domingo, 23 de agosto de 2009

[PODCAST] Conversando na Inexistência: Prisões, parte 1


Não é o anúncio de um filme live-action de Cavaleiros do Zodíaco,
de modo que a outra única coisa que pode causar tal reação é...

Sim, sim amiguinhos, vocês leram direito o título do tópico!
Contra as trevas e a falta de esperança, surge como cavaleiro branco da esperança o inigualável, irretumbável, (com seu vestidinho preto) indefectível podcast desse blog!!!

Eu sei o que você está pensando: "aimeldewwws!! kI dImMmMmAaAaIiIsSsSsS!!!!"

E é demais mesmo! Um bate-papo de uma hora sobre o tema "prisões" nos seriados, filmes, HQs, e hai-kais sobre o tema com a incrível e esfuziante participação do Rodrigo em pessoa (sim, você finalmente conhecerá a voz por detrás do homem!), o não menos épico e inenarrável Cilon (a.k.a. eu!) e do nosso colega capelense Aélsio. Todas as pessoas que você aprendeu a amar e adorar os textos agora on the radio!

O que está esperando? Ouça online agora!



Guia do Podcast
00:01 Apresentação (Johnny Cash - Folsom Prison Blues)
01:40 Why should i fucking care?
03:55 No lugar errado na hora errada
07:05 A Espera de um Milagre
08:10 Gente como a gente
08:50 Conair, a rota da fuga
10:35 Rodrigo é atropelado
11:43 Everbody wants kung fu fighting
12:10 Haaalp!
12:35 White and Nerdy
14:00 Um Sonho de Liberdade, catando o sabonete no chuveiro
14:55 Maionese que nem parece maionese
15:55 Eu tenho que dar o fora daqui, disse o bufão ao ladrão
17:55 Um sonho de liberdade (spoiler alert)
20:02 As prisão americana
20:27 High School Sona
21:50 Pontos recorrentes
22:15 A velha guarda da prisão
23:10 Cuidado com o que deseja, pode ser que se realize
24:24 Depoimento de um ex-detento filósofo
25:20 Sistema de cotas
27:15 Mah Boy
28:00 Severino quebra-galho
30:58 Steve Mcqueen e Papilon
34:05 Prison Break
38:00 Drible no espectador
39:10 Enxugando o cast
43:51 Loucademia de Policia
44:05 FBI Assistencia Tecnica Autorizada
44:35 Brad Bellick
45:24 Meninas, ewww...
46:27 E aí meu irmão, cadê você?
50:20 Maconha enrolada com jornal (baseado em fatos reais)
51:05 Prison Break season 3
53:03 Houston, temos um problema
56:50 Panama Facts
58:45 Como assim, Bial?
1:02:20 Lincon is a wussie
1:03:50 Momento Nelson Rodrigues
1:05:10 Coisas de overlord do mal
1:06:35 Considerações finais sobre Prison Break
1:09:30 Verdades inquestionaveis

fim da parte um, o papo sobre prisões continua na próxima semana
(e não falaremos mais de Prison Break, sério!)


[CRÍTICA] Feliz Natal

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No começo deste mês, mais exatamente no dia 1º, fui na Mostra Selton Mello que estava acontecendo em Passos, Minas Gerais. Confesso que só viajei até lá com a minha irmã, virei hóspede por um dia na casa do namorado dela, e assisti Feliz Natal, só pra no final disto tudo tirar uma foto ao lado do ator, que esteve presente em todas as sessões da mostra. Sim, eu realmente não tinha nada melhor pra fazer naquele final de semana. E a prova de que cumpri a missão que me propus está logo abaixo (praqueles que não tiveram a chance de vê-la no meu Orkut).



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Mas felizmente esta minha obstinação de viver meu momento "tietagem" serviu não apenas pra satisfazer minhas necessidades egoísticas de auto-afirmação por intermédio da parasitagem da fama e prestígio alheios. Serviu também pra eu conferir o primeiro trabalho de um ator que considero um dos mais talentosos do nosso país, desta vez atrás das câmeras, como diretor.

Logo de início o que chama a atenção em Feliz Natal são as escolhas de enquadramento tomadas por Selton Mello, na seqüência inicial, pontuadas por uma trilha sonora incidental. Aos poucos somos apresentados ao protagonista, Caio (Leonardo Medeiros), no começo mostrado à distância, perdido em meio às carcaças do ferro-velho onde trabalha. Descobrimos sua rotina diária, sua vida pacata, e uma paz um tanto insegura de si num lar simples e tranqüilo que ainda assim transmite certo desconforto. Aliás, este é um dos elementos fundamentais que estabelecem o clima que permeia o filme inteiro. O incômodo gerado pela música do primeiro ato só é melhor compreendido mais adiante, quando descobrimos o quanto o passado de Caio o atormenta, impedindo-o de aproveitar plenamente aquela paz e calmaria oferecidas pela cidadezinha interiorana onde escolheu exilar-se.

No segundo ato da história, quando Caio vai para a festa de Natal de sua família, já é possível encontrar muitos indícios de que Selton Mello andou trocando muitas idéias com os diretores e toda a equipe de produção dos filmes em que atuou.

Toda a seqüência de eventos ocorridos na festa é recheada de hiper-closes enigmáticos que pacientemente vão se abrindo, deixando mais claros seu significado e contexto, os quais também funcionam como fator de reforço do incômodo que se torna a presença de Caio naquele ambiente.





Nesta parte foi fundamental o ótimo entrosamento entre os atores, todos muito competentes na interpretação dos diálogos cheios de citações vagas de um passado que poucas vezes fica claro para o espectador. São muitos olhares enviesados, reencontros em parte indesejados, e desafetos muito próximos de explicitarem-se.

Caio é o catalizador de reações por muito tempo adiadas. A última gota que faltava pra todo um manancial de frustrações, decepções e insatisfações individuais transbordarem, sendo ele o "elefante branco" daquela família a tentar mais um mergulho naquela piscina que esconde mais do que revela.

O plano-seqüência que fecha o 2º ato vem como um novo exemplo da ousadia e maturidade de Selton Mello, que o usa como recurso narrativo a fim de ilustrar com maior ênfase as oscilações de postura e humor entre os personagens uns com relação aos outros. Nela vemos o amor quase incestuoso entre Caio e sua mãe Mércia (Darlene Glória) emergir de maneira mais acentuada; o desprezo odioso e enciumado de Miguel (Lúcio Mauro), seu pai, tanto pelo filho como pela ex-esposa; e novamente Mércia, interpretada com brilhantismo exemplar por Darlene Glória tanto nesta como em todas as outras cenas em que participa, que despreza o resto de sua família, a qual, por sua vez, a considera louca.



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Passado todo o trecho-chave da festa, já temos uma noção de que a história trata o tema arquetípico da "volta do filho pródigo", apresentado em Feliz Natal numa versão deturpada e um tanto pessimista, onde a tentativa frustrada de reintegração de Caio abala toda a frágil estrutura daquela família, cuja base é tão corrompida de hipocrisia. Fato este muito bem ilustrado na cena do almoço, em que Mércia insiste em lembrar todos os presentes do verdadeiro significado da data que supostamente comemoravam, e tem suas palavras ignoradas. A "louca" acaba mostrando-se a personagem mais consciente da deterioração moral de sua família.

A 2ª metade do filme busca explorar os desdobramentos daquela festa sobre as vidas dos que foram mais afetados por ela. Acompanhamos Caio trocando a família pelos amigos de vida tão inconseqüente quanto a que ele levava antes de sua mudança. Sua cunhada, Fabiana, interpretada pela bela Graziella Moretto (que ninguém tira da minha cabeça que se parece demais com uma irmã mais velha da Paula Toller, do Kid Abelha), a cada dia mais insatisfeita com o rumo que tomou seu casamento. Seu pai, Miguel, cujo ódio por Caio é o maior mistério que procuramos desvendar da história. Sua mãe, Mércia, a cada dia mais distante da sanidade de um mundo que enxerga como injusto por ter-lhe afastado seu filho mais amado. E seu irmão, Theo (Paulo Guarnieri), invejoso do espírito indomável que um dia enxergou em Caio, e frágil a ponto de deixar que sua piedade pelo mesmo abale ainda mais seu casamento e sua relação com o pai.





Quando a nebulosidade do passado de Caio torna-se perturbadora o suficiente, surge um vislumbre do evento que foi o ponto de ruptura entre sua vida anterior e a atual, sob a forma de um flashback que não se limita a apresentar um passado objetivo, optando por uma subjetividade carregada de significados ocultos. Assim, o momento mais revelador do filme torna-se também um dos mais passíveis de interpretação.





Outro grande destaque do filme é o elenco bem equilibrado. Darlene Glória dá um show de interpretação como Mércia, cuja figura me lembrou muito o trabalho de Ellen Burstyn em Réquiem para um Sonho, embora consiga ser tão original e visceral como sua contemporânea americana. Vale também destacar o trabalho de Fabrício Reis, que interpreta um dos sobrinhos de Caio, muito a vontade e cativante em sua tarefa de convencer-nos de que se trata realmente de uma criança, ao contrário das muitas que desfilam pelo cinema e a TV como se fossem andróides se passando por humanos. E, claro, Leonardo Medeiros, usando uma atuação contida e comovente que consegue passar todo o peso de culpa e frustração carregado pelo personagem.

Feliz Natal é uma estréia que surpreende pela segurança e ousadia demonstradas por Selton Mello na direção. Por uma história que foge do convencional e de soluções fáceis, evitando a tarefa de agradar um público maior. Funciona mais como uma provocação. É a conquista de um paraíso feito das carcaças de uma vida cheia de acidentes de percurso. É a busca de um homem por redenção, condenando-se à pena de lidar dia após dia com reflexos distorcidos e retorcidos daquele que considera seu maior pecado: o peso da vida que tirou graças a mais uma de suas inconseqüências, talvez maior que o peso sentido pelo desperdício de uma vida que ele acredita não merecer.

Trazendo um final que é tanto poético como trágico, Feliz Natal encerra-se como uma obra cujo principal objetivo é levar o espectador à reflexão. Como o próprio Selton Mello definiu sua primeira experiência como diretor, Feliz Natal é um filme pra ser degustado, que nos consome um tempo maior para captarmos toda nuance de sabores que ele oferece, por mais amarga que seja a mistura de todos eles no final.

sábado, 22 de agosto de 2009

[TIRINHA] - Os animais do bosque dos centavos - Vida saudável


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"Os Animais do Bosque dos Centavos" é uma tirinha escrota criada por mim e atualizada com frequencia aleatória. Have Fun.



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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

[OPINIÃO] A orkutização da existencia

Esse cara foi sacaneado por um canguru.
O que não tem nada haver com o assunto, mas é formidavel demais para não ser postado

Não, eu não odeio o Orkut. Também não odeio o Galvão Bueno nem o Faustão e na verdade até acho engraçados esses dois últimos (assim como vc, que fala mal pra pagar de cool mas não perde uma transmissão dele). Mas voltando ao tema, esse post não é para falar mal do orkut, it's something else.


Na ultima década, enquanto eu ainda era jovem e juvenil, garoto colorido tão cheio de vida que não cabe no país, eu usei bastante essa ferramenta e conforme a misantropia e a sociopatia iam tomando conta de mim eu fui percebendo essa pequena mas absurdamente irritante característica do ser humano. Ou se não é uma característica do ser humano, passou a ser na ultima década de qq jeito a qual eu não acho que o Orkut seja o culpado por criar apenas por revelar esse ponto (assim como as Lan Houses a R$1,00 e os computadores em 86x nas casas Bahias não são os culpados pelas antas na internet, apenas revelam uma coisa que sempre esteve lá)

O que eu chamo de "efeito Orkut" é essa necessidade de querer aparecer mesmo sabendo previamente que ninguém vai dar a mínima atenção a vc. Quer um exemplo?

Tópicos do tipo "Diga sua cor favorita" (acrescente aqui todos os erros de português que conseguir imaginar). Esse tópico tem 49574 respostas, cada um foi lá e postou o que achava sem nem ler o que o anterior escreveu e assim sucessivamente. A minha duvida é: qual o ponto? Pq isso? O que a pessoa espera com isso? Pq ela faz isso? O que ela estava pensando?

Eu realmente não gosto de pessoas, e se tem uma coisa que é menor que o gostar delas é a minha capacidade de compreensão das mesmas.

Vê, eu entendo a necessidade de aparecer, deixar sua marca, ficar na história, ter seus 15 minutos de fama. Junto com pegar mulher, essas são as duas coisas que empurraram a humanidade pra frente nos últimos 25mil anos. Mas isso eu entendo. O que eu não entende é querer fazer o mesmo sabendo que vai ser sumariamente ignorado.

Vc é uma das 50mil pessoas que postaram no tópico ali que todo mundo leu sem postar. E aí?

Bem, acho que vcs entenderam meu ponto. Se não entenderam é pq são extraordinariamente burros, então fodam-se. Dando uma voltinha pelo Orkut é fácil constatar que 90% dos tópicos são desse tipo, 9% são tentativas de pegar alguém a qq custo e 1% são tópicos com assuntos relacionados ao tema da comunidade que invariavelmente descambam em xingação generalizada (isso quando não são temas da comunidade cheios de post "postei sem ler só pra dar a minha opinião, vlw!")

Ai vc poderia argumentar que o problema talvez seria o publico médio do Orkut. Ok, realmente adolescentes entre 13-16 anos semi-alfabetizados realmente não são as credenciais que eu apresentaria ao líder da invasão alienígena. Mas não é só isso.

Eu tenho um vídeo upado no youtube que hoje completara 300mil exibições. Mas alem do vídeo, eu recomendaria que vc desse um pulinho na pagina de recados:



São mais de 550 comentários , a vastíssima maioria deles apenas dizendo algo como 'huahujhfjalçjdksn,nm,cnm,.nm,kjhjdh". Eu torno a perguntar: qual o ponto, afinal?

Ok, a pessoa deu sua opinião (ou bateu a cabeça no teclado, em termos de Brasil não tem tanta diferença assim também) mas NINGUEM vai ler ou dar a mínima ou lembrar ou qq coisa. Eu entendo quando vc deixa uma mensagem pra falar algo para o autor do vídeo ou até mesmo, argh, discutir com outras pessoas. É imbecil, mas isso eu entendo. Agora, isso de "oi mãe postei aqui" realmente foge da minha compreensão.

Mas vá lá, faz parte da idiotice humana eu suponho. E felizmente eu não estou tão louco assim, porque não foi o único que percebi essa loucura sem sentido já que o pessoal da então quase falida Odeo Inc. percebeu essa característica idiota do ser humano e o que fez?

Ahá, lançou o Twitter!

O Twitter é uma mistura de Orkut com MSN aberto, com a premissa "O que vc esta fazendo agora?". Ok, eu entendo usar o Twitter para conversar com seus amigos, para trocar links ou receber noticias, vai lá. Mas 90% dos "tweets" são coisas do tipo "Estou coçando a perna", "meu café veio com 2 cubos de açúcar e não 3" e assim por diante. Teoricamente teriam, sei lá, 20 pessoa "te seguindo" e lendo suas atualizações mas na real elas só te seguem para que vc leia as atualizações delas e ai temos um mar de pessoas falando sozinhas mas torcendo que alguém não as ignore como elas fazem com os outros.

Putaqueopariubátima! Isso é loucura! Isso é insanidade!




Isso, é claro, pra não falar dos joguinhos do Twitter (tipo "cite três palavras usadas após o sexo") que NADA diferem dos posts do Orkut ou dos comentários hikhsflnvjlkkhewkfhn do youtube. E olha que eu não estou nem entrando no mérito da palhaçada que se tornou a questão do numero de seguidores para alguns. E não, eu não vou falar do #forasarney pq embora não pareça até eu tenho um limite de quanta vergonha alheia pode ser tolerada

Sério, se o Twitter não é a definição de LOUCURA esculpida em carrara, então realmente eu não sei mais o que seria.


José Saramago: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.



Em junho, o líder dos Nine Inch Nails, Trent Reznor, decidiu fechar todas as suas contas em redes sociais. Facebook, Twitter, MySpace, não sobrou uma. "Os idiotas dominam", escreveu Reznor, no último texto do blog associado ao site dos NIN (o único que continua no ar).

Reznor foi entupido com comentários ofensivos, demonstrações de ódio e ameaças anônimas, que atingiram também a sua noiva. A saída estratégica do cantor gótico/metal/industrial veio apenas dias depois de o site TechCrunch ter cancelado a sua conta no FriendFeed, devido aos ataques sucessivos (e pessoais) aos autores da página.

A "orkutização" está em todo lugar. O que dizer dos blogs grandes que não podem ter um post sem os idiotas se acotovelarem para escrever "PRIMEIROOOOOOOOO"?odem ter um post sem os idiotas se acotovelarem para escrever "PRIMEIROOOOOOOOO"?




Sério, o que se passa com as pessoas? Voltamos a era dos urros? Pq todos são tão idiotas? Depois falta o que? Programa de TV de uma hora sobre chute no saco? O quanto falta para Idiocracia deixar de ser apenas um filme mediano com uma boa idéia para se tornar um documentário?

Ontem mesmo eu vi uma chamada do "No Limite" onde eles perguntavam para as pessoas em quem eles iam votar, me chamou a atenção um rapaz que disse categoricamente: "fulano de tal é muito falso e dissimulado, e comigo isso não tem vez, já era!".

Ouvindo assim vc pensaria que ele foi convocado para ser parte de um seleto júri que expulsaria o cara do programa, mas não, ele vai ser só mais UM dos 15 milhões de idiotas a ligar e dar o seu miserável votinho. E com certeza ele não inventou essa frase para a reportagem, ele já pensava assim e calhou dele ser ouvido mas os outros 14 milhões que não foram ouvidos pela reportagem pensam do mesmo modo.

Será que só eu que consigo ver o quão idiota isso é? Será que só eu vejo o ridículo da coisa toda?

Poderíamos facilmente chegar a conclusão de que essa geração digital é um caso perdido mesmo e dessa vez a humanidade chegou ao seu mais baixo nível, certo? Vivemos AGORA em mundo onde as pessoas apenas grunhem como porcos sangrando e isso as satisfaz?

Nem tanto. Essa coisa de gritar para as paredes e achar que isso faz tem qualquer relevância não é nova.

Tanto é que estão aí os psicólogos com mais de 30 anos de carreira.

Disseram que a depressão é o mal do século, mas isso só pq nunca tinham parado pra pensar na orkutização (ou twiterização, que seja) da forma com as pessoas se expressam. No fim das contas, ainda fico que é uma combinação perigosa de péssima educação básica (qualquer adolescente retardada, fútil e semi-letrada pode ser professora de 1a a 4a série, quando estas são as séries mais importantes) com solidão. Some isso a democracia e estamos todos invariavelmente fodidos. (estão ai Lula, Obama e Hugo Chaves que não me deixam mentir)

Os idiotas venceram.
So say we all.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

[TIRINHA] - Os animais do Bosque dos Centavos - Influencia A


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"Os Animais do Bosque dos Centavos" é uma tirinha escrota criada por mim e atualizada com frequencia aleatória. Have Fun.

domingo, 16 de agosto de 2009

[RESENHA] FRINGE

O maior desafio para aquele que escreve uma resenha é deixar o leitor instigado para saber mais sobre o que o autor escreve (neste caso, uma série), e ainda tomar cuidado para não revelar nada crucial, que faça o leitor perder seu interesse por já saber o que vai ocorrer. Bom, devo concordar com o Queza, não sou bom nisso, mas espero alcançar algo razoável. Vamos lá então:

Para todos aqueles que estavam se sentindo órfãos desde o fim de Arquivo X, ou para os que curtem uma boa série de ficção e que perderam a vontade de assistir Smallville ou Heroes e tantas outras séries que começam arrebentando mas perdem a mão, Fringe é a solução.

Fringe

onde já vi uma escotilha antes?


Saída da cabeça de J.J. Abrams, que já nos presenteou com Alias e Lost, Fringe começou sua primeira temporada um pouco morna. Parecia somente mais uma série como tantas outras, mas aos poucos foi me prendendo, ao ponto de não conseguir parar de assistir até saber o desfecho. Aliás, como toda série de sucesso (e exigência do capitalismo selvagem) deixa um bom gancho para a próxima temporada (que, pra minha sorte, não demora a sair).

Mas afinal, do que essa série trata? É cópia do aclamado Arquivo X? É original? Bom, não é exatamente original, visto que cai na mesma formula que trouxe sucesso ao “antecessor”: agentes do FBI investigando casos estranhos. Mas, numa época em que praticamente tudo é chupado de outra coisa de sucesso (má má oiii Lombardi...) a genialidade está em pegar velhas fórmulas e tratá-las sob um nova roupagem ou ponto de vista. E nosso caro J.J. consegue fazer isso com maestria.

De começo, somos apresentados à agente Olivia Dunham, que, ao investigar o que parece ser simplesmente um caso de bioterrorismo, acaba sendo envolvida por algo bem maior: o Padrão. WTF??? Segundo explicado na própria série, o Padrão seria constituído por uma série de experiências onde o mundo é o laboratório. Olivia passa então a trabalhar para a divisão fringe, que se dedica a investigar esses casos.

Logo para resolver o primeiro caso, Olivia precisa recorrer à ajuda do cientista louco (eita) Walter Bishop. Conseguir essa ajuda não é fácil no entanto. Ela precisa que o filho de Walter, Capitão Duck, digo, Peter, assuma a custódia do pai para que ele seja liberado da instituição mental em que está confinado. Assim, é formado o grupo de investigação.

Não posso deixar de destacar aqui esses personagens. Walter Bishop é, sem dúvida nenhuma o maior fucking genial cientista da face da Terra. Sim, esqueça Einstein, Stephen Hawking. Se o caso é esquisito e envolve ciência de ponta, pode ter certeza q ele já trabalhou. O que aliás, em minha opinião, fica um pouco forçado. Todo caso apresentado nesta primeira temporada, ou Walter trabalhou com ele no passado, ou tem alguma ligação. O que nos leva a crer que ele fez experimentos por uns 100 anos, pois é impossível alguém se dividir entre tantos projetos e obter resultados rápidos em todos eles. Mas tudo isso é um pequeno detalhe, facilmente ignorado, quando se soma a brilhante interpretação de John Noble (diga-se de passagem, a única digna de nota dentro da série), que sabe dar vida ao personagem de uma forma maravilhosa, intercalando momentos de genialidade com pura abstração e a divertida loucura de Walter Bishop.

Completando o quadro acima, temos Peter Bishop, gênio e trambiqueiro, cínico e cético. Fazendo dupla com seu pai, traduzindo e explicando para os leigos as teorias e divagações do pai. Ainda assim uma criança que cresceu tendo a figura de um pai ausente e desorientado, e que agora tem de aprender a conviver com ele. E, apesar de já passar dos trintas, não posso deixar de notar que o ator Joshua Jackson ainda tem a mesma cara de quando gravou “Nós somos os campeões”. Melhor são as caras que ele faz, quando Walter aparece com suas teorias “absurdas”, mas que no final sempre estão corretas.

Peter e Walter

Vá meu filho, ganhe esta pelos Ducks!!!


Olivia Dunham, a mais apagada de todas as personagens, interessante que ainda sim consegue ser a principal. Uma agente que se pode considerar fora do comum. Ela não perde um único caso em toda a série. Taxa de aproveitamento de impressionantes 100%. Interessante ainda não ter sido promovida pra chefe do FBI. Críticas à parte, ela faz a ligação do cotidiano com o misterioso. Parece estar predestinada à algo importante, mas iremos conferir isto nas próximas temporadas. Interessante que ela possui a postura “I want to believe”, contrapondo-se ao cetecismo de Peter, criando uma relação Mulder-Scully às avessas.

Peter e Olivia

Você viu um careca onipresente passar por aqui?


Agora, o maior paradoxo da série talvez seja Astrid Fansworth, a agente assistente de Olivia. Fera em computação, em lingüística, encriptação... e fica ali, não fazendo nada, somente servindo de mera assistente para as (duvidosas) experiências de Walter. Penso: que agente formado e aspirando uma grande carreira se sujeitaria a isto? Pelo fato de não fazer nada relevante, ainda assim aparecer em TODOS os episódios da série, ela com certeza merece do troféu do Compadre Washingtonismo (Q?).

Astrid Tcham

tchaaam!!!

Outro fator interessante na série (e que não poderia faltar) é a empresa Massive Dynamic. Fazendo o papel de mega corporação evil, realiza um papel dúbio na primeira temporada. Não sabemos se ela é realmente tão má assim, ou se, no fundo, tem boas intenções. Seu fundador, Willian Bell, era companheiro de pesquisas de Walter, e envolvido nas mesmas experiências. Interessante notar que quase todo caso relacionado ao padrão, tem a participação de empresa, de forma direta ou indereta.

Uma série que realmente promete. Somente nesta primeira temporada tivemos (olha o spoiler...), lobisomens, quimeras, viagem no tempo, teletransporte e outras tantas que fazem a alegria de um nerd. Um prato cheio para quem curte boa ficção, embasada na velha e famosa pseudo ciência. Muitos casos bizarros, agentes do FBI investigando... peraí, onde já vi isso? Bom, dessa vez a verdade não está lá fora, mas bem aqui, pertinho, à um deja vu de distância. Como assim? Oras, isso só é respondido no final da temporada, então, confira!

[OPINIÃO] Bichos escrotos, fiquem nos esgotos

Defensores dos direitos dos animais NÃO TEM MORAL. Pronto. Falei.

Todo mundo sabe o que é um urso polar. Se você não sabe, você é tão burro que eu não vou perder meu tempo contigo então apenas se mate, ok?

A maioria das pessoas sabe que os ursos polares correm risco e algumas pessoas fazem alguma coisa a respeito. Ursinhos fofinhos e bonitinhos, quem não quer salva-los?
Ok,assim como a bobajada do aquecimento global
a extinção dos ursos polares é uma lenda urbana sem fundamento cientifico mas nos dias de pessoas retardadas e histerias coletivas (e a gripe, vai bem?) ninguém liga pra essa pequena coisinha chamada VERDADE.

E os ursos pandas então? A comoção que é pra fazer os pandas darem uma pimbada (ou talvez seja difícil pra ele justamente por toda essa pressão em volta, vai saber) e gerarem mais pandinhas fofinhos e lindinhos para comerem mais bambu e darem mais pimbadas pandicas.

Defensores dos direitos animais são cidadãos conscientes, de bem e modelos exemplares, certo?

ERRADO CARALHO!

Esse tipo de gente disputa com os indies, os socialistas e com as patricinhas mimadas a tríplice coroa da "arrogância/gente que se acha/gente que acha que é bosta algum".

Ai vc vem me dizer: "POxXxaH c...U BixXxiNhu taUm BUniteeNhU TemuxXx ki salvaH-lU hihihihihi" ao que eu responderei: "Pro inferno! Tem que salvar é o seu cu da minha fúria assassina!"

Essas pessoas que acham que estão sendo conscientes e fazendo seu papel como seres humanos (e que se acham grande bosta por causa disso) estão sendo é fúteis e nojentos, escrotos pra caralho.

Porque eu digo isso?
Bem, vou apresentar a vocês o Aye-Aye. Mas antes de clicar na foto, verifiquem-se não comeram nas ultimas 12 horas ou eu não me responsabilizo pelos fluidos derramados no teclado. O bicho não é feio, ele é absurdamente feio. Mas feio que chega a doer. Tão feio que se vc cruza com um desses na rua vc da meia volta correndo e gritando (aimeupadimpadiciço abriram os portões do inferno o capeta veio me busca meacuda meu sãovalentim!)


O bicho é tão feio, mas tão feio que é justamente por isso que ele está sendo extinto. Sem brincadeira, as pessoas matam esse bicho quando vêem pq sendo tão feio ele só pode ser um mau agouro do inferno. Parece piada mas não é.

E é justamente aí que se demonstra o quanto os safados politicamente corretos não tem envergadura moral nenhuma na cara!

Campanha e mobilização, boicote, ATENTADO TERRORISTA DOS SAFADOS VAGABUNDOS DA PETA, declaração de amor, programação de TV pra salvar os bixXxInHUxXx foFinHuxXx ai tem de sobra.

Mas e o Aye-Aye ninguém quer salvar porque?
Porque ele não é um mamífero como nós? Bem ele é.
Porque ele é uma praga? Ele não é. Ele só come insetos, nem plantações ele fode.
Porque ele não tem um sistema nervoso e não sente dor? Bem ele tem.

Então pq é?

PQ ELE É FEIO!

E ele é feio pra caralho mesmo, e por isso os safados hipócritas nojentos não ligam pra ele. Afinal beleza é fator determinante pra decidir quem merece viver e quem merece morrer. Quem merece apodrecer no esquecimento e quem merece ser fIlLiXxX fIlLiXxX depende apenas do quão bonito vc é.

Bem, não é como se não víssemos essa escroticesse todos os dias, humanos são sempre os mesmos em qualquer atividade afinal

Então na próxima encarnação, se essa porra existir mesmo, torça pra ser um bebe foca fofenhuuuu e não um Aya-Aye, pq ser feio é uma coisa que defensores dos direitos animais não toleram.

Seja bonita ou morra.

E quer saber? Isso acontece em julgamentos também.

Tem um estudo que diz que os delinqüentes mais bonitos têm penas mais brandas do que os assassinos feiosos.


A vida é bela... para alguns!

O que quer dizer que eu tou fodido! Se fizer merda, é cadeira elétrica. Ufa, estou no Brasil, no máximo 30 anos! Bem, onde eu estava mesmo? Ah sim... o bicho é feio, mais feio que câncer na mãe, mais feio que briga de foice no escuro, mais feio que sapato de padre, mais feio que paraguaio baleado, mais feio que indigestão de torresmo.

Beleza põe mesa.

E quer saber de outra coisa? Pro inferno com esses animais retardados e inúteis.
"mimimi, sou um bichinho fofinho e indefeso, mimimi"

Ah, vtnc porra!
Quer parar de virar casaco de pele? Quer deixar de virar brinquedo de criança?

ENTÃO EVOLUI PORRA!

Fácil é ficar parado ai reclamando, larga mão de ser bundão e toma jeito de homem caralho!

Quando OS MEUS ancestrais eram comidos pelos tigres tu acha que eles faziam o que? Ficavam fazendo campanhas pra apelar a consciência dos predadores fodas e dominantes? Ficavam fazendo carinha de vitima e chorando?


NÃO!

Eles foram e geração após geração máscula e foda dominaram o mundo com força e virilidade até chegar em mim: o ápice da evolução superado somente por meus descendentes poderosos.

Tenho nojo de gente que fica chorando que nem um frouxo e não faz porra nenhuma.
Ae chinchila de merda, não quer virar mais casaco? ENTÃO EVOLUI PORRA!

Desenvolve garras venenosas, invisibilidade, raios laser, sei lá O PROBLEMA NÃO É MEU! Te vira nos trinta, se meus ancestrais tiveram que se virar pq contigo teria que ser diferente coisinha fofa DE BOSTA? MAMAR NA VACA TU NÃO QUER NÉ?

Ai do alto da tua frescureza politicamente correta toda pode ter te ocorrido nessa cabecinha imbecil que tu tem:
"Por acaso os seres humanos são melhores e mais especiais do que o restante da natureza?"

Se tu não é, eu não sei. Para mim a resposta é óbvia. Claro que nós, seres humanos, somos melhores. Fomos nós que construímos cidades e civilizações, cultura e arte, ciência e tecnologia. Os macacos continuam pendurados pelo rabo, saltando de galho em galho, vivendo de caça e coleta. O ser humano construiu casas, prédios, domesticou sementes e animais, desenvolveu agricultura e pecuária. Construiu fortes e muralhas para defender seus territórios. Em suma, utilizou seu engenho para perpetuar sua espécie.


Os ecólogos defendem espécies em extinção. Eles choram por MALDITOS PERDEDORES (desde que eles sejam fofinhos o suficiente, claro). Mas que fizeram tais espécies para permanecer no tempo? Nada. Algum macaco construiu uma muralha para defender sua raça? Não construiu. Não é portanto de estranhar que se extingam. O BONDE DO TEMPO PASSA POR CIMA MESMO, TE ACOSTUMA LOSER PATÉTICO.

Hoje, quando conseguem escapar da extinção, é graças aos esforços e piedade destes seres que tu acha que não são melhores e mais especiais do que o restante da natureza.


Não faltou uma antropóloga desvairada, creio que nos anos 70, que pretendia conferir personalidade jurídica aos gorilas. A meu ver, os gorilas não foram consultados. Não sei se prefeririam submeter-se aos direitos e deveres que uma personalidade jurídica implica, tais como trabalhar para ter direito a um salário, suar o topete para garantir saúde e habitação, submeter-se às normas do Direito de Família para constituir prole e incomodações outras típicas do Homo sapiens. Sem ser gorila e portanto sem conseguir pensar como pensaria um gorila – se capaz de pensar fosse – intuo que aqueles primatas prefeririam continuar pastando tranqüilamente em suas selvas do que submeter-se à condição de um cidadão cercado por direitos, mas também por deveres (se bem que nesse caso provavelmente o PT lançaria um bolsa-algumacoisa, deixando os macacos apenas com direitos e nenhum dever mas isso já é outra discussão)

Milhões de espécies foram para o beleléu, sem interferência alguma do ser humano. Onde estava o ser humano quando os grandes sáurios sumiram da face da terra? Os seres humanos ainda nem estavam. Mas se estivessem os eco-chatos idiotas com certeza diriam que a culpa é nossa e que nós temos "responsabilidade social" com as lagartixas idiotas que só queriam comer nosso rabo com molho roset


Eu sou melhor, sim senhores, e bem mais especial que qualquer macaco, curiango-do-banhado ou macuquinho-da-várzea. Se você não se acha melhor, nada posso fazer. Beira o ridículo ter de discutir tal obviedade. Claro que é o meu ponto de vista. Outro seria o ponto de vista dos macacos, suponho.


Ocorre que macaco não tem ponto de vista.
E tenho dito.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

[CONTO] As Árvores da Memória - Capítulo 7


Blocks de Jennifer Davis


Perdeu os primeiros capítulos deste conto? Então clique nos links abaixo para atualizar-se:
1º capítulo | 2º capítulo | 3º capítulo | 4º capítulo | 5º capítulo | 6º capítulo



Viu-se em uma ampla varanda, toda cercada de vidro. Havia muitas plantas espalhadas por ela. Samambaias de três tipos, um coqueirinho, duas orquídeas, dezenas de violetas roxas, rosadas e brancas. Ao seu lado uma garotinha, que aparentava uns sete anos, brincava sentada no chão com bloquinhos de madeira que imitavam tijolos. Havia dezenas deles espalhados à frente de suas pernas abertas em arco. Sentada no piso, construía um castelo. Uma boneca de plástico estava sentada, recostada na parede de frente pra menina.

- Só mais um pouquinho e eu termino, princesinha! - tinha os cabelos castanhos, ondulados, pele rosada. Usava um vestido bege, e um par de sandálias azuis com fivelas.
- Tô com saudades da Lúcia... - sua voz era de menina. Devia ter seus nove anos, a julgar pelo tamanho das mãos, que repousavam sobre o encosto da varanda, cuja parede subia até cerca de um metro e meio. Estava ajoelhada sobre uma cadeira de madeira azul. Olhava os carros passando pela rua, a árvore que fazia sombra na varanda, e o movimento do supermercado na esquina que formava uma diagonal com a de sua casa. Não conseguia decidir onde fixar seus olhos - Essa casa é tão grande! Tem o balanço no quintal, e o banheiro escondido dentro do guarda-roupas. Ia ser muito legal mostrar esses lugares pra Lúcia. E pra Marcinha! Sinto falta dela também.
- É, ia ser divertido se elas viessem pra cá. - terminou de montar a torre central.
- Se não fosse tão difícil pra elas viajarem...
- É... - botou o segundo bloco da ponte dupla.
- Nosso quarto é tão grande! Dava pra brincar muito lá dentro.
- A tampa de privada de vidro com a borboleta dentro é tão bonita! Elas iam gostar de ver. - começou a construir o muro da biblioteca.
- É. E também é legal olhar a rua pela janela do banheiro enquanto a gente toma banho.
- Uhum! O Felipe também ia gostar bastante do balanço - estava na metade do muro.
- E o Fábio e o Douglas iam adorar o fliperama lá da praça!
- O Sílvio e o Leo também! - terminou o muro.
- Aham! E a Gisele ia gostar muito do jardim lá do centro, principalmente dos arcos de flores!
- E acho que todo mundo ia querer andar de pedalinho lá na lagoa. - começou a torre direita.
- É, todo mundo ia querer... - três garotinhas passavam na calçada do outro lado da rua. Riam muito, cochichando entre elas. Uma abraçava uma boneca de pano, outra carregava um caderno rosa cheio de adesivos brilhantes, e a terceira levava uma bolsinha branca com detalhes azuis nas costas. - Queria que todos estivessem aqui!

Piscou, e no momento seguinte estava de volta ao degrau vermelho. Virou a folha e leu em seu verso:


18 de setembro, com 9 anos, 1 semana, 10 horas, 13 minutos, 26 segundos


"A Cidade Ideal..." Um sorriso triste e contido formou-se. "Apesar de tudo, era bom..."

Esqueceu-se da folha, e soltou-a no abismo branco sem dar muita bola. Vagou com os olhos por poucos segundos sobre o aglomerado de folhas brancas à sua frente, e parou com eles sobre o portal vermelho do qual saía a árvore. Notou que ela prosseguia longamente pra dentro dele. "O que será que existe do outro lado?"


CONTINUA...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

[TIRINHA] - Os animais do bosque dos centavos - Democracia


Clique para ampliar


"Os Animais do Bosque dos Centavos" é uma tirinha escrota criada por mim e atualizada com frequencia aleatória. Have Fun.

[Q?] Review - Drag Me To Hell

Sim, quebrei minha primeira promessa de não fazer reviews... Mas foda-se, quem ta contando, não é?

Mas como eu gosto de regras pra quebrar, aqui vai minha unica regra de review: Não usar frases cliches de review. Exemplo de frase clichê de review? Coisas do tipo "O filme causa um saudosismo nos fãs do genero" ou "É apenas mais um filme pipoca..." ou "O filme é uma delicia de se ver"... essa ultima eu odeio do fundo da alma!

Going on...

Filme de Sam Raimi, que pra quem faleceu antes da decada de 80 e não reconhece o nome, fez filmes sensacionais tipo a trilogia de "Evil Dead"e os dois primeiros "Homem-aranha" (me recuso a contabilizar o terceiro), que narra a triste historia de Christine Brown, que diferente da sinopse, não tem o emprego que quer, a familia do namorado não aprova o namoro deles e tem um fdp no trabalho competindo pelo cargo que ela mais quer, de vice diretora...
Aí, entra uma velha cigana (sempre cigana!) com problemas de "perder a casa" pq não pagou as contas. Ai, pra impressionar o chefe que disse que um vice-diretor tem que saber tomar decisões dificeis, ela resolve cagar pra velha e dizer que não pode fazer nada.
A velha caolha e sem dentes chora.
A velha caolha e sem dentes implora agarrando a roupa de Christine e beijando o pano (:S).
Mas Christine fica meio que com nojo (como o resto do mundo) e acaba chamando a segurança... pra que? Pra ganhar uma maldição da velha, que se sentiu humilhada e fez com que o demonio "Lamia" leve a alma dela pro inferno em 3 dias (claro que durante esses dias ele vai ficar zuando com a vida dela) :)

O filme ta cheio de cliches e efeitos sonoros para assustar. Os famosos "PAM!", que tão la só pra lembrar a Christine que o bicho vai pegar e a batata dela ta assando ainda!

Impossivel não reconhecer o filme como do Raimi, pois boa parte dos elementos que fizeram Evil Dead ser Evil Dead estão lá. Coisas nojentas, velhas bizarras, demonios com um senso de humor negro, vomitos, possessões, portais... Enfim, diversão para todas as idades! E como disse um amigo meu, "O final é apoteotico"... (eu particularmente não entendi a frase, pois a Globeleza não apareceu dançando no trilho do trem, mas achei de impacto, divertida e fico rindo toda vez que lembro dela...)

Vale comentar que Lamia é um caso a parte. Quando ela resolve falar, manda uma das melhores frases do filme:




*SPOILER ALERT* (Classico de passar o mouse para ler e tal...)

Numa certa parte do filme, um medium diz pra Christine que ela pode tentar se livrar do Lamia fazendo um sacrificio animal. Ela, vegetariana e voluntaria em uma loja de filhotes, diz que isso não vai acontecer... Logico que acontece após um ataque de Lamia, e ela mata o gatinho filhote que tem em casa.

Mais pro final do filme, Lamia incorpora num aleatorio, chega na frente de Christine e diz "Eu quero você! Eu não quero o seu gato!" e ainda regurgita o corpo do gatinho! :) É de fazer o cu cair da bunda!


*/SPOILER ALERT*




Bem, filme recomendado!

(Viram pq nao gosto de fazer reviews? ehaueheuheauae Pq sempre saem uma merda :D)

domingo, 9 de agosto de 2009

[CONTO] Sunday Blood Sunday

O vento gelado arrepiou suas mãos e pernas nuas enquanto ela tentava se aquecer no meio da noite. Por mais de uma vez ela pensou em procurar alguém para sentir um ultimo calor. O pensamento de ter algum calor evocou um profundo sentimento dentro dela e Fez seus olhos brilharem, mas por mais que ela quisesse ficar aquecida, ela não iria descer aquelas escadas

HOW LONG, HOW LONG MUST WE SING THIS SONG?
HOW LONG? TONIGHT WE CAN BE AS ONE

O frio da noite acariciou seu corpo e enviou outro calafrio espinha abaixo o que a fez se encolher em posição fetal, lutando para reter seu próprio calor corporal. Isso não era novidade pra ela, já havia enfrentado noites piores mas essa noite ela não sabia se iria vencer a natureza e se preservar. Estava encharcada em suor e havia gotas de sangue esparramadas por toda sua saia puída. Ela não havia comido nada o dia todo e ardia em febre. Tentava fazer o melhor que podia para não ficar inconciente pois temia não mais tornar a acordar. Tentou lembrar de bons momentos, mas falhou em lembrar de algum. Houve algum em sua curta vida vivida?

BROKEN BOTTLES UNDER CHILDREN´S FEET
BODIES STREWN ACROSS A DEAD END STREET

Ela nasceu na pobreza, alcoolismo e prostituição. Desde quando ela podia lembrar sempre houve um fedor de suor e cigarro anexado a suas roupas e tudo ao redor dela. Sua mãe foi uma prostituta que a acusava de a ter feito perder 5 preciosos meses de seu emprego.

Nikos não tivesse sido tão bom quanto era, Amarantha teria nascido e ficado no meio da estrada com lama e sujeira sobre seu corpinho nu de bebe. Ninguem no "abrigo" tinha bebês. Precauções tinham de ser tomadas para garantir que não haveriam bocas extras para se alimentar, mas as vezes as precauções falhavam e o resultado foi ela. Ela sempre deveria ser grata a Nikos, sua mãe lhe dizia, pois sem ele elas teriam morrido de fome algumas vezes durante esses anos

BUT I WON´T HEED THE BATTLE CALL
IT PUTS MY BACK UP,
PUTS MY BACK UP AGAINST THE WALL

Aos 5 anos ela sabia cozinhar, lavar os pratos e lavar roupa. Ela veria homens entrando no quarto de sua mãe toda noite, mas pela manhã eles já teriam ido embora. As vezes ela via hematomas no corpo de sua mãe, assustou na primeira vez que percebeu. Se agarrou a ela e chorou, pensando que algo terrível tinha acontecido com sua mãe.

Em resposta, sua mãe agarrou seu braço e a empurrou para longe e lhe disse para crescer. A vida era dura e arranhões inevitáveis se elas queriam ter comida em sua mesa.

SUNDAY BLOODY SUNDAY
SUNDAY BLOODY SUNDAY

Amarantha nunca mais tentou abraçar sua mãe. As vezes haviam noites que ela tinha pesadelos e queria correr para sua mãe conforta-la. Um dia o medo se tornou insuportável e ela não pode evitar de ir ao quarto de sua mãe. O que ela viu ficou impresso em sua mente apenas lhe deu novos pesadelos.

Sua mãe estava amarrada a cama, nua, e havia um ancião nu a torturando e a chicoteando. Amy ficou tão impressionada que ela gritou para o velho parar de torturar sua mãe, apenas para ser denefestrada pela própria. Amy não recebeu nada para comer no dia seguinte

Cada erro merece uma punição, sua mãe dizia, então punida ela foi!

AND THE BATTLE´S JUST BEGUN
THERE´S MANY LOST, BUT TELL ME WHO HAS WON?

Quando ela tinha sete anos recebeu um golpe direto no queixo. Acordou aquela manhã e prosseguiu com o café da manhã para todos quando ouviu sirenes se aproximando e imaginou o que teria acontecido

Ouvir sirenes ali não era grande coisa: alguém sempre era baleado, espancado ou esfaqueado. Quando a ambulância parou na frente da sua casa ela não tremeu, era bastante comum alguém de lá ficar ferido ou ter overdose e era levado para o hospital. Mas o que ela viu a chocou. Derrubou tudo que havia em suas mãos e correu para fora quando viu o corpo de sua mãe carregado para a ambulância. O ultimo cliente daquela noite havia batido tão forte nela que ela desmaiara. Como ele saiu sem dizer nada a ninguém, não saberia dizer quanto tempo ela ficou ali sangrando

THE TRENCHES DUG WITHIN OUR HEARTS
AND MOTHER´S CHILDREN, BROTHERS,SISTERS FROM APART

Nikos empurrou Amy para fora do caminho e disse a ela para esperar enquanto levava sua mãe ao hospital. A menina acentiu, voltou para dentro e esperou. Esperou e esperou. Cada segundo parecia cobrar o preço de suas unhas. Pensamentos miseráveis correram por sua cabecinha enquanto ela esperava por noticias, mas se passaram horas e ninguém a informou de nada. Estava quase completamente escuro lá fora quando Nikos voltou, mas ele nada lhe disse. Pediu por chá e pão e como uma menina obediente, ela assim o providenciou. Esperou pacientemente enquanto Nikos comia

SUNDAY BLOODY SUNDAY
SUNDAY BLOODY SUNDAY

"O que pretende fazer agora?" – ele perguntou enquanto mastigava o pão

"Como assim o que eu pretendo fazer? Mamãe vai voltar e nós vamos continuar como éramos" – respondeu sua vozinha

"Sua mãe tinha 12 quando começou esse negócio, mas aqueles eram outros tempos. Você quer começar?" O olhar de Nikos não deixou o rosto dela por um instante sequer

"Eu nunca vou fazer parte desse mundo sujo, eu vou embora desse lugar tão logo quanto eu puder,".

"Então acho melhor você fazer as trouxas, docinho." - Nikos pegou um palito-de-dente e começou a cutucar seu dente careado

"Do que está falando? Como está minha mãe? Pq não me diz nada?" – ela fez o que pode para não gritar com ele. Ela fez o que pode para trata-lo bem

"Ela está morta, docinho. O filho da puta bateu nela e a deixou inconciente para sangrar até a morte. A pressão sanguinea não era exatamente boa, então a perda de sangue não ajudou"

HOW LONG, HOW LONG MUST WE SING THIS SONG?
HOW LONG? TONIGHT WE CAN BE AS ONE.
TONIGHT, TONIGHT

Amarantha não pode acreditar em seus ouvidos. Não pode acreditar que aquele homem estava lhe dizendo que sua mãe estava morta. Ela nunca mais iria ser capaz de falar com a sua mãe ou sentir a mãe dela quando ela penteava o cabelo de Amy as vezes. Ela nunca mais olharia naqueles olhos de novo. Nunca mais teria a oportunidade de dizer a sua mãe que a amava não importasse o que acontecesse. Sua fantasia de sua mãe um dia lhe dizer o quanto a amava jamais se tornaria verdade. A única pessoa que ela amou nesse mundo não existia mais!

SUNDAY BLOODY SUNDAY
SUNDAY BLOODY SUNDAY

"Onde está o corpo?" – Não havia tremor na sua voz ou lagrimas em seus olhos

"Bostinha cabeça dura vc, heim?" – Disse Nikos ainda entretido com o palito de dente – "Doado para o hospital. Quem iria pagar pela cremação? Por acaso a madeira iria caminhar sozinha da floresta até aqui e pedir para ser queimada em prol de sua mãe vadia? "

Foi tudo que ela pode agüentar. Sua mãe serviu, se humilhou, se escravizou por esse homem que agora falava da sua morte tão levianamente. Ele estava comendo enquanto falava sobre sua mãe sangrar até morrer pelo amor de deus! !

WIPE THE TEARS FROM OUR EYES
WIPE YOUR TEARS AWAY
WIPE YOUR BLOODSHOT EYES

Furia como ela nunca havia sentido antes tomou conta de sie cegou seus olhos. Ela alcançou uma faca e talhou um grande C no rosto de Nikos, mas ela não foi rápida o bastante para causar algum dano sério, ele era grande e rápido demais para uma garotinha. Ele a agarrou pelo pescoço e a arrastou para o quarto dele sem esforço, a atirou na cama e começou a espanca-la. Cada golpe seu mundo parecia ficar mais e mais dormente até ela não sentir mais absolutamente nada. Tudo que ela pode ver eram os olhos de sua mãee um de seus raros sorrisos. Sua mãe havia partido e ela estava sozinha nesse mundo. Ela não sabe dizer quando Nikos arrancou suas roupas. Ela não podia ver nada, sentir nada exceto por alguma coisa a esfaqueando por dentro

SUNDAY BLOODY SUNDAY
SUNDAY BLOODY SUNDAY

A dor a cegou completamente e eventualmente ela perdeu a consciência até escorregar para um mundo de sonhos. Sonhos sobre sua mãe sorrir para ela e dizer que a amava. Sonhos sobre sua mãe a levar ao parque ou ao shopping e lhe comprar roupas. Sonhos sobre o amor infinito. Sonhos sobre o que ela nunca teve e nunca teria!

AND IT´S TRUE WE ARE IMMUNE
WHEN FACT IS FICTION AND T.V. IS REALITY

Quando ela acordou na manhã seguinte, estava deitada no parque sozinha com sangue esparramado por tudo que sobrara de suas roupas. Ela entou levantar e caminhar mas suas pernas não eram fortes o suficiente. Seu corpo foi engolfado pela febre e encharcado em suor. Ela passou o dia alternando entre o sono e a conciencia, esperando por alguém vira salva-la. Ninguem veio. Sua mãe poderia ter ajudado, mas ela não existia mais.

AND TODAY THE MILLIONS CRY
WE EAT AND DRINK WHILE TOMORROW THEY DIE

Ela fechou seus olhos e vagou para o mundo dos sonhos, seus olhos se cerraram lentamente e caiu no sono mais uma vz, até o vento frio da noite acorda-la. Ela tremeu e lutou por sua sobrevivência até o demônio do sono toma-la novamente nas ruas de Castlereagh.

THE REAL BATTLE JUST BEGUN
TO CLAIM THE VICTORY JESUS WON
ON A SUNDAY BLOODY SUNDAY
SUNDAY BLOODY SUNDAY

Na manhã seguinte, a policia encontrou mais um cadáver nas ruas. Entretanto o que chamou a atenção e fez com quem passava por ali parar era o lindo sorriso estampado em seu rosto. Antes do fim, ela havia tido um lindo sonho.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

[CONTO] Sara em: A Primeira


Winter Girls de Yumedust



A fogueira ainda queimava no centro da roda. Sara, com o braço direito sobre o ombro de Lisa, dava mais um trago no cigarro, já manchado com uma mistura dos batons de todas, depois da terceira volta que dera.

- Vamos, Sara, é sua vez de nos contar!
- Não tem graça, eu já disse.
- Não importa se não tem! Todas concordamos em contar como foi nossa primeira vez com um garoto.
- A minha não foi muito diferente das suas.
- Pára de enrolar e desembucha, Sara! E me dá aqui esse cigarro!
- Tá bem... Aff..! - puxou um cacho do cabelo que balançava na frente do olho, e começou - Foi desajeitada. Eu não sabia muito bem como começar, e ele não sabia se tirava a minha roupa ou a dele, nem eu se devia descer a cueca dele, ou deixar que ele fizesse. Acabou que cada um cuidou da sua. Daí ele me abraçou, mas, quando sentiu que tava encostando o pau dele em mim, tomou um susto e se afastou. Eu não soube muito bem o que fazer na hora, mas logo depois eu puxei o quadril dele pra perto do meu. Então ele começou a me beijar na boca, e foi logo apertando meus peitos. Às vezes apertava tanto que doía, daí eu gemia, e ele parava de apertar, e ficava só alisando, mas logo que esquecia do gemido ele voltava apertar até eu gemer de novo.
- Ele fez oral em você?
- Cala a boca, Stephany! Deixa ela contar! Continua, Sara!
- A mão dele tremia muito! Tinha hora que ele parecia que ia perder o fôlego, de tanto que... Bom! Depois de ficar chupando meus mamilos por uns minutos, ele desceu lá pra baixo...
- Ah, então rolou oral!
- Stephany, dá pra parar de interromper?
- Não, ele só ficou olhando mesmo. Chegou a passar o dedo, mas, parece que ficou com medo de machucar, quando sentiu ela toda molhada.
- Nossa, o moleque te deixou "no ponto" assim tão fácil?
- Era a primeira vez dela, Julia! Se toca! Claro que ela ficou toda molhadinha na primeira apalpada.
- Pra idade dele, até que foi razoável. Bom, pelo menos até a parte da trepada...
- Ai, é nessas horas que a maioria deles estraga tudo...
- Ele não sabia muito bem como se posicionar, nem como ME ajeitar pra ele... Enfim, pra ele me comer.
- Aposto que ele já foi enfiando tudo de uma vez.
- Não, ele até que foi cuidadoso nesse ponto. Mas não soube muito bem como lidar com as minhas pernas. Jogou uma delas pro lado e a outra pra cima. Na hora eu senti uma fisgada no ligamento, depois a dor foi aumentando, e qualquer prazer que eu tenha sentido na hora ficou em segundo plano.
- Típico! Coisa de cabaço isto!
- Ah gente, não dá pra culpar o menino, coitado! Na primeira vez a gente sempre tá nervoso demais, querendo fazer tudo certinho, e acaba metendo o pé pelas mãos.
- Ou o pau pelas pernas desconjuntadas!
- Tá bom, Stephany, já que você tá toda cheia de gracinha, agora pode ser a sua vez! E toca esse cigarro pra frente que você tá mais babando nele do que tragando!
- Calmaí, Julia! Acho que a Sara esqueceu de um detalhe: vocês fizeram sem camisinha?
- Ele andava sempre com uma na carteira, mas, no dia, tava sem.
- Peraí! Então ele já tinha...
- Não, ele nunca tinha transado com outra garota antes de mim. Sei disto.
- Ha! Sei muito bem como ele usou esta! - disse Stephany, fechando a mão em forma de cone e fazendo movimentos de sobe-e-desce.
- Falou a garota que já "se tocava" desde os 8 anos.
- Não sei como ele usou a dele, mas no dia ele não tinha, e nem eu, então... Foi uma burrice nossa. Tivemos muita sorte. O que não aconteceu uns meses depois quando eu namorava o Cássio... Aquilo sim foi... Não importa. Se não fosse o mal jeito nas pernas, teria sido até que bom.
- E o pau dele, era grande?
- Tem certeza que não é mais bi, Keila? Essa sua fixação por paus parece saudade disfarçada.
- Ah, vai se fuder, Lisa! Não posso ser curiosa que já vem com essa de novo?
- Vai dizer que não adorava chupar o do Felipe!
- Ele fedia, tinha um gosto horrível, e o dele era muito feio, cheio de veias saltadas e... Merda! Por que que eu tô falando disto pra vocês?!!

Todas caíram na gargalhada. Quando o silêncio voltou a dominá-las, Sara prosseguiu:

- Não, o tamanho era normal. Médio. Nem fiquei olhando muito, ele parecia não gostar quando eu ficava encarando.
- E você, como ficava quando ele ficava olhando a sua "garota"? - disse Keila, apontando com a cabeça o quadril de Sara.
- Envergonhada, mas, ao mesmo tempo, me dava tesão aquilo.
- Também gosto que olhem a minha.
- Eu não! Acho a minha feia! Prefiro que nem abram os olhos enquanto me chupam.
- Deixa de ser complexada, Julia! Sua xana é lindinha, toda delicada. Nem parece que foi usada!
- Hahahaha! Deixou ela toda vermelhinha agora, Keila! Assim vai fazer a menina ficar mais apaixonada do que já é.
- Eu não ligo. Quero mais é que fique mesmo. Hihi.
- E então, algo mais que queira saber da Sara, Lisa?
- Não, era só isto mesmo.
- Mas eu quero!
- Ai, lá vem ela de novo...
- Claro! Afinal, vocês são tão sonsas que nem se lembraram de perguntar da porra do hímen da Sara!
- Você é que é a sonsa dessa vez, Stephany, porque todo mundo aqui sabe que a Sara..!
- Eu o rompi quando tentava me masturbar com o cabo da minha escova de cabelo. Fiquei meses sem tentar aquilo de novo até eu descobrir que não tinha feito nada errado.
- Diga isto pras coitadas que vivem em sociedades onde romper o hímen antes de transar com seu marido é crime punível com morte, ou coisa pior.
- Ah, vai bancar a nerd intelectual em outra roda, Lisa! Essa aqui é a da sacanagem! Hahaha!
- Mas isto é bem típico, gente! Perder a "virgindade" se masturbando é mais comum do que se pensa.
- Pelo menos poupou o rapaz de brochar na hora que ela desse um grito, ou o xingasse, e parasse tudo depois da dor filha da puta que todas sentimos quando isto acontece.
- Já senti dores piores.
- E eu maiores e mais gostosas! Hehehe.
- Falou a "sado"!
- Tá! Agora sim, é a sua vez Stephany!
- Até que enfim, hein! Bom, a minha foi..!

E aquele papo só terminou quando todas já estavam caindo de sono, indo cada uma com sua parceira pra dentro das cabanas.

A certa altura Sara estampou um sorriso enigmático nos lábios enquanto fazia amor com Lisa, que quis saber o motivo. Ela respondeu que não era nada, mas no fundo sabia que era a lembrança divertida daquele adolescente magricela que descobriu seu corpo e apresentou-lhe o sexo.