma solução encontrada pelos roteiristas pra conter gastos na criação de locações emulando outros países, esta foi bem vinda pela ótima surpresa, que tornou a história do futuro casal ainda mais atraente. Taí dois pombinhos pelos quais vou começar a torcer!

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Tem como não torcer por ela?

"Believe" reforçou minha crença sobre o potencial que Flashforward ainda possui de prender nossa atenção, e renovar nosso interesse por sua trama, cada vez mais cheia de conspirações, intrigas e agora, felizmente, com uma história de amor que vale a pena acompanhar.

Dia 3 de dezembro voltamos com os comentários sobre "A561984". E que comecem as especulações sobre o significado do título! (parece código de encomenda dos Correios...)

domingo, 8 de novembro de 2009

[RESENHA] Flashforward s01e06 e 07

Bom, como fiquei devendo a resenha de "Scary Monsters and Super Creeps" na semana passada, resolvi juntar minhas impressões sobre os dois últimos episódios de Flashforward num só post.


POST RECHEADO DE SPOILERS


Episódio 6 - Scary Monsters and Super Creeps

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Que tipo de gênio da física quântica deixa uma foto dessas vazar na internet?
Um metido a popstar, obviamente.

Conhecemos um pouco mais de Simon, que até então era só mais um dos personagens da série cercados de mistérios. Descobrimos que ele é um físico quântico egocêntrico metido a sabe-tudo, que de cara joga uma cantada numa passageira gostosa do trem onde viaja, prometendo explicar o motivo do apagão.

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A velha cantada do Gato de Schrödinger. Infalível.

Na verdade ele não explica nada, só dá uma arranhada na superfície de todo o fenômeno, citando o experimento da fenda dupla de Thomas Young (que rende uma piadinha de mal gosto feita pela gostosa, que serve só pra revelar suas aventuras sexuais), e o famoso Gato de Schrödinger, ambos relacionados a estudos de física quântica.

Até dei uma lida sobre o experimento da fenda dupla, mas não cheguei a nenhuma conclusão. Não sou profundo conhecedor de teorias quânticas. Já o Gato de Schrödinger, que ganhou mais destaque no episódio, pareceu-me mais adequado ao que vimos até o momento, e pode ser a chave para a compreensão da natureza dos flashforwards.

Uma das idéias defendidas pela física quântica é a de que a matéria existe, subatomicamente, como uma superposição quântica, ou seja, as "partículas" subatômicas existem em dois estados simultaneamente, como ondas e como partículas, e só assumem um deles por vez quando são medidas por um observador. Aquele papo sobre o gato de Schrodinger pode ter relação com o "funcionamento" dos flashforwards, e do próprio futuro de uma forma geral.

O futuro de cada pessoa seria uma "multifacetada superposição de probabilidades" que, quando observada, se colapsa, assumindo um só aspecto/faceta.

Assim, cada flashforward é apenas uma das inúmeras possibilidades do que pode ocorrer com seu observador. Talvez o que cada pessoa viu no dia do apagão correspondesse a uma das muitas conseqüências possíveis decorrentes da série de eventos na qual ela estava inserida naquele ponto de sua vida. Mas, a partir do instante que a pessoa teve acesso a uma das possibilidades, ela ganhou a vantagem de poder impedir que o futuro/superposição de probabilidades se materializasse da forma como o viu naquele dia.

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E esse daí que Simon matava em seu flashforward, quem seria?

Tá, chega de extrapolações científicas por hora. Passando pro plot de Mark e seus colegas do FBI, Demetri acha que quase ser morto por supostos terroristas chineses no episódio anterior não foi emoção o suficiente para um dia, e resolve investigar mais a respeito do cara que tentou matar Janis. Para isto ele chama o agente Al pra dar uma forcinha, outro que parece não sentir necessidade alguma de descansar após uma longa jornada de trabalho, e partem atrás de mais informações sobre o símbolo da mão azul, encontrada no corpo do criminoso.

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Boooooo!
A mão azul vai te pegar!

Enquanto a dupla de agentes vai atrás de mais uma pista retirada do flashforward de Mark, ele tem coisas mais importantes pra fazer, como sair correndo atrás de adolescentes mascarados em plena noite de Halloween após confundi-los com os assassinos que tentarão matá-lo no futuro. Pura encheção de lingüiça, e clichê até dizer chega. Poderíamos ter passado sem esta.

Antes da crise de paranóia, Mark reviu seu amigo canguru, aquele mesmo que apareceu no primeiro episódio em meio ao caos que dominou a Los Angeles pós-apagão. Há quem diga que a presença do bicho é simbólica. Uns defendem que tem algo a ver com a Austrália (o que deve ter feito muita gente não pensar duas vezes antes de gritar "PLÁGIO DE LOST!"), outros com a China (recentemente descobriram que os primeiros ancestrais da espécie vieram de lá), e outros por causa da origem do nome, que tem relação com situações em que ninguém sabe o que exatamente está acontecendo (é célebre a "história" dos exploradores ingleses que, ao chegarem lá pela primeira vez, perguntaram para um dos nativos o nome do animal, no que ele respondeu "Kan Gu Ruh", os bebedores de chá das cinco o batizaram com este nome mesmo, quando na verdade o nativo dizia apenas que não entendeu porra nenhuma do que os ingleses disseram). O jeito é aguardar alguma explicação, se é que há alguma. Eu por enquanto fico com a teoria de que o responsável por cuidar da alimentação do bicho caiu no sono enquanto entrava em sua jaula no zoológico, e largou a porta aberta.

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Sou mais estiloso que aqueles ursos polares computadorizados

Enquanto isto Dylan apronta das suas, foge do hospital, e decide ir embora pra sua futura casa, o que culmina no primeiro encontro do triângulo amoroso de Flashforward, que torna-se mais um abalo sísmico na relação entre Mark e Olivia, e mais um motivo pra Lloyd ter mais um ataque de gagueira e chatice. Aliás, por falar em coisas chatas, outra que já encheu é a insistência do sujeito em ir atrás de Olivia pra agradecê-la pelo que fez pelo filho. Cinco episódios disto já deu, né? Bom, infelizmente não é o que os roteiristas acham, pois teve mais um pouco disto no episódio 7...

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Muito suspeito o interesse desse cara por Dylan.
Sei não, mas desconfio que logo ele volta a aparecer.

Mas, vamos nos concentrar no conteúdo do flashforward de Dylan, que finalmente foi revelado. Vimos ele com Charlie e Lloyd numa noite tranqüila na casa de Olivia. Não há como a situação ter mudado tão repentinamente em 2 minutos e 17 segundos pra Charlie ter acesso a qualquer informação sobre D. Gibbons, como mencionado no episódio 2, e muito menos ver Dylan em apuros (suposição minha até ver esta cena). Afinal, qual foi o motivo pra Charlie ter entrado em pânico ao vê-lo no hospital? Essa história ainda está mal contada.

Demetri e Al terminam por descobrir três corpos na casa pra onde fugiu o cara que atirou em Janis, e dão de cara com mais um pedaço do futuro, Ian Rutherford, do caso no qual o agente Al trabalhará (ou não) nos próximos meses com Fiona Banks. E, vendo aqueles corpos, alguém mais se lembrou daquelas notícias de suicídios coletivos realizados por seitas de fanáticos religiosos que viviam pipocando nos telejornais há alguns anos atrás? E a Mão Azul, teria alguma relação com Simon, Lloyd ou D. Gibbons?

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Falando em Simon e Lloyd, o episódio termina com o primeiro encontro dos dois. Nada muito revelador. Lloyd vem evitando encontrar-se com Simon, que faz menção a mais pessoas envolvidas no experimento que gerou o apagão. 20 milhões de pessoas mortas no mundo inteiro durante o evento, o que os coloca como os autores do maior ataque terrorista da história (uma frase que deve provocar orgasmos em alguns norte-americanos, de tanto que adoram usá-la em séries e filmes desde o 11 de setembro).


Episódio 7 - "The Gift"

Neste episódio tivemos, de novo:

1) O casamento de Mark e Olívia se afundando cada vez mais;
2) Aaron sendo desacreditado de que Tracy continua viva;
3) Nicole procurando uma forma de ser boazinha pra não merecer a morte punitiva que receberá no futuro;
4) Lloyd e sua insistência em falar com Olivia pra agradecê-la pelo que fez por Dylan.

Como se não bastasse o drama maçante de Mark e Olívia, agora Demetri também anda deixando seu relacionamento com Zoey ser prejudicado por sua obsessão em descobrir alguma forma de não ser morto nos próximos meses. Ele é mesmo o parceiro perfeito para o Mark, ambos podem trocar confidências sobre as cagadas que fizeram ao esconder por tanto tempo de suas mulheres o que vem atormentando suas vidas desde o apagão. Uma pena que não ajudou nenhum dos dois a evitar essa chatice toda que anda virando as cenas envolvendo os respectivos casais que formam.

E por falar em chatices, a cada episódio se torna mais difícil encontrar um motivo plausível pra Olivia terminar gostando de Lloyd no futuro. O sujeito não é um pé, é uma pisada de calcanhar no saco!

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Tá, deixa eu começar a ser mais útil nesta série...

Já a Nicole pelo menos começou a ganhar alguma importância dentro da trama. Quando vi ela se encontrando com Bryce no hospital eu pensei que eles teriam um caso (previsível), e que ela seria o motivo daquela alegria repentina que o "ex-suicida" sentiu após o apagão, mas, pelo visto, o sujeito tem bom gosto, e andará pegando uma japinha no futuro. É com a ajuda dela que Bryce começa sua busca pela mulher que mudará sua vida pra melhor.

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Mudar de profissão seria um bom começo.
O cara desenha excepcionalmente bem.

E o Aaron, cada vez mais apagado dentro da série, pelo menos neste episódio conseguiu uma virada interessante em sua história, ainda que previsível. Mas, estou curioso pra saber que explicação vão dar pro ocorrido, depois de tantas provas afirmando o contrário.

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OH MEU DEUS! ENTÃO VOCÊ ESTÁ VIVA MESMO?!
(Tá, quem não esperava por esta..?)

Bom, comentados os fatos que vêm se tornando corriqueiros em Flashforward, partamos para as novidades.

Pra começar, a Mão Azul se revela uma espécie de sub-cultura mundial pós-apagão formada por pessoas que não tiveram nenhuma visão do futuro durante o evento (apelidadas de "fantasmas"), muitas delas dispostas a morrer a qualquer instante passando por experiências de risco extremo (tortura, uso abusivo de drogas, sexo sem proteção, roleta russa, e daí pra coisas piores). Os "fantasmas" organizavam baladas em locais secretos no mundo inteiro.

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O preço pra entrar na festa dos fantasmas:
sobreviver à roleta russa.

No caso de Ian Rutherford, parece que foi só um pobre coitado usado por uma organização maior para despistar as investigações do FBI, e fazer seu trabalho sujo. Resta saber a quem ele respondia, e se ele tinha mesmo alguma relação com os chineses que atacaram Mark e os demais em Washington.

Foi bem sacada a idéia de que a rede aberta de usuários do site Mosaico vinha sendo usada por Raynauds pra entrar em contato com outros "fantasmas", o que tornou um dos carros-chefe do caso uma faca de dois gumes, como toda boa idéia lançada na internet que rapidamente pode ser deturpada por outros para fins menos nobres (alguém aí atrás gritou regra 34?).

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Frase estilosa do episódio:
"Prazer em encontrá-lo de novo... pela primeira vez."

Mas, o grande destaque do episódio foi a história do agente Al, um personagem que não foi tão bem desenvolvido quanto deveria, mas que mesmo assim conseguiu causar o impacto de que a trama de Flashforward necessitava pra derrubar uma das crenças estabelecidas desde o início.

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"Encontrei um jeito de virar o jogo."

A jogada que o roteirista e o diretor fizeram ao inserir o texto da carta escrita por ele à mulher que mataria no futuro tanto no início quanto no final do episódio foi uma sacada genial! Se no começo eu pensava que era um convite da Mão Azul encaminhado a ela, como acredito que muita gente pensou, foi surpreendente descobrir que Al era o autor, e que apesar de tratar-se do mesmo texto, o ponto onde ele foi reapresentado mudou totalmente o significado das palavras, tornando a seqüência final ainda mais emocionante, além de muito tensa.

O gato de Schrodinger atacou novamente. O futuro ainda não está escrito, mas aberto a escolhas do observador. Uma superposição de probabilidades se colapsa, e Al desiste do seu futuro para dar um de presente à mãe que não tinha nenhum. Belo final para um personagem que teve a chance de crescer em apenas um episódio.

Na próxima semana: "Playing Cards with Coyote"

domingo, 18 de outubro de 2009

[RESENHA] Flashforward s01e04 - "Black Swan"

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Quando eu disser "já", todo mundo cai no sono.
JÁ!!!

E a série continua acertando a mão! "Black Swan" começa com a melhor cena de abertura de todos os episódios até o momento. Poesia, ironia e tragédia embaladas por "It's, Oh, So Quiet", da cantora Björk. Aliás, é a primeira vez que mostram o momento exato em que todos apagaram, e felizmente compuseram a seqüência muito bem, numa combinação segura de edição, trilha sonora e ritmo narrativo.

Falando na música, vale a pena dar uma olhada em seu clipe oficial aqui: http://www.youtube.com/watch?v=F5ndoBdm0yY (não deu pra incorporá-lo por falta de permissão do autor).

Logo em seguida somos apresentados a um dos personagens mais carismáticos da série até então. Ned, o branquelo que ficará negão daqui a 6 meses, e que acha tudo isto o máximo. Sua entrada no hospital inicialmente soa como uma piada absurda, mas logo seu estado de saúde se complica, o que acaba gerando um conflito entre Olivia e Bryce. Ela procurando ignorar tudo que se refira ao flashforward do paciente, e defendendo a idéia de que qualquer dado referente ao futuro não pode ser usado em diagnósticos feitos no presente, e ele acreditando que a história de Ned pode ser uma pista importante para a aplicação do tratamento adequado ao seu caso.

Claro que Olivia se mantém cética com relação aos flashforwards porque não quer que o seu se realize, e neste episódio ela continua evitando o máximo se cruzar com Lloyd, o sujeito que será seu amante dentro de alguns meses. Mas, o destino continua teimoso e insistente, e tudo que ela faz pra afastá-lo acaba sendo desfeito logo.

No final Olivia engole seu orgulho e ceticismo, quando conclui que Bryce estava certo, o que rende a melhor fala do episódio:

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"O futuro me salvou."

Outro conflito de interesses é o de Mark com Demetri. O primeiro seguindo sua busca por respostas, baseado nas pistas que enxergou em seu flashforward, e o segundo tentando a todo custo encontrar uma forma de mudar seu futuro.

Demetri retoma as investigações sobre Alda Hertzog, a loira suspeita de envolvimento com terroristas, vista no primeiro episódio, ainda acreditando que ela tem alguma relação com a causa do apagão. Enquanto Mark quer seguir a pista encontrada no episódio anterior, e saber o que diabos aconteceu em Ganwar.

A dica de Alda não os leva a lugar nenhum, mas rende uma conversa interessante entre ela e Mark, sobre a origem da metáfora do cisne negro (que remete tanto à trama principal quanto ao caso de Ned visto no início), e sobre homens dispostos a se sacrificar por uma causa. O que leva Mark a dar um passo mais ousado no final do episódio, assumindo uma postura mais pró-ativa.

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Se quer ir a fundo nesta história,
vai ter que sujar um pouco as mãos.

E quando já estávamos quase nos esquecendo de Nicole, a babá de Charlie que dava uns amassos no namorado durante o apagão, a personagem volta com mais uma peça do "mosaico". Descobrimos que aquela aflição toda que a acometeu no primeiro episódio foi graças ao futuro em que se viu sendo afogada por um homem. Ela diz que se sentia merecedora daquilo, e que fez algo ruim.

Meu palpite: ela terá alguma culpa no caso do possível "seqüestro" de Charlie e Dylan por D. Gibbins. Mas, estou apenas sustentando uma teoria com outra minha, da qual falei na resenha do 2º episódio.

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Lloyd e sua cara sempre assustada

E já que mencionei um dos possíveis responsáveis pelo apagão, voltemos a Lloyd, que finalmente revelou o conteúdo de seu flashforward. Curioso que, apesar de estar na mesma ocasião em que ocorre o de Olivia, em nenhum momento ele chegou a olhar pra ela de fato, tão concentrado estava na ligação que recebeu. E apesar de não ter revelado o autor da mesma, pelo menos pra mim ficou bem claro que se trata de Simon, visto mais adiante no episódio, que é introduzido na história como mais um dos muitos personagens misteriosos de Flashforward, e confirma uma das minhas suspeitas.

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Pois é, agora o lance é causar flashforwards.
Cansei de morrer nos do Desmond.

Com mais um dos responsáveis pelo evento vindo à tona, Flashforward toma novo fôlego, e continua mantendo o interesse da audiência.

De negativo neste episódio eu destaco aquele que se tornou o "vício narrativo" dos diretores da série, que insistem em recapitular os flashforwards de Mark, Olivia, e todos os demais personagens que ganharam maior destaque dentro da trama, toda vez que são citados na história. É um detalhe que já está irritando e soando redundante demais.

Outro é que a história está começando a soar um tanto forçada por jogar todos os personagens-chave da trama principal no círculo de relações de Olivia e Mark. Tudo bem que ele é o principal responsável pela investigação do Mosaico, mas em 4 episódios já nos demos conta de que várias peças já estão muito próximas dele. Fica a expectativa de que nos episódios seguintes tudo se torne mais desafiador, e menos "entregue de bandeja", como vem ocorrendo até então.

Mas, apesar disto, Flashforward ainda se mantém como uma série instigante, quem vem sabendo se renovar a cada episódio, num bom equilíbrio entre os dramas pessoais de cada personagem, e a história maior, cheia de mistérios, e ainda com muitas peças pra serem descobertas.

Na próxima semana "Gimme Some Truth" (título muito sugestivo, por sinal).