domingo, 27 de setembro de 2009

[Resenha] Big Bang Theory S03E01- The Electric Can Opener Fluctuation

big bang


Sim, este texto contém spoilers...

Obs.: os trechos em laranja foram escritos pelo C.

Depois de muita espera pelo episódio, o que tivemos foi sim um pouco de decepção. Tudo bem, eu não estava mesmo esperando nada bombástico, mas apenas alguma inovação ou uma chuva de piadas nerds/científicas. Mas não foi o que ocorreu.

Realmente, eu lembro que na época que Casseta e Planeta era engraçado (sim, acredite se quiser, já houveram tais dias) o programa mais engraçado era justamente o de “volta das férias”. Eu tinha a mesma expectativa com BBT que os roteiristas voltassem “secos” pra fazer um bom episódio.

Temos a volta do grupo composto por Sheldon, Leonard, Raj e Howard, após três meses de pesquisas no Pólo Norte. Destaque para as barbas e cabeleiras ostentadas pelo pessoal, com exceção lógica de Sheldon, que se limitou a um cavanhaque. Interessante notar que os atores realmente deixaram crescer as barbas. Fato comprovado pela entrevista prestada durante a Comic Com 2009. Porém, todo o excesso capilar deve provir de maquilagem.

Eu tinha alguma expectativa sobre algumas cenas no pólo norte, mas ok, a vida continua...


Depois passamos para aquele que seria o ponto alto do episódio. Penny cata Leonard num tremendo beijo e, após duas temporadas de chove-não-molha, a gente pensa: ufa, finalmente vai sair coelho desse mato... Mas foi uma coisa com cara de que não vai durar. Parece que os roteiristas não estão dispostos a nenhuma mudança mais radical no formato do programa.

Ow-ow-ow, nós quem, cara pálida? Honestamente, que se foda o romancezinho da Penny. Ponto mais baixo do episódio, isso sim. Ponto alto do episódio é quando a Penny tenta consolar o Sheldon e fala do filme de Star Trek =P. E realmente, não vai sair coelho desse mato até o ultimo episódio da série, e eu concordo com os roteiristas em não mexer nisso. Pra quem quiser romancezinho eu googleio Dawson Creek e posto aqui depois...

Outro ponto decepcionante foi Sheldon. Com certeza o personagem mais engraçado da série, aquele que possui a maior quantidade de fãs... o dono do inigualável e único sorriso creepy... Sinceramente, Jim Parsons não conseguiu nem metade da graça que sabe fazer com Sheldon. Os potenciais chiliques e reações que poderia ter após a sabotagem de seu projeto foram mínimas, isso se compararmos a outros fatos ocorridos em episódios anteriores, e que tiveram reações mais extremas (sim, não sente no canto do sofá...).

Realmente, deu pra sentir o Sheldon bem menos nerd/TOC/autista como só ele sabe ser, e mais um personagem excêntrico em Friends. E observe que vindo de mim isso NÃO é um elogio. A trama do episódio é sobre ele ter achado que comprovou uma teoria que lhe daria o Nobel, mas descobre que foi uma armação (céus, me sinto narrador da Globo usando essa expressão) dos outros para que ele não lhes enlouquecessem. Concordo, por MUITO menos ele já fez seres humanos normais considerarem o seppuku com faca enferrujada uma boa opção (sim, vamos viajar de trem). Enfim, a sensação é que eles tentaram fazer a série mais palatável para o publico comum e menos nerdico.


Nesse episódio tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a mãe do Sheldon (e entender o porquê de ele ter saído de casa). Neste ponto encontramos o único momento realmente engraçado. Howard com um chapéu de cowboy vermelho tentando imitar um típico texano. Neste ponto ele se superou e tivemos boas risadas.

Honestamente eu fico com a cena da Penny tentando consolar o Sheldon, e ele demonstrando apenas uma vez no episódio o seu jeito amável o qual todos amamos e esperamos. Tem também a coisa do episódio não ser coerente com as referencias anteriores à mãe dele: até onde se tinha visto ele escolhia claramente “deixar quieto” essa coisa toda de religião (o que é uma excelente escolha da produção). Nesse episódio ele dá umas ferroadas no criacionismo diante da mãe dele, o que ficou meio perdido, já que não foi engraçado, e também não é como se eles fossem comprar esse tipo de discussão (ainda mais que é uma comédia, espero que nem decidam um dia).


Fica aqui uma expectativa para uma melhor qualidade da série. Claro que toda série, ainda mais as que passam da primeira temporada, têm seus momentos de altos e baixos. Mas era de se esperar mais de uma season premiere. Vamos ver se os roteiristas perdem um pouco o medo de ousar em novas fórmulas e continuam a nos surpreender com o que há de melhor no “Nerdverso”.

Realmente, foi um episódio muito fraco. E preocupa mais ainda por ser justamente o primeiro. Quer dizer, se esse que eles tiveram todo o tempo do mundo pra bolar e armazenar referência foi assim, o que esperar do resto? Preocupante, deveras. Tirando a referencia ao Kindle (T.T nhaaa... ME DO WANTS!!!!), a série nem fez juz ao “Nerdverso” e sem isso é apenas uma sitcom bastante... esquecível. Espero que eles não esqueçam disso pro resto da temporada, já que ótimos atores e capacidade pra isso eles têm.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

[REVIEW] A Marvel fora da Invasão Secreta - Parte 2: Thor

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Continuando a série de textos sobre os heróis da Marvel cujos títulos regulares foram poupados da obrigação de entrar na onda da Invasão Secreta, neste falarei da fase atual de Thor, o Deus do Trovão.

Antes cabe uma breve recapitulação:

Em 2004 rolou a saga Vingadores - A Queda, republicada ano passado num encadernado pela Panini. Nela a equipe de super-heróis passava pelo pior dia de suas vidas. Muitas tragédias rolaram, Homem-Formiga, Visão e Gavião Arqueiro morreram, a Feiticeira Escarlate se revelou a culpada pela bagunça, que no final da história ficou louca, e foi passar uma temporada de repouso supervisionado pelo o papai Magneto e o maninho Mercúrio na devastada Genosha.

O que o Thor teve a ver com tudo isto? Nada, na verdade. Paralelo às desgraças que seus companheiros enfrentavam por conta da piração da Feiticeira Escarlate, em Asgard estava rolando "apenas" o Ragnarok, também conhecido como Crepúsculo dos Deuses Nórdicos, ou simplesmente, "Rapa fora, Thor, que já deu!"

Não li esta saga, mas sei que depois de muita batalha, muitos gritos e ranger de dentes, todos os deuses nórdicos, incluindo Thor, "se murio!", e foram mandados para o Vazio, o lugar para o qual as divindades asgardianas vão quando deixam de existir (sim, soa um tanto contraditório).

Daí que passou pouco mais de 3 anos e resolveram dar uma nova chance pro Deus do Trovão. Botaram a tarefa de ressuscitá-lo nas mãos de Joseph Michael Straczynski (nome imponente, não?), nos roteiros, e Oliver Coipel, nos desenhos. O primeiro já nos brindou com a ótima Poder Supremo, uma versão mais sombria e "realista" da Liga da Justiça, com o porém de ser publicada pela Marvel (!). O segundo foi o competente desenhista da saga Dinastia M, uma conseqüência direta de Vingadores - A Queda, onde a loucura da Feiticeira Escarlate chega ao ponto em que ela simplesmente dá uma repaginada NO MUNDO, e bota os mutantes como espécie dominante, e Magneto como o imperador da Terra (enfim, uma versão melhor escrita da saga Era do Apocalipse, de 1995, com o porém que desta vez quem mandava no pedaço era o Mestre do Magnetismo...).

De início o que chama a atenção na primeira história da dupla criativa é a idéia de que o Vazio não é uma dimensão à parte de qualquer outra, mas as profundezes abissais dos corações humanos. Com o Ragnarok os deuses asgardianos caíram, cada qual, num "vazio" diferente. Assim, Straczinsky delegou aos mortais a tarefa de permitir, ou não, o retorno dos deuses. É um conceito interessante, que remete tanto às idéias de C. G. Jung, sobre inconsciente coletivo e arquétipos, como à questão da origem da criatividade humana e da própria idéia de deuses como criações do ser humano, e não o oposto.

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Blake e Thor novamente vinculados

É uma abordagem criativa, pois Straczinsky embarcou no universo mitológico do personagem quando tudo que fora previsto na mitologia original já havia ocorrido com a versão super-heróica do deus nórdico. O Ragnarok era o único evento que restava, e quando finalmente aconteceu a situação tornou-se ainda mais complicada pro escritor que viesse a trabalhar com o personagem. Diante disto, sua preferência por uma nova abordagem, e a reformulação da mitologia asgardiana foi uma decisão acertada e revigorante.

Assim, os deuses asgardianos agora se encontram na mesma situação em que Thor se viu em diversas fases de sua vida: dependendo de um mortal para se manifestar na Terra, servindo de "canal" entre o plano divino e o mundano, com o porém de que, no caso dos demais deuses e divindades, é Thor quem decide quando vão se manifestar, e não seus "hospedeiros", como ocorre com Donald Blake, o médico que abriga em si a essência do Deus do Trovão.


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Ele podia escolher quais deuses voltariam a existir,
mas no final das contas acabou liberando geral. Tsc tsc tsc...

A reforma no papel dos deuses nórdicos também afetou a natureza de Asgard, seu reino, que agora não mais existe num outro plano dimensional, mas numa réplica mais "modesta" construída a partir de um naco do deserto de Oklahoma, sobre o qual fica pairando, de forma mais contemplativa do que imponente. É tempo dos deuses refletirem sobre seu papel nesta nova posição que ocupam.

Outra idéia bacana é a interação que esta abordagem mais "pé no chão" permitiu existir entre os deuses e os mortais, que até o momento foram representados pelos habitantes pacatos e simplórios de Oklahoma City. O melhor episódio até agora foi o do rapaz apaixonado pela deusa Kelda, uma beldade, que se afeiçoa pelo sortudo e o convida a fazer uma visita a Asgard. A cena em que ele tenta ensinar um bando de guerreiros asgardianos a jogar basquete é hilária!

Outro ponto a favor é a sacada de Loki ter "reencarnado" em uma mulher, tornando-se um mistério até que ponto tal mudança afetou seu caráter, isto até que comece a posar de boa samaritana, e a manipular as opiniões de alguns deuses a respeito da atual condição de Asgard fazendo uso de sua atual persona sedutora.

É também notável a maneira compassada com que Straczynski vem conduzindo a história. Sem a preocupação de trazer em todas as edições grandes combates e partir logo de um acontecimento marcante pra outro, a cadência mais suave com que tudo ocorre contribui na tarefa de realçar a sensação de que trata-se de uma fase mais reflexiva na vida daqueles personagens. Mas isto não o impediu de imprimir uma crescente inquietude que, a cada história, torna mais nítida a idéia de que algo grande está prestes a ocorrer, algo que aos poucos vem sendo preparado por debaixo dos panos. Toda a primeira edição, unicamente dedicada ao retorno de Thor, e a segunda, que mostra a reconstrução de Asgard, são ótimos exemplos de como escrever boas histórias a partir de uma idéia simples, e sem a necessidade de criar inúmeras sub-tramas pra prender a atenção do leitor até o mês seguinte.


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E finalmente... Asgard!


Claro que uma abordagem um tanto fora do convencional, no que diz respeito a quadrinhos de super-heróis, pedia um desenhista que se adaptasse à tarefa, e felizmente Straczynski teve a felicidade de conseguir Oliver Coipel para o trabalho. Um artista que apurou seu estilo desde seu trabalho em Dinastia M (o último antes deste que pude conferir). Usando um traço mais limpo, de linhas finas, econômicas e expressivas, suas figuras humanas são estilizadas mas sem cair em excessos e exageros, e soam muito naturais. Há ainda um tom épico em sua forma de contrastar os personagens e os cenários onde se encontram, e nota-se uma sutil influencia européia em sua maneira de conduzir a narrativa, especialmente na forma elegante com que desenha os vestuários dos personagens, e a forma como retrata a ação.

Straczinsky ainda consegue surpreender o leitor brincando e subvertendo clichês do gênero. Na terceira edição, quando Thor se encontra com o Homem de Ferro, após descobrir que o herói fora um dos responsáveis por cloná-lo e usar seu clone durante a Guerra Civil, que por sua vez foi responsável pela morte do Golias, era de se esperar mais um dos típicos quebra-paus entre os dois heróis. Mas o escritor, conhecendo a natureza de seu personagem, e lidando justamente com a idéia de que a estadia de Thor no Vazio deu-lhe tempo o bastante pra refletir sobre sua antiga agressividade e impulvidade, faz o Deus do Trovão dar uma baita lição de moral no Homem de Ferro, e colocá-lo em seu devido lugar, como um mero mortal dentro de uma armadura tecnológica que nem chegaria perto de dar conta de um acesso de fúria do loirão e seu Mjolnir. A parte física da coisa resume-se a um baita choque atordoante que Thor aplica no Homem de Ferro, apenas pra imobilizá-lo e calar sua boca e sua arrogância. Já estava na hora de ele ouvir um pouco. Afinal, quem mandou ele mexer com um deus?


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Cala a boca e me escuta!
(...) Gamei em você!


É de idéias simples e renovadoras como estas que os quadrinhos de super-heróis precisam. Felizmente ainda há caras como Straczinsky e Coipel pra nos oferecer um pouco de novos ares neste gênero que a cada ano nos entrega mais autoplágios do que ousadias.

Thor vem sendo publicado no Brasil pela Panini na revista Os Novos Vingadores, desde a edição 53.

P.S.: a partir da edição 67 a Panini deu uma pausa na fase escrita por Straczynski para a publicação da mini-série Secret Invasion: Thor, com histórias de Matt Fraction (de Punho de Ferro, série sobre a qual pretendo escrever em breve), e desenhos de Doug Braithwaite (da excelente maxi-série Justiça, publicada pela DC Comics) ligada à saga Invasão Secreta, que de início se mostrou interessante, embora soasse como uma quebra no ritmo e nas idéias desenvolvidas pelo escritor anterior. Mas, como a saga termina em dezembro, creio que logo em seguida veremos o retorno da dupla criativa ao personagem.

Até a próxima parte, quando elucubrarei a respeito da atual fase do Homem de Ferro. Aguarde e confie!


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E TENHO DITO!!

[TIRINHA] Os Animais do Bosque dos Centavos - E se o mundo fosse dominado...


Alias ontem foi o Emo Day... desejar felicidade a um emo nesse dia seria ofensivo?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

[TOP 5] Mulheres que valem a pena


Mulheres, ah, as mulheres...
As mais belas obras da criação ao mesmo tempo que conseguem o título de mais incoerente, instável e vários outros "ins" que você quiser adicionar, sendo que poucos deles são ser realmente positivos.
Como viver sem elas? Como viver com elas?

Reflexões filosóficas a parte, se você já jogou um jogo, assistiu um filme ou acompanhou uma série sabe que como bem disse o pensador:

Existem mulheres que são uma beleza Mas quando abrem a boca, hum, que tristeza! Mas não é o seu hálito que apodrece o ar O problema é o que elas falam que não dá pra aguentar Nada na cabeça, personalidade fraca

Sejamos honestos: se existe uma verdade nesse mundo de poucas verdades absolutas é de que mulheres foram feitas para serem vistas e não ouvidas. Antigamente, até os anos 70 mais ou menos, alguma coisa dos 80, em filmes, seriados e etc (no entretenimento em geral) eles faziam as coisas do jeito certo: via de regra mulheres eram apenas objetos/objetivos belos e de poucas falas.

Aí veio a desgraça do politicamente correto e decidiram que as mulheres deveriam ser levadas a sério, sim, como seres humanos... Então dá-lhe tornar os belos enfeites em personagens fracos e que não acrescentam nada à obra além do que sua boa aparência já acrescentava. Pra quê? Não, sério, qual o propósito? Eis mais um mistério insolúvel pra mim que vai pra junto da questão sobre o destino dos guarda-chuvas.

Eu entendo que é necessário uma criatura de qualificações limitadas para tropeçar enquanto o serial killer fr0m hell se aproxima a passos lentos, mas não entendo por que é necessário uma Sarah Tancredi da vida para cenas melosas de meia hora que não envolvem explosões, boas idéias ou uma combinação ninja de ambos. Enfim...

Mas isso não quer dizer, naturalmente, que eventualmente eles não tenham acertado a mão em algum ponto. Nem toda mulher no mundo do entretenimento é apenas uma peça decorativa, afinal, toda regra tem suas exceções, e isso é verdade tanto para a regra do pão caindo com a manteiga virada para o lado debaixo (existe realmente um meio dele cair de pé, aprendi isso no Mundo de Beakman) e não poderia ser diferente para as mulheres.

Esse TOP 5 é a respeito disso: Top 5 mulheres que valem a pena

5º - Sarah Jeanette Connor (Terminator 2)


Sim, a irmã perdida do Stevie Tyler. Bem, por que ela está nessa lista?

Algumas pessoas são inexoravelmente fodidas. Isso quer dizer que não importa o que aconteça, elas vão se dar mal porque nasceram pra se ferrar. Uns aceitam isso bem, como o Rubinho Barrichelo, outros vão pro inferno mas levam quem podem com eles. Essa é Sarah Connor.

Sarah Connor foi imbuída com um cargo, uma missão quase profética: seu rebento seria o salvador da humanidade quando a internet skynet decidisse que a humanidade não seria mais necessária, Vurska Vurska.

E o que as máquinas fazem para impedir que isso aconteça? Mandam o Arnold Schwarzenneger do futuro pra impedir, e ela é caçada impiedosamente, caçada essa à qual ela sobrevive. Ou seja, ela mandou ver no Arnold (também conhecido como "O CARA QUE SOCA CAMELOS") e se tivesse um Predador na parada ela chutava o rabo com dread-locks dele também.

Mas tudo bem, até aí é só uma mocinha comum, de qualquer forma protegida por um macho alfa. O que ela faz dali pra frente, o que acontece do segundo filme em diante é que a torna digna de estar nessa lista.

Ela simplesmente pega o seu pimpulhuxo, leva pro deserto do México, ou algum lugar fudido e quente desses que a gente não liga mesmo, consegue todas as armas que alguém pode conceber conseguir, e se prepara para a guerra contra as máquinas... SOZINHA. Vou repetir: ela se preparou pra guerra SOZINHA.

Apenas o Rambo atinge esse nível de fodicidade que Sarah Connor atingiu. Eventualmente ela acabou presa e trancada num hospício, mas isso só moldou mais ainda o seu caráter e a tornou mais formidável ainda. Em Terminator II Sarah Connor assume de vez seu lado paranóico e perigoso, não confia em ninguém e não tem medo de fazer o que é preciso ser feito da forma que for possível (o que inclui encher uma seringa com produtos de limpeza e usar como arma)

A química entre ela, o exterminador e o John Connor Jr é fantástica, e essa com certeza é a família mais infinitamente formidável da história do cinema.

Ah sim, ela também foi caçada por um fucking T-1000 de metal líquido transmorfo, e viveu pra contar a história. Como elogio supremo e final, posso dizer que não lembro da Sarah Connor dando um sorrisinho sequer. How cool is that?

4º - Leia Organa (Star Wars)


À primeira vista, a princesa Leia de Star Wars é a típica mocinha de filme: inútil, indefesa, está ali só para ser seqüestrada e ser bonita. Aliás, não que o plot da princesa seqüestrada seja lá dos mais originais...

Enfim, Leia seria apenas uma das inúmeras mocinhas que em um mundo ideal não deviam ter mais que duas falas. Leia seria apenas uma mulher que serve para ser vista e não para ser ouvida, como quase todas elas...

... se...

Bem, é esse o “se” que faz toda diferença, não é? Leia tem muitas coisas a seu favor que fazem não só ela merecer estar na lista de “Mulheres que valem a pena”. Leia NÃO é uma princesinha boboca e indefesa e, apesar de ser mulher, é um dos personagens mais legais de uma das trilogias mais legais da história.

Pra começar que ela é desbocada e fala o que pensa. Uma das suas frases mais famosas é “Será tão bom quanto beijar um Wookiee.” BURN!!!

Não suficiente, ela é a filha que presta do MAIOR VILÃO DA HISTÓRIA DO CINEMA. Darth Vader, naturalmente. Vader teve dois filhos: Luke e Leia, mas Luke é um emo que passa maior parte do seu tempo dando chiliquezinho e querendo fazer as coisas do seu jeito (ou seja, praticamente um personagem insuportável de Lost). Leia não, Leia é safa (no sentido que sabe se virar, não no sentido que ela paga o combustível da Millenium Falcon com seu corpitcho), tem manha e mantem a calma em qualquer situação.

Entenda, veja a situação: os Sith venceram, tomaram a república num golpe de estado, e os jedi foram caçados até à extinção. Os vilões venceram, e não havia mais nenhum super-herói com poderes do lado da galera que tinha os tiros azuis. A república se tornou “O Império”. Ou seja, acabou, né? Já era, fudeu, era isso, deu pras couves ...

Afinal, quem seria insano o bastante para peitar “O Império” com seus cruzadores que ficam 2hrs passando na tela, uma estação espacial que DESTRÓI PLANETAS, sim, DESTRÓI PLANETAS (CHUPA ESSA MANGA SAURON!) e os mais poderosos lords Sith de que a história já ouviu falar?

O lendário e poderoso mestre Yoda pediu pra cagar e saiu. Obi-Wan se entocou no deserto vivendo da aposentadoria do INAMPS. Os vilões simplesmente venceram, e não existem mais heróis. Então, quem, me diga, quem seria insano e doente o suficiente para realmente se erguer e fazer alguma coisa a respeito disso? Quem? Quem? Quem?

Leia Organa.

Leia assume as rédeas da aliança rebelde e, apesar de toda improbabilidade e desesperança, diz pro império “Aqui não, feijão!”. Rá, chupa Disney! É assim que se faz uma princesa! (bem, tEcnicamente ela não é uma princesa, já que o pai dela era um senador e não um rei, mas, levando em conta a imagem que nós temos de senadores, não é exatamente uma discrepância tão grande assim). Sem nenhum tipo de poder, ou mesmo um sabre de luz, ela é quem puxa pra si o fardo de comandar essa bagaça toda, e eu não consigo imaginar como alguém poderia ser mais formidável.

Além do mais ela passa o rodo geral, beija o irmão dela e tá ok com isso. How cool is that?
Aliás, como é instintivo a toda mulher, ela também não resiste a um cafajeste (assim como as leoas não resistem a caçar antílopes, é apenas seu instinto animal sobre o qual elas não possuem nenhuma ingerência ou racionalidade) mas pelo menos ela tem a decência e a hombridade de não ficar se fazendo de santinha. Ela pega mesmo o cafa e não tem nenhum problema em admitir isso.

Se fosse ela no episódio V ao descobrir que *SPOILER* Darth Vader era seu pai após perder a mão, ela não ficaria chorando e gritando como uma mocinha enquanto se mete no canto mais fudido e "por que diabos alguém vai se meter ali?" como o Luke fez. Não senhora, ela tinha ido é dar uma coça no Darth Vader na unha, mesmo não tendo chance nenhuma. Esse é o tipo de mulher que ela é.

Vou te dizer, não se fazem mais mulheres como essa daí, não...

E garanto-te que o Yoda se arrepende até hoje de ter treinado o irmão errado...

3º - Aeris Gainsborough (Final Fantasy VII)


Final Fantasy 7 é o maior RPG de todos os tempos. Você pode, evidentemente, discutir se ele é o melhor ou não, mas não tem como discutir que ele é o maior. Nenhum outro jogo tem uma base de fãs tão apaixonada ou tão grande, nenhum outro jogo é tão apontado como “quando os videogames deixaram de ser coisa de criança”, nenhum outro jogo é, enfim, Final Fantasy 7.

Mas o que torna FF 7 tão espetacular assim? O sistema de combate? A trilha sonora? A história? Os personagens?

Veja, realmente o sistema de combate é muito bom e interessante, a trilha sonora é uma épica obra prima do gênio Nobuo Uematsu (que junto com Yoko Kanno e John Willians são as únicas pessoas do nosso tempo que realmente conseguem levar uma história nas costas só com a música), a história é boa e os personagens tão interessantes que nem parece que foram feitos por japoneses (são tão bons que, passados 13 anos, eu ainda lembro todos os personagens jogáveis, mais os secretos e alguns NPCs, que é mais do que eu posso dizer de qualquer coisa que eu tenha visto/jogado desde então).

Mas, na minha poderosa opinião, o que torna FF7 épico não é nenhuma dessas outras coisas. O que torna FF7 único é uma única personagem. Aeris Gainsborough (Aerith no original)

Se você é um nerd com o mínimo de respeito por si mesmo, deve ser uma verdade na sua vida que Aeris foi seu primeiro grande amor. Veja, Aeris não é só uma mocinha linda, ela é engraçada (tem tiradas ótimas, o que é absurdamente raro para uma mulher), inteligente, independente, forte, encantadora e cativante de todas as formas que você pode imaginar. O tipo de garota que você gostaria de apresentar para a sua mãe.

Aerith tem uma história pessoal muito triste, cresceu na zona miserável de Midgard, e foi caçada por uma grande empresa para ser um experimento cientifico. Ou seja, ela teria todos os motivos do mundo para ser uma emo chata e revoltadinha, se vestir de preto, usar maquiagem de puta, e ouvir metal melódico, ou qualquer outra merda que faça barulho, mas, apesar disso tudo, se torna uma mulher educada, sincera e apaixonante.

Enfim, Aerith é pra casar e, vindo de mim isso, é mais do que é necessário dizer.

E então ela morre. Em seu mais nobre ato de pureza para salvar o Planeta, ela é covardemente assassinada pelas costas, e não há magia no mundo que possa desfazer isso, e isso é muito do que torna FF7 grande.

Well, there was no reason to believe shed always be there
But if you dont put faith in what you believe in

Pois é, então ela morre.
E a única coisa que você pode fazer é espumar por vingança. Foda-se que o Sephiroth chamou um meteoro que vai destruir o mundo! Foda-se o mundo e os bebês focas fofinhos que vivem nele! O que importa é que ele matou a MINHA Aerith, e por causa disso ele vai ter seus órgãos internos removidos através dos orifícios dos olhos! Vou empalar aquela espada idiota no rabo idiota dele!

...

... hã... bem...

... enfim...

Onde eu estava? Ok, talvez eu não devesse comentar sobre os jogos que marcaram a minha pré-adolescencia...

Sim, eu já tive coração um dia, quem diria não? Seja como for, continuemos. Circulando, circulando, não tem mais nada pra ver aqui...

2º Samus Aran – Metroid

Acho que todos concordamos que Sarah Connor teria bolas de titânio se fosse homem. Entretanto isso não é NADA, veja bem, ABSOLUTAMENTE NADA comparado com essa moça aqui, que ganha o premio culhões de Adamantium.

Mas, pra entender porque ela é tão foda, é necessário uma palavrinha sobre o universo de Metroid. Metroids são uma espécie de água- viva flutuante com garras que DIGEREM qualquer ser vivo até não restar nada além de poeira, sendo a maior praga conhecida pela Galáxia: eles se reproduzem como mosquitos, e podem exterminar com a vida de um planeta inteiro em poucos dias.

O que não seria grande problema, não fosse o fato dos PIRATAS ESPACIAIS acharem uma boa idéia usar os metroids como armas biológicas. Você não leu errado: eu disse PIRATAS. ESPACIAIS.

Se você acompanhou até aqui, e entendeu a minha linha de raciocínio, já sabe exatamente o que ela fez.

Ela simplesmente desceu na porcaria do planeta infestado de Metroids-sugadores-de-almas-fr00m H33ll e PIRATAS ESPACIAIS e EXTINGUIU OS METROIDS. Sim, eu vou repetir, ela EXTINGUIU UMA RAÇA INTEIRA BEM DEBAIXO DOS NARIZES DOS PIRATAS ESPACIAIS. Então os Metroids foram extintos, e os piratas espaciais tiveram suas bolas espaciais chutadas, tudo isso apenas graças a UMA mulher. Sozinha. Nem o RAMBO faz uma culhudice dessas!

Não é atoa que no final do jogo, quando finalmente ela tira a armadura, toda uma geração de nerds ficou de queixo caído ao descobrir que era uma loirinha de olhos azuis. Quer dizer, não é possível, não é sequer concebível, como uma mulher poderia ser tão foda assim?
No one saw that comming...

Piratas espaciais, uma raça inteira de parasitas fr0m hell... Cara...
E se tudo isso não for o suficiente pra te convencer que essa é a "A" mulher...


Não dá pra respeitar alguém mais do que isso, dá?

1º Ellen Ripley (Alien)


Bem, dá sim. Tem como respeitar alguém mais do que devemos respeitar Samus Aran.
Olhando por esse ângulo, dá pra perceber que a série Metroid foi claramente inspirada em Alien, só que Alien tem as criaturas evil matadoras fr0m hell mas não tem PIRATAS ESPACIAIS.

Logo, Metroid é mais foda que Alien (a menos que lancem um Alien V com PIRATAS ESPACIAIS, mas isso é outra história).
Então por que a Ripley é mais foda que a Samus, você pergunta?

Naturalmente, concordo que PIRATAS ESPACIAIS deveriam ser um critério de desempate, e realmente são. Mas a Samus não vence por um pequeno detalhe: assim como ela, a Ripley chutou as bolas babadas alienígenas da face do planeta, e isso é alguma coisa. Só que o que pega mesmo é COMO ela fez isso.

Eu não vou entrar em detalhes agora, para isso acompanhe em breve o nosso podcast sobre o assunto, mas basta dizer que, não satisfeita em voltar ao planeta infestado das criaturas, sacanear os aliens, destruí-los com uma explosão FUCKING TERMONUCLEAR, ela protagonizou a cena mais foda da história das cenas fodas da fodicidade.

Ela simplesmente saiu no braço com a rainha-mãe alien usando uma empilhadeira!
DEUS.
SAIU.
NA.
PORRADA.
USANDO.
UMA.
EMPILHADEIRA.

Vamos falar apenas desta cena, ok? Tem diversas outras pra exaltar toda ninjicidade dela, mas preciso de apenas uma pra mostrar o quanto ela é a mulher mais foda de todos os tempos.

Sair na mão com um alien é épico.
Sair na mão com uma fucking alien-queen de 3 metros é morfonomenal.
Sair na mão com uma fucking alien-queen de 3 metros usando uma EMPILHADEIRA é infinitamente formidável!!!!1111!!!

Desde que eu assisti Alien 2 eu divido as pessoas em três categorias: as que numa situação dessas tentariam fugir e se esconder, as que tentariam lutar e morreriam violentamente, e as que usariam uma EMPILHADEIRA para sair na mão com o monstrengo.

Empilhadeira! FODAM-SE OS PIRATAS ESPACIAIS!
OMFG, eu preciso ter filhos com essa mulher NAU!

Menções especiais: mulheres são notoriamente conhecidas por não fazer nada de útil para a humanidade. Olhe a sua volta: computador, cadeiras, sofá, televisão, melancias quadradas, todas essas coisas que definem a vida como a conhecemos foram criadas por homens. Bem, é apenas a nossa natureza ser FODA, enquanto elas ficam sentadinhas de pernas cruzadas esperando que algum macho resolva a sua vida. É apenas como as coisas são.

Entretanto isso não é inteiramente verdade, não o tempo todo, e eu queria mostrar dois exemplos de como uma mulher do mundo real pode ser FODA PRA CARALHO.

Maria Skłodowska

Alguma vez você já ouviu falar de Frédéric Joliot? Imaginei que não.

Pois então quem foi o Fredinho? Ora, apenas o vencedor do Nobel de Quimica de 1935 porque o filho da mãe demonstrou a existência do nêutron e descobriu a radioatividade artificial. Não obstante, dirigiu a construção da primeira usina atômica em 1948 (que passa bem até hoje). Ou seja, o cabra não foi pouca bosta não. Mas então como você nunca ouviu falar de tal genialidade?

Ora, pelo simples motivo de que sua pessoa cientifica (acho que a “pessoa cientifica” deve ser o arqui-inimigo do “eu lírico”, mas enfim) foi obscurecida pela figura do pusta gênio que foi sua mãe.

E quem foi sua mãe? Quem seria tão foda para ser capaz de eclipsar alguém com esse calibre de descobertas? Oras, naturalmente foi Maria Skłodowska.

Primeira e única pessoa a ganhar DOIS prêmios Nobel em áreas diferentes – um em física e um em química (alias, feito até hoje quase jamais repetido, a única outra pessoa a ganhar dois Nobels em áreas de verdade, obviamente que bichices como “literatura” e “paz” não contam, foi Linus Pauling, por ganhar dois em química, e desde então nunca mais aconteceu), de modo resumido dá pra dizer que Maria descobriu apenas a RADIAÇÃO. Caralho, Fallout não existiria se não fosse por ela! Isso definitivamente não é pouca merda não! Radiação cara! (efetivamente ela veio a morrer de câncer justamente por causa disso).

Óbviamente que as pessoas sabiam que você morria se usasse uma barra de urânio com césio 132 como vibrador, mas ninguém sabia exatamente como aquela porcaria funcionava na prática. "É assim e deu" não é uma resposta aceitável (a menos que você pertença a alguma religião, mas isso é outra história).

Mas, não contente, não sendo suficiente, ela ainda faturou OUTRA taça por ter descoberto DOIS elementos novos (o radio e o polônio, pode checar na sua tabela periódica que você tem na cortina do Box do banheiro). DOIS. Cara, quantos elementos químicos você descobriu até hoje? (não, o que o seu corpo produz depois do rodízio de churrascaria não conta). Pois é, foi o que eu pensei.

Eu realmente não sei o que é mais fantástico aqui: a capacidade aparentemente infinita e ninja da cabeça dessa mulher, ou ela ter feito todas essas coisas apesar de ser mulher. Ora, é um fato sabido que mulheres são intelectualmente inferiores, e possuem uma generosa contagem de neurônios a menos (tanto é que nem existe uma versão feminina da palavra “gênio”, simplesmente porque não é necessário, oras), então, o fato de ela ter feito todas essas coisas APESAR de ser mulher apenas torna tudo mais inacreditavelmente ninja ainda. Dois polegares pra cima pra ela.

À proposito, Maria Skłodowska adotou o nome de casada de Marie Curie.

Rosa Louise McCauley

Bem, quem foi Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks?

É necessário explicar um pouco da história dos EUA. Ao contrário do que acontece no Brasil, nos Estados Unidos existe conflito racial. Veja bem, esse é um ponto muito importante: eu não estou dizendo que não existe racismo no Brasil, acho até que existe mais do que em quase qualquer lugar, o que eu estou dizendo é que não existe o conflito, a discussão, o problema é varrido pra debaixo do tapete para que possamos resolvê-lo.

A falta de conflito racial no Brasil é a paz do mais forte, que é tão mais forte que sua dominação nem mesmo é contestada, e do mais fraco, tão mais fraco que nem vale a pena começar a brigar. Assim é fácil não ter conflito racial.

A questão é: isso é bom?

E qual a vantagem de se discutir as coisas? Deixa eu te dar um exemplo: nos EUA, esse país que no imaginário ignorante brasileiro é um inferno racial, um professor negro foi preso ao tentar entrar na própria casa. O incidente virou assunto nacional, dando origem a mais uma reflexão sobre o racismo no país todo.

No Brasil, o caso de um cidadão negro que foi espancado e torturado pelos seguranças de um supermercado, e pela própria polícia, acusado de roubar seu próprio carro, demorou mais de duas semanas a aparecer no primeiro grande jornal, e o assunto foi rapidamente enterrado.

Percebe a diferença e a falta que o conflito racial faz?
O Brasil seria um país muito melhor se houvesse um pouco mais de conflitos raciais; se episódios como esse repercutissem por todo país e fizessem mais pessoas repensarem suas opiniões idiotas; se mais negros lutassem por seus direitos; se mais brancos fossem abertamente (ao invés de insidiosamente) racistas. Se fosse assim, então talvez a coisa tivesse jeito.

Bem, e Rosa Parks com isso?
Acontece que nos EUA, em 1955, era natural que os negros, quando usassem transporte coletivo, sentassem bem lá no fundão do ônibus e ficassem quietinhos. Isso era tão normal nos EUA quanto hoje é normal no Brasil você entrar num restaurante um pouco mais caro, e ver que os únicos negros ali são os que estão carregando bandejas. Tudo muito natural e difícil de imaginar a vida de outra forma.

Rosa Parks era uma costureira negra com culhões do tamanho de toranjas, se querem saber minha opinião. Numa bela manhã de domingo, voltando da missa, ela teve a insanidade e a coragem de sentar no banco da frente de um ônibus. O motorista parou imediatamente e a lembrou "gentilmente" que ela estava cometendo um engano, e que aquele não era o lugar de gente como ela, ao que prontamente ela respondeu “tomate cru é vitamina, como tu e tuas primas”.

Ok, talvez ela não tenha dito com essas palavras, mas a idéia foi bem por aí.
O delicado equilíbrio da questão racial nos EUA, que já cozinhava por baixo do tapete por algum tempo, era um equilíbrio instável que podia ser abalado pela menor das brisas.

E naquela manhã Rosa Parks fez ventar forte na gringolândia.

Como não podia deixar de ser, Rosa Parks acabou sendo presa, o que em nada afetou sua resolução e coragem de titânio. A atitude dela foi o estopim que faltava para desencadear uma reação em cadeia, liderada então pelo jovem pastor Martin Luther King Jr, e de um boicote aos ônibus Montgomery evoluiu a uma cruzada que mudou para sempre a forma que os EUA discutem suas questões.

Martin Luther King Jr eventualmente foi assassinado, e Rosa Parks morreu em 2005 de causas naturais.
Poucas pessoas na história da humanidade realmente mudaram as coisas para melhor (para não citar que dá pra contar nos dedos as mulheres que fizeram alguma coisa relevante), e essa foi uma delas.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

[REVIEWS] Fringe e FlashForward: um retorno e uma pré-estréia

ATENÇÃO: o post abaixo está lotado de SPOILERS!

Um alô para nossos leitores. Essa é uma ocasião especial, além de ser a estréia da segunda temporada de Fringe, temos a pré-estréia da ótima FlashForward. Resolvemos então fazer uma resenha em conjunto. Esperamos que apreciem.

Pra facilitar suas vidas, destacamos os trechos escritos pelo Rodrigo em
azul, enquanto os comentários do Kasul estão em verde.


Fringe s02e01 - "A New Day in the Old Town"


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E finalmente chegou a 2ª temporada de Fringe! Depois de uma 1ª temporada que começou muito bem, deu uma ou outra deslizada em sua primeira metade, mas daí pra frente só foi melhorando até o excelente season finale que apontava pra um caminho cheio de possibilidades, a série volta com tudo, e ganha novos rumos.

Não podemos aqui deixar de comentar um pouco dos momentos marcantes do final dessa primeira temporada. Encontramos Walter num pequeno cemitério. Descobrimos que o túmulo para o qual olha pertence a seu filho Peter, morto ainda criança. Então quem é o Peter que participa da trama? Minha hipótese é que, de alguma forma, Walter o tenha trazido de outra dimensão, para substituir o filho morto. Isso explicaria sua constante preocupação com a saúde dele e também as citações de gostos do filho que não mais correspondem à verdade.

Outro ponto marcante do final foi Olivia se encontrando com William Bell. Explícita a forma como deram a entender que estavam numa outra realidade, primeiro dando um close no jornal, onde uma notícia já colocava Obama como presidente, ficando assim clara a data atual, e logo após, as Torres Gêmeas ainda intactas.

Se a minha preocupação durante esses meses de espera era a forma com que os roteiristas lidariam com a "abertura" de caminhos proporcionada pelo final da temporada anterior, este primeiro episódio veio como um grande alívio. Tudo que havia de melhor em Fringe estava lá, e muitos dos pontos negativos da primeira temporada começaram, aos poucos, a serem consertados.

O episódio tem início imediatamente após um acidente envolvendo dois carros. Um desconhecido sai de um dos veículos cambaleante, andando desorientado pelas ruas de Manhattan, até conseguir entrar num prédio, matar um homem e, com a ajuda de um aparelho estranho, assumir a forma do sujeito! Logo nesta cena começa uma série de citações a uma das principais fontes de inspiração de Fringe. Na TV do apartamento onde se encontravam passa uma cena de Arquivo X, focando o inesquecível casal de agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully.

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Desta vez a verdade está mais "lá fora" do que você imagina, meu caro Mulder.

Partimos então para a abertura do episódio. Os mais atentos notaram que todas as palavras que aparecem durante a apresentação foram trocadas. Agora somos bombardeados com frases como Universos Paralelos, Poder Extra Sensorial, Protociência, Mente de colméia (ou coletiva), entre outras. Será isso uma dica de coisas que poderemos ver nesta temporada?

Não demora muito e já somos apresentados à nova personagem do elenco fixo da série, a agente Amy Jessup, uma gracinha que é intimidada pelo agente Broyles a fim de que ela desista de ir mais a fundo no caso em que se meteu.

Outro destaque, pois essa agente não parece ter entrado no meio dessa confusão por acaso. Dá a entender que sabe muito bem onde está e o que quer fazer. Mas suas verdadeiras motivações ainda são um mistério.

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Tá, eu vou ouvi-lo com essa cara de quem tá com muito medo,
mas não darei a mínima pro que me pediu.

Como se as coisas já não tivessem começado suficientemente estranhas, descobre-se que o outro carro é de Olivia Dunham, embora ele não traga o menor sinal de que ela esteve ali, até que Walter Bishop vai lá dar uma fuçada no veículo que, do nada, começa a funcionar, e "cospe" a agente de dentro dele, através do parabrisa!

E os mistérios seguem um atrás do outro! Olívia é por um tempo considerada clinicamente morta, mas não demora a acordar falando uma frase misteriosa em grego, além de dar a entender que há uma ameaça contra o mundo inteiro chegando no horizonte, e que antes do acidente tinha um encontro decisivo com alguém. Atormentada, atordoada e paranóica ela soa como uma personagem bem mais interessante do que vinha sendo na primeira temporada.

Mais tarde somos apresentados à possibilidade do transmorfo ser um soldado de outro universo, que por sua vez é uma idéia MUITO parecida com o conceito de espiões que podiam assumir a forma de qualquer pessoa, usados na 2ª temporada de Alias, que por sinal foi a melhor de todas (de repente um sinal de que este também será o caso de Fringe?).

E que tal um espelho que mostra um universo paralelo?! Ou ainda uma máquina de escrever que "capta" mensagens datilografadas em sua contraparte de outro universo?!

Legal destacar aqui que toda a “super tecnologia” usada em Fringe é construída de modo bem rústico. Nada de hologramas, lasers ou outras coisas digitais e “futurísticas”. Mesmo as máquinas que fazem as coisas mais esquisitas como o teletransporte, ou atravessar paredes, demandam um esforço grande para serem produzidas e utilizam apenas material , por assim dizer, comum. A comunicação entre as realidades é feita com uma simples máquina de escrever. Note-se a máquina de transformação usada pelo soldado, um aparelho com um interruptor muito antigo, e que ainda necessita que uma parte com pregos sejam enfiadas no céu da boca do sujeito... Mas tudo isso é bola dentro por parte dos criadores, que trazem todas essas coisas surpreendentes para termos mais plausíveis, ou o que costumamos chamar de pseudociência.

Mais tarde no episódio, Arquivo X torna a ser quase explicitamente citada durante a audiência de Broyles em Washington, quando o comitê de investigação menciona a "designação X" referente a casos inexplicáveis do FBI. O que demonstra o senso de justiça que os roteiristas de Fringe possuem, tornando ainda mais claro que a intenção deles não é plagiar, mas inovar no uso de algumas das idéias apresentadas ao longo das 9 temporadas da série de Chris Carter.

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Essa só veio pra cá porque achei ela uma gatinha. Especialmente quando ela diz:
"Ele é de outro universo, cara!" Pelo jeito como ficou, até parece que teve um orgasmo na hora

E já que falamos do Broyles, descobrimos neste episódio que ele já foi um militar com a patente de Coronel, e que tem um caso com Nina Sharp, a "garota propaganda" da Massive Dinamic! Até onde estas informações serão relevantes pra trama, só o futuro dirá.

John Noble continua mostrando a cada episódio que é um grande ator, alternando com facilidade entre cenas cômicas, tensas e dramáticas. A empolgação quase infantil de Walter Bishop diante da permissão do filho em fazer algo que desejava muito é um dos muitos pontos que contribuem para o grande carisma do personagem, talvez o mais querido do público.

Pessoalmente, ele é o meu personagem favorito nesta série. (o que não é nenhuma grande surpresa, já que um dos pontos negativos de Fringe é a falta de mais personagens carismáticos, a começar pela Olivia)

A cena em que ele faz uma autópsia ao mesmo tempo em que supervisiona Astrid enquanto ela prepara sua receita de pudim é ótima!

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"Mistura bem essa massa enquanto eu cuido do "presunto" aqui!"

Peter Bishop também se destaca, se tornando ainda mais atuante na história, e tomando atitudes que apontam pra uma participação mais importante do personagem nesta temporada.

Já tava na hora né? Peter sempre me pareceu um personagem de grandes possibilidades, mas andava meio ofuscado pela trama até então. (adorei a cena final dele com o Broyles, mostrando quem dá as cartas agora)

O mesmo valendo pro Agente Charlie, interpretado com competência por Kirk Acevedo, que soube aproveitar sua chance de mostrar um pouco mais de seu talento. Sinal de que os roteiristas estão dispostos a explorar mais os coadjuvantes nesta temporada (vamos ver se a Astrid desta vez ganha um "background" mais elaborado).

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Momentos finais de Charlie antes de seu futuro tornar-se sombrio

O episódio termina com uma seqüência de ganchos promissores a serem melhor desenvolvidos no decorrer da temporada. Sendo um dos mais intrigantes, na minha opinião, a cena em que Amy começa a relacionar os casos já investigados pela Divisão Fringe a passagens da Bíblia (!). Vamos aguardar o que sairá disto.

Resumindo, um excelente episódio de estréia, que chegou a ser melhor que o episódio piloto, pela quantidade de possibilidades criadas para a série, o que já era de se esperar por tratar-se de um roteiro escrito por J. J. Abrams, e Akiva Goldsman, este último também cuidando da direção. Que este nível se mantenha nos próximos!

E, o mais importante, a vaca está de volta! hahaha


FlashForward s01e01 - "No More Good Days"

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E a série que é a mais nova tentativa de encontrarem uma substituta pra Lost (que daqui a pouco termina) começou muito bem!

Nota aos leitores: segue abaixo resenha muito bem feita pelo Rodrigo. Vou me limitar a alguns comentários irônicos durante o texto.

Com elenco e produção de primeira, FlashForward já começa a história do ponto em que Los Angeles está mergulhada no caos instaurado pelo evento global que ocorre simultaneamente a todos os seres humanos. Dá um gostinho de quero mais, numa cena que lembra MUITO a abertura de Lost (personagem acorda desorientado num cenário posterior a um grande acidente, e encontra pessoas apavoradas, gritando, pedindo socorro...), mas logo trata de dar uma "esfriada" no telespectador, voltando algumas horas no tempo pra mostrar onde cada personagem estava antes de tudo ocorrer.

Assim, conhecemos um pouco da vida do casal principal, Mark e Olivia Benford. Ele, interpretado por Joseph Fiennes (o "Shakespeare Apaixonado"), um detetive que anda tendo problemas no casamento, graças à sua condição de ex-alcoólatra. Ela (papel de Sonia Walger, a Penny de Lost, uma delícia de mulher! ai ai...), uma médica que está fazendo de tudo pra salvar seu relacionamento com o marido, como, por exemplo, deixando bilhetinhos irônicos pra ele aprender a tomar jeito.

E olha o estereótipo! Os jardineiros deles são latinos... serão imigrantes ilegais?
Tá, eu não acho a Sonia Walger isso tudo não, se é para falarmos de gostosas vindas de Lost, de começo podemos citar a ... Ops, vamos voltar pra resenha... (algo naquela mulher me provoca muito... acho que é aquele sorriso meio torto dela)

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"Ser ou não ser... Ooops! Personagem errado!"

Os dois têm uma filha chamada Charlie (Lennon Wynn), que até o momento se mostrou apenas como uma daquelas menininhas loirinhas, coradinhas, de vozinha e jeitinho cutie, embora seja dela uma das melhores frases do episódio de estréia ("Sonhei que não há mais dias bons"), que por sua vez é o título do mesmo.

Creepy... lembrei dessas menininhas de filmes de terror agora.

Ainda temos Demetri Noh (John Cho), parceiro de investigação de Mark, que o acompanhava quando as mentes de todo o planeta se apagaram, bem no meio de uma perseguição a uma mulher suspeita de financiar atos terroristas (o que, obviamente, é o mote pra ser a primeira culpada pelo evento).

Também conhecemos Aaron Stark (Brian F. O'Byrne), padrinho de Mark no AA, que teve sua filha morta no Afeganistão há dois anos, e ainda procura uma forma de enfrentar a perda, sem mergulhar novamente no vício.

À beira de uma praia encontramos Bryce Varley (Zachary Knighton), médico e colega de trabalho de Olivia, que passava por uma fase péssima em sua vida, chegando ao ponto de tentar suicidar-se pouco antes de também apagar com o resto do planeta.

Vai ter sorte assim lá na pqp... (enrolou demais pra puxar o gatilho)

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Mais um pretenso suicida cagão que não deu conta de ir até o fim.
Pfff!

E por fim Nicole, a babá de Charlie (Payton List), que não pensa duas vezes antes de ligar pro namorado pra darem uma trepada no sofá do casal Benford enquanto a garotinha tira um cochilo no quarto.

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Ela adora dar 'umazinha' em dias de caos global! ^.^

Há outros personagens além destes, obviamente, mas que não ganharam tanto destaque no episódio, o qual deixou bem claro que ainda há muito o que falar deles.

Quando voltamos ao ponto em que o episódio teve início somos apresentados à série de conseqüências do evento que botou toda a humanidade pra dormir durante exatos 2 minutos e 17 segundos, tempo em que todos se viram 6 meses no futuro, exatamente no mesmo dia, 29 de abril de 2010.

Mas antes de mergulhar fundo no mistério da natureza do fenômeno, há a preocupação de mostrar como o mundo foi afetado durante um tempo tão curto em que a Terra, literalmente, parou.

Como o foco da história é Los Angeles, vemos a cidade num estado totalmente caótico. Carros acidentados em praticamente todas as ruas da cidade, incêndios, pacientes de hospitais mortos antes de intervenções cirúrgicas, helicópteros que se chocaram contra prédios quando seus pilotos "dormiram" em pleno vôo, dezenas de banhistas mortos por afogamento nas praias quando perderam a consciência, saques em várias lojas da cidade.

E não demora muito pros personagens descobrirem que não aconteceu só ali.

Notícias pipocam a todo momento nas TVs: Incêndios próximos à Torre Eifel! Mortes em massa em Hong Kong! 877 acidentes aéreos somente nos Estados Unidos!

No Brasil deve ter voltado o caos aéreo... mas ae logo vem uma ministra e diz pra relaxar e gozar... (provavelmente é o que ela estava fazendo no momento do apagão)

O mundo inteiro fica paranóico com a possibilidade de acontecer de novo, e tudo ficar ainda pior.

Que nada, é só uma marolinha... (Pegadinha do Malaaandro!!!)

E quando começam a surgir relatos do que cada um viu em seu futuro daqui há 6 meses, tem início os mistérios! (Oh, YEAH, BABY!)

Aparelhos de ressonância magnética usados em pessoas que tinham seus cérebros examinados no momento do acidente registraram uma atividade altíssima no hipocampo, o "centro da memória", fato que só acontece quando estamos acordados, indicando que não se tratava de sonhos ou ilusões tudo aquilo que as pessoas viram.

Com o clamor geral por uma explicação sobre a origem do fenômeno surge uma idéia: postar os relatos das visões de todos em jornais de circulação nacional nos Estados Unidos. E também criar um site mundial onde todos possam postar suas experiências, a fim de cruzarem referências, e criar conexões entre elas, para que se chegue a algumas respostas.

A mulher suspeita de terrorismo se vê no meio de uma tempestade, onde cavalos correm assustados.

Mark se vê sozinho, 6 meses no futuro, em seu escritório. Está apreensivo, voltou a beber. Observa febrilmente uma parede cheia de anotações sobre o Caso Mosaico, no qual ele tenta reunir o máximo de informações possíveis das pessoas que tiveram flashforwards a fim de chegar a uma resposta. De repente aparece um sujeito mascarado e armado claramente sem boas intenções.

Com três estrelinhas tatuadas no antebraço...

Charlie tem um pesadelo onde "não há mais dias bons."

Olívia se vê amorosamente envolvida com um homem que nem sequer conhece.

Bryce recupera seu gosto pela vida, quando vê que ela mudou pra melhor no futuro.

Aaron se vê diante da filha que estava supostamente morta.

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"Whoohooo! Finalmente vou ter um flashforward!"

Mais tarde Olívia recebe o garoto Dan no hospital, vítima de um dos muitos acidentes ocorridos no momento do apagão. Quando ela o conforta dizendo que vai ficar bem, pra sua surpresa, antes de ir pra sala de cirurgia, ele responde "Eu sei, Olívia", sendo que ela nem o conhecia (!).

Logo descobrimos que Dan é filho de Lloyd, que estava em Stanford durante o flash forward global, o qual, por sua vez, é o homem com quem ela se viu envolvida em seu futuro (informação que Olivia ainda desconhece).

Como se todo esse mosaico de premonições não bastasse, Demetri reaparece como o único até o momento que diz não ter passado por flashfowards, e desconfiado de que isto significa que estará morto quando 29 de abril chegar.

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"Pô! Eu também queeerooo! >.<"

E pra fechar, temos um ótimo gancho que nos apresenta a figura misteriosa do único ser humano até então conhecido que permaneceu acordado durante o flashforward.

Já temos os possíveis suspeitos: Peter de Heroes ou Neo de Matrix... (vai dizer que na hora que ele olhou pros dois lados vocês não pensaram que ele olharia pra cima e sairia voando? =P)

Bom, acho que deu pra notar que a intenção é investir no público que curte séries dramáticas de suspense com toques de sci-fi e paranormalidade (meu caso, obviamente).
Opa! o/ (1, 2, 3! Baila salsa e merengue, Maria! Foi mal, não resisti! ^.^'')
Bem produzida, bem escrita, e com um elenco variado e talentoso, FlashForward tem tudo pra ser uma série instigante daquele tipo que deixa o telespectador com os olhos grudados na tela do início ao fim do episódio, e louco para que a próxima semana chegue.

Alguém falou de 24 Horas?
(que por sinal teve uma 7ª temporada excelente)

É sempre bom ser pego de surpresa, e sentir arrepios de ansiedade diante de uma história, e felizmente foram estas as reações que este episódio despertou em mim. E que continue assim!