sábado, 21 de novembro de 2009

[RESENHA] Flashforward s01e08 e 09

SPOILERS A DAR COM PAU

Episódio 8 - "Playing Card with Coyote"

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Depois de sacrificar-se no episódio anterior, o agente Al vira um tipo de mártir do mundo pós-apagão, provando, com sua morte, que ainda é possível mudar o futuro, independente da visão que cada um teve dele.

Logo no início de "Playing Card..." a mãe dos gêmeos, que seria morta pelo agente, recebe sua carta de despedida. Não demora até que ela vá à imprensa revelar o ocorrido, e daí pra frente a notícia se alastra, tornando muitos que temiam pelo que estava por vir mais esperançosos quanto ao futuro.

Mark e Olivia não pensam duas vezes antes de tirar uns dias de folga, se trancar num quarto de motel, e trepar até dizer chega. No meio do bem bom, Mark recebe a notícia de que surgiu uma pista sobre o homem da tatuagem de três estrelas que tentava matá-lo em seu flashforward. Claro que ele não deixa escapar a chance de pegar o sujeito desprevenido antes que ele o pegue dali a 5 meses. Chegou a hora de sujar um pouco mais as mãos pra garantir um futuro menos sombrio.

Ironicamente Mark presenteia Olivia com o jogo de calcinha e sutiã que ela usava em seu flashforward.

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Enquanto isto, Janis, mesmo sabendo das poucas chances que tem de engravidar depois da intervenção cirúrgica pela qual passou a fim de salvar sua vida, começa a pesquisar sobre inseminação artificial. Bateu o instinto materno na nossa lésbica favorita depois de quase morrer.

E o pobre do Aaron ficou dois anos lamentando e culpando-se pela morte de Tracy somente pra descobrir que ela continuava viva, perneta, e com a mentalidade e irritabilidade de uma adolescente.

A garota "ressuscita" contando que viu algo que não devia: descobriu que um grupo de militares privados contratados pelo governo, chamado Jericho, promoveu um massacre em uma vila no Afeganistão. Caiu na besteira de reportar o ocorrido aos seus superiores, e uma semana depois deram um jeito de apagá-la.

A explicação do porquê do DNA dos restos mortais recebidos por Aaron bater com o dela soou um tanto forçada: cataram a perna que a garota perdeu na explosão e mandaram de volta pros States. Mas, ainda assim, faz algum sentido, se considerarmos que a intenção de quem conspirou contra Tracy era que todo mundo pensasse que a moça estava morta.

Duro mesmo foi engolir que ela voltou pra casa do pai por considerar o lugar seguro. Porra, não é o primeiro lugar onde os caras irão procurá-la se descobrirem que ela tá viva?!! Não é a toa que a garota tá se tornando alcóolatra como o Aaron foi um dia. Deve ser difícil encarar o fato de ser tão burra.

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Mi mi mi! Perdi a perna, a maturidade e o que me restava de inteligência...

Enquanto todos andam às voltas de impedir ou não a realização de seus flashforwards, Simon novamente visita Lloyd, que continua se sentindo culpado pela morte de 20 milhões de pessoas, tanto que ameaça contar pra todo mundo que foram eles os responsáveis pelo apagão, no que Simon vira pra ele e diz: "Vamos decidir isto no poker!"

Daí entra outro momento "que dureza", quando somos forçados a aceitar que o Lloyd é mesmo páreo pra enfrentar a arrogância e prepotência de Simon. Os dois ficam trocando farpas durante toda a partida, cheios de insinuações e subtextos, e ignorando os outros jogadores que participam do jogo. Meio difícil algum deles não ter "pescado" sobre o que falavam, mas vá lá.

Mesmo assim, foi até razoável a forma como Lloyd conseguiu baixar a bola do Simon antes que ele se tornasse tão insuportavelmente "eu sou o máximo" a ponto de ninguém poder com o cara. Fez por merecer algum respeito depois desta, e ainda criou um gancho interessante, cujas repercussões estou curioso pra conferir.

O final do episódio é ótimo! Depois de Mark voltar pra casa todo felizinho e contar pra Olivia que deu cabo do sujeito que arruinaria seu futuro:

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Futuro sombrio NO MORE!! PTUAH! (isto foi um cuspe u.u')

Corta pra uma seqüência de cenas que apresenta, pasmem!, uma legião de sujeitos mal-encarados com, adivinhem só:

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A mesma tatuagem das três estrelas!

Só faltou mesmo um deles virar pra câmera e dizer "Hahaha, te pegamos, Mark!"

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E o que são estes 6 anéis?! Tá, eles têm alguma ligação com o Suspeito Zero, mas...
Anéis tão importantes que rendem um balaço num capanga pra encobrir sua existência?

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Seria o Mandarim a mente maligna por trás de tudo? Hmmm... Até que faz sentido. õ.õ

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Episódio 9 - "Believe"

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Depois de um episódio com um final sinistro, nada melhor do que o seguinte ter um clima mais leve, certo? Tá, muita gente vai discordar, mas no caso de "Believe" foi um grande acerto da equipe de produção de Flashforward, especialmente porque este episódio marca a entrada de uma personagem que já chegou prometendo ser uma das mais carismáticas e queridas da série, e prenunciando o surgimento do que pode ser o casal mais "cute" dela.

Provando que uma das grandes especialidades da equipe de roteiristas de Flashforward é criar ótimas aberturas de episódios, este já começa revelando o motivo por trás da depressão aguda enfrentada por Bryce no 1º episódio, a ponto de levá-lo a tentar suicidar-se: câncer renal em estágio 4 (quando outras partes do corpo já foram afetadas). Ou seja, já tava com um pé a cova mesmo.

Através de uma ótima montagem, vemos fatos vividos por Bryce e Keiko, a japonesa com quem estava em seu Flashforward, antes, durante e após o apagão, apresentados alternadamente. Chama a atenção o cuidado com que fizeram as cenas passadas no Japão. Soou bastante fiel à cultura japonesa, baseado no pouco conhecimento que tenho dela, o que não deixa de ser louvável, com o histórico de deslizes que os americanos já cometeram ao retratar outras culturas em filmes e séries (ainda me lembro do portunhol arranhado pelo garotinho que ajuda Sidney Bristow em sua rápida visita ao Brasil na 1ª temporada de Alias, e dos ônibus amarelos, surrados e precários andando por ruas que remetiam às do México; isto pra não mencionar os "brasileiros-lusitanos" do final da 2ª temporada de Lost).

Bacana também, e até certo ponto tocante, são as cenas em que Bryce começa a aprender japonês pra se sair bem quando se encontrar com Keiko pela primeira vez. E todo o drama vivido pelo personagem, que decide encarar o câncer sem contar pra ninguém, tornou-o mais "tridimensional", contrastando com a forma rasa com que vinha sendo tratado nos episódios anteriores, o que já representa um grande avanço.

Outro ótimo momento é aquele em que Bryce hesita em encarar um novo tratamento sugerido por Olivia, após ela descobrir a condição do colega, temendo que o mesmo ameace sua vida e a realização de seu flashforward. Estes conflitos que os personagens enfrentam desde o início da série despertaram meu interesse, e é sempre satisfatório constatar mais um acerto da parte dos roteiristas em abordar a complexidade da construção do futuro de uma pessoa, que depende de muitas variáveis, algumas delas com um papel não muito importante agora, mas que pode tornar-se bastante significativa mais adiante.

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Ai ai... E esse futuro que não chega nunca...

E Keiko realmente parece o tipo de garota por quem vale a pena viver. Gênio da robótica; dona de um carisma que realça ainda mais sua beleza, ainda maior que a vista nos desenhos feitos por Bryce; fã do Hendrix. Mas o ápice mesmo é quando ela fica inconformada ao ser forçada a fazer o papel de garçonete na empresa onde trabalha como engenheira (!), larga mão de tudo, solta o cabelo e decide abraçar seu sonho de ser roqueira! Preciso dizer mais pra te convencer de que não tem como não se apaixonar por alguém assim? Bryce, seu canceroso sortudo! XP

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Não agüento mais te desenhar...

Não é a toa que Bryce, que não vê a hora de encontrar-se com ela, segura na mão de Deus e vai pro Japão depois de descobrir a primeira pista importante sobre o paradeiro da garota. Daí começa uma série de encontros e desencontros, que deixa todo mundo morrendo de raiva hora da mãe da Keiko, que o impede de falar com ela, hora do próprio Bryce, que não se tocou que viajava de volta pra Los Angeles NO MESMO AVIÃO EM QUEM A MOÇA ESTAVA, RAIOS! Sim, este foi o momento "duro de engolir" do episódio. Mas, faz parte da graça.

Outro que tava cheio de graça neste episódio era o Mark. Numa clara tentativa dos roteiristas em tentar torná-lo mais "cool" aos olhos do público, o agente resolve novamente desafiar seu chefe, e ir pra Hong Kong com Demetri sem autorização, atrás de uma pista sobre a mulher misteriosa que informou seu parceiro sobre a data de seu assassinato no episódio 2.

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Eu bebo merrrmo!

Já Aaron se vê forçado a encarar sua maior fraqueza tento que conviver com sua filha alcóolatra, aumentando ainda mais seu complexo de culpa por sentir-se o maior responsável pelo que aconteceu a Tracy no Afeganistão. Isto acaba afetando seu relacionamento com Mark, que pra ajudar ainda mais estava paranóico depois de descobrir que alguém mandou um SMS pro celular da Olivia dizendo que ele voltaria a beber no futuro. Como ele havia contado apenas pro Aaron e pro Stanford... Bom, acho que já deu pra ter uma noção da merda que virou. Mas no final eles fizeram as pazes, e voltaram a ser amiguinhos.

Tá certo que nem neste, nem no episódio anterior, tivemos que aturar o pseudo-triângulo amoroso de Mark, Olivia e Lloyd, mas por que os roteiristas de Flashforward insistem em criar uma versão de Jack, Kate e Sawyer, só que ainda mais insuportável (em Lost pelo menos contamos com o carisma do Sawyer como atenuante)? E é um desperdício o que vêm fazendo com a Sonia Walger, que quando está longe do Joseph Fiennes consegue a proeza de tornar sua personagem ao menos digna de nota. As cenas de Olivia com Bryce conseguiram ser melhores e mais envolventes do que todas as cenas dela com o Mark ou Lloyd até o momento. E eu simplesmente sou fissurado naquele sotaque britânico, e naquele jeitão de baixinha um tanto invocada dela (mea culpa, afinal, tenho uma tara por baixinhas invocadas ;P).

Passamos mais um episódio sem a menor menção a Ganwar. E até agora nada do Lloyd se manifestar, depois da decisão tomada no episódio 7. Mas, isto não chegou a ser um problema num episódio que conseguiu novamente a façanha de jogar com a relatividade dos significados de fatos vividos simultaneamente por dois personagens. Em mais um trabalho de montagem digno de render uma indicação ao Globo de Ouro, descobrimos o porquê do encontro entre Bryce e Keiko não ter acontecido ainda. E apesar de soar como uma solução encontrada pelos roteiristas pra conter gastos na criação de locações emulando outros países, esta foi bem vinda pela ótima surpresa, que tornou a história do futuro casal ainda mais atraente. Taí dois pombinhos pelos quais vou começar a torcer!

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Tem como não torcer por ela?

"Believe" reforçou minha crença sobre o potencial que Flashforward ainda possui de prender nossa atenção, e renovar nosso interesse por sua trama, cada vez mais cheia de conspirações, intrigas e agora, felizmente, com uma história de amor que vale a pena acompanhar.

Dia 3 de dezembro voltamos com os comentários sobre "A561984". E que comecem as especulações sobre o significado do título! (parece código de encomenda dos Correios...)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

[Resenha] Fringe S02 episódios 06 e 07

Episódio 06 - Earthling

Depois de um tempo sem a série, eis que ela está de volta, mas sem grande surpresas. Neste episódio ficamos sabendo um pouco mais sobre o passado de Broyles. Ele já teve uma família, mas que o deixou devido à sua obstinação com o trabalho, especialmente quando trabalhava em um caso relacionado ao padrão, e que volta a tona neste episódio. Sua ex-esposa já está casada novamente, e deu a entender que eles mantêm uma amizade ainda. Porém Broyles pareceu ainda sentir algo por ela. Se assim for, como ficará seu relacionamento com Nina Sharp?

Infelizmente neste episódio não tivemos nenhuma das grandes tiradas de Walter Bishop, mas ainda sim podemos notar um ponto interessante. Pela primeira vez temos a causa do mistério relacionada a uma entidade alienígena. Ao contrário do ocorrido até aqui, onde tudo era explicado com a “ciência de borda” (fringe science), desta vez temos a aparição de um alienígena. Porém souberam dosar bem, sem deixar a coisa escancarada.


Monstro Fumaça

parece que o monstro de fumaça fugiu de Lost...

Um contraste interessante com o título. Earthling significa terrestre. Porém podemos interpretar a palavra de um modo um pouco diferente, entendendo earthling como “criatura de terra”. Assim faria um pouco mais de sentido, visto que a criatura reduzia as suas vítimas a pó.

Tirando esses pequenos detalhes, nada acrescentou esse episódio. Um pouco decepcionante, pois tivemos duas semanas de expectativa...

Episódio 07 – Of Human Action

Esse sétimo episódio foi mais interessante que o anterior. Com o tema de controle mental, conseguiu surpreender com duas reviravoltas.

O filho de um cientista da Massive Dynamic é seqüestrado por dois indivíduos que aparentemente, possuem o poder de controlar a ação das pessoas. Esses dois eram vendedores de carro e, segundo o seu patrão, não perdiam uma venda. Deixando a entender que usavam seus poderes para vender os carros.


Pedro de Lara

Pedro de Lara lá, lá rá lá rá lá rá

Pela primeira vez, Walter vai à empresa de seu amigo Belly. Muito interessante a cena, do modo como ele se vê ao mesmo tempo, fascinado pelo tamanho e alcance da empresa, e também triste e melancólico por não ter feito nada de significante, como era seu plano quando mais jovem.


Chapéuzinho

Marcha soldado, cabeça de papel... nossa, tô nostálgico hoje.

Bem interessante a forma como o episódio vai sendo construído, toda a preparação para pegar os dois seqüestradores e libertar o garoto, quando temos a primeira reviravolta. Na verdade o seqüestrador era o garoto, que aproveita para dominar Peter e obrigá-lo a dirigir o carro. As motivações do garoto em si são até bem tolas e batidas, foi enganado pelo pai a cerca da morte da mãe e agora parte numa busca, que ao mesmo tempo visa afrontar a autoridade do genitor e buscar um relacionamento onde talvez possa ter mais afeto que não possuía em casa.

Caso resolvido, garoto neutralizado, bem no final do episódio teremos a segunda reviravolta. O garoto não passava de um clone, todos construídos e testados pela Massive Dynamic. Fato que novamente coloca em xeque a posição da empresa, que, no começo da temporada, deu a entender que tinha bons objetivos. Pode não ser mais o caso. Estaremos aguardando para ver qual são as reais intenções da empresa.

Digno de nota é o computador antigo que Nina usa para mandar uma mensagem para William Bell. Uma evolução, se compararmos com a máquina de escrever usada pelo agente infiltrado da outra dimensão.

Bem, acho q falei sobre o essencial, se por ventura esqueci de algo, não deixem de comentar. E aguardamos o próximo episódio.

domingo, 15 de novembro de 2009

[REVIEW] Anticristo (COM SPOILERS!)

Gente, esse periodo ta foda... todo filme que eu vou ver da merda! Mas enfim, vamos para mais um review desse EMOCIONANTE e ATERRORIZANTE filme... NOT

Inicialmente, irei começar dizendo que bem que me falaram que o Lars Von Trier é chato... Sabe aquele diretor que vai pro set e diz "Sou foda e hoje quero fazer um algo artistico" e enche o filme daquelas cenas em camera lenta TOTALMENTE desnecessarias? Mas fica bonito? Confesso que em boa parte das vezes sim... mas tem horas que nao da... Ver Willem Dafoe metendo pesado na Charlotte Gainsbourg EM CAMERA LENTA não é muito legal... e quando eu digo metendo, digo MOSTRANDO TUDO! Sérião, imagine ver um filme porno com ele:


Pelado, do tipo, como veio ao mundo, metendo nela:



Enfim, vamos falar do enredo basico: A janela do apartamento abre do nada. Enquanto isso, casal fode horrores durante horas e esquece de prestar atenção no filho pequeno que se joga da janela do apartamento. Filho este que, antes de se jogar, socou loucamente o radinho de monitoramento de bebês, pulou do berço, abriu a portinha do quartinho, entrou no quarto dos pais, viu a cara do Willen Dafoe transando e pensou "Quero morrer!". Viu a janela aberta, empurrou uma cadeira na frente de um movel, subiu, segurou na mão de Deus e foi... e essa foi a abertura TODA em camera lenta com musica engraçadinha. Ai o resto do filme é sobre o luto do casal, sendo que o Norman Osborn Dafoe é um terapeuta que ja superou a morte do filho e quer ajudar a mulher a superar tambem. Ai depois de dar varias vezes com a cabeça na privada, ele pergunta do que ela tem medo... e depois de muito relutar diz: Da floresta! Ai ele leva ela pra floresta (chamada Eden e que possui uma cabana onde essa mesma mulher fez e abandonou um trabalho sobre feminicidio) e o filme começa...

... vale lembrar que nesses acontecimentos se foram uns bons 50 minutos -_- sendo que podemos tirar desses 50, 25 de cenas de sexo que acontecem do nada, tipo quando ela da com a cabeça na privada, ele leva ela pra cama e eles fodem... logico, não há nada mais afrodisiaco que ver sua esposa bater a testa contra o vaso sanitario repetidamente...

Continuando, o filme prossegue com passos lentos, onde aos poucos o marido vai tentando curar a esposa de medos como, err... pisar na grama, e finalmente ela aparece curada... por 5 segundos, pois depois disso, o marido ve uma raposa falante, fica desconcertado e ela acha que ele esta esquisito pois nao consegue ficar feliz com a melhora dela, e piora tudo denovo... ai começa um circo onde temos uma raposa, um veado (animal), um corvo, uma mulher louca que da uma porrada com uma madeira nos ovos do marido, para logo depois masturba-lo e mostrar uma ejaculação de sangue (tudo onscreen), ai pega um furador, fura a perna do marido e prende uma roda de polimento. Ai depois de uma mega perseguição pela floresta, onde ela não quer que o maridão a abandone, ela tem uma visão (que pode ser tanto uma lembrança quanto uma alucinação) de que, enquando a criança subia na cadeira, ela estava vendo tudo debaixo do marido... Enfim, ela resolve cortar o proprio clitoris com uma tesoura (sendo que o processo é todo mostrado em zoom) e o marido finalmente mata ela. Eeeeeee \o/ ... ai ele taca fogo em tudo, sobe uma montanha, e um monte de mulheres começam a subir, indo em direção a ele... oi/

Ai, se você não entendeu, imagine eu... ai resolvi ir direto a Deus (Google) e fazer uma pesquisa pra me esclarecer, pois no final das contas não tinha entendido nem o porque do filme se chamar Anticristo... bad sign!

Enfim, no meio de tantos intelectuais, descobri que se você não souber mitologia, psicologia, filosofia e sociologia a fundo, não vale a pena assistir ao filme. E nossa, como tem gente que saca disso tudo na internet :O

Compilando tudo, descobri que a mulher era má! Preferiu deixar o filho se jogar da janela a perder o orgasmo com o maridão. Ela calçava os sapatos invertidos no filho pq era má tambem. E que o Veado, Raposa e Corvo, representavam respectivamente Luto, Dor e Desespero, e que só o Duende Verde podia ve-los. Descobri tambem que o filme fala de Adão e Eva, Satanás (que era a mulher), Anticristo (que era o bebe que morreu), Jardim do Eden, e que, como Aline Durel bem disse: "Me deixem ser burro! Ser intelectual... dói!"

Eu não sei se sou exigente demais ou se me contento com pouco. Gosto de filmes reflexivos e que façam o telespectador pensar e que não de todas as respostas de cara... acho o maximo, juro mesmo! Mas filmes como este, onde voce nao consegue entender nem o porque da escolha do nome do filme, me fazem pensar se o diretor queria fazer um filme "cabeça" ou se simplesmente estava a fim de fazer um filme cheio de sadismo aleatorio... Sei lá, uma coisa é você ter um enredo levemente fragmentado, onde voce como espectador ter que juntar as peças. Outras são filmes com enredos COMPLETAMENTE jogados, onde você acaba tendo que fazer o papel do roteirista e diretor e fazer as coisas terem sentido dentro da sua cabeça. E logico, isso gera altas conversas sobre "o que o diretor quis dizer com a cena tal" em todos os foruns da internet... Mas acho isso tão invalido no caso do Lars Von Trier (alias, gosto desse nome, da vontade de escrever por extenso toda hora) porque, como ele mesmo diz, não há o que explicar! Nem ele sabe porque fez as cenas, ja que, em suas próprias palavras, que a mão de Deus que o fez criar o filme... não satisfeito, completou dizendo que ele é o melhor diretor do mundo e que talvez esse mesmo Deus não seja o melhor Deus...

err...

... menos Lars Von Trier, menos...

domingo, 8 de novembro de 2009

[RESENHA] Flashforward s01e06 e 07

Bom, como fiquei devendo a resenha de "Scary Monsters and Super Creeps" na semana passada, resolvi juntar minhas impressões sobre os dois últimos episódios de Flashforward num só post.


POST RECHEADO DE SPOILERS


Episódio 6 - Scary Monsters and Super Creeps

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Que tipo de gênio da física quântica deixa uma foto dessas vazar na internet?
Um metido a popstar, obviamente.

Conhecemos um pouco mais de Simon, que até então era só mais um dos personagens da série cercados de mistérios. Descobrimos que ele é um físico quântico egocêntrico metido a sabe-tudo, que de cara joga uma cantada numa passageira gostosa do trem onde viaja, prometendo explicar o motivo do apagão.

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A velha cantada do Gato de Schrödinger. Infalível.

Na verdade ele não explica nada, só dá uma arranhada na superfície de todo o fenômeno, citando o experimento da fenda dupla de Thomas Young (que rende uma piadinha de mal gosto feita pela gostosa, que serve só pra revelar suas aventuras sexuais), e o famoso Gato de Schrödinger, ambos relacionados a estudos de física quântica.

Até dei uma lida sobre o experimento da fenda dupla, mas não cheguei a nenhuma conclusão. Não sou profundo conhecedor de teorias quânticas. Já o Gato de Schrödinger, que ganhou mais destaque no episódio, pareceu-me mais adequado ao que vimos até o momento, e pode ser a chave para a compreensão da natureza dos flashforwards.

Uma das idéias defendidas pela física quântica é a de que a matéria existe, subatomicamente, como uma superposição quântica, ou seja, as "partículas" subatômicas existem em dois estados simultaneamente, como ondas e como partículas, e só assumem um deles por vez quando são medidas por um observador. Aquele papo sobre o gato de Schrodinger pode ter relação com o "funcionamento" dos flashforwards, e do próprio futuro de uma forma geral.

O futuro de cada pessoa seria uma "multifacetada superposição de probabilidades" que, quando observada, se colapsa, assumindo um só aspecto/faceta.

Assim, cada flashforward é apenas uma das inúmeras possibilidades do que pode ocorrer com seu observador. Talvez o que cada pessoa viu no dia do apagão correspondesse a uma das muitas conseqüências possíveis decorrentes da série de eventos na qual ela estava inserida naquele ponto de sua vida. Mas, a partir do instante que a pessoa teve acesso a uma das possibilidades, ela ganhou a vantagem de poder impedir que o futuro/superposição de probabilidades se materializasse da forma como o viu naquele dia.

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E esse daí que Simon matava em seu flashforward, quem seria?

Tá, chega de extrapolações científicas por hora. Passando pro plot de Mark e seus colegas do FBI, Demetri acha que quase ser morto por supostos terroristas chineses no episódio anterior não foi emoção o suficiente para um dia, e resolve investigar mais a respeito do cara que tentou matar Janis. Para isto ele chama o agente Al pra dar uma forcinha, outro que parece não sentir necessidade alguma de descansar após uma longa jornada de trabalho, e partem atrás de mais informações sobre o símbolo da mão azul, encontrada no corpo do criminoso.

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Boooooo!
A mão azul vai te pegar!

Enquanto a dupla de agentes vai atrás de mais uma pista retirada do flashforward de Mark, ele tem coisas mais importantes pra fazer, como sair correndo atrás de adolescentes mascarados em plena noite de Halloween após confundi-los com os assassinos que tentarão matá-lo no futuro. Pura encheção de lingüiça, e clichê até dizer chega. Poderíamos ter passado sem esta.

Antes da crise de paranóia, Mark reviu seu amigo canguru, aquele mesmo que apareceu no primeiro episódio em meio ao caos que dominou a Los Angeles pós-apagão. Há quem diga que a presença do bicho é simbólica. Uns defendem que tem algo a ver com a Austrália (o que deve ter feito muita gente não pensar duas vezes antes de gritar "PLÁGIO DE LOST!"), outros com a China (recentemente descobriram que os primeiros ancestrais da espécie vieram de lá), e outros por causa da origem do nome, que tem relação com situações em que ninguém sabe o que exatamente está acontecendo (é célebre a "história" dos exploradores ingleses que, ao chegarem lá pela primeira vez, perguntaram para um dos nativos o nome do animal, no que ele respondeu "Kan Gu Ruh", os bebedores de chá das cinco o batizaram com este nome mesmo, quando na verdade o nativo dizia apenas que não entendeu porra nenhuma do que os ingleses disseram). O jeito é aguardar alguma explicação, se é que há alguma. Eu por enquanto fico com a teoria de que o responsável por cuidar da alimentação do bicho caiu no sono enquanto entrava em sua jaula no zoológico, e largou a porta aberta.

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Sou mais estiloso que aqueles ursos polares computadorizados

Enquanto isto Dylan apronta das suas, foge do hospital, e decide ir embora pra sua futura casa, o que culmina no primeiro encontro do triângulo amoroso de Flashforward, que torna-se mais um abalo sísmico na relação entre Mark e Olivia, e mais um motivo pra Lloyd ter mais um ataque de gagueira e chatice. Aliás, por falar em coisas chatas, outra que já encheu é a insistência do sujeito em ir atrás de Olivia pra agradecê-la pelo que fez pelo filho. Cinco episódios disto já deu, né? Bom, infelizmente não é o que os roteiristas acham, pois teve mais um pouco disto no episódio 7...

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Muito suspeito o interesse desse cara por Dylan.
Sei não, mas desconfio que logo ele volta a aparecer.

Mas, vamos nos concentrar no conteúdo do flashforward de Dylan, que finalmente foi revelado. Vimos ele com Charlie e Lloyd numa noite tranqüila na casa de Olivia. Não há como a situação ter mudado tão repentinamente em 2 minutos e 17 segundos pra Charlie ter acesso a qualquer informação sobre D. Gibbons, como mencionado no episódio 2, e muito menos ver Dylan em apuros (suposição minha até ver esta cena). Afinal, qual foi o motivo pra Charlie ter entrado em pânico ao vê-lo no hospital? Essa história ainda está mal contada.

Demetri e Al terminam por descobrir três corpos na casa pra onde fugiu o cara que atirou em Janis, e dão de cara com mais um pedaço do futuro, Ian Rutherford, do caso no qual o agente Al trabalhará (ou não) nos próximos meses com Fiona Banks. E, vendo aqueles corpos, alguém mais se lembrou daquelas notícias de suicídios coletivos realizados por seitas de fanáticos religiosos que viviam pipocando nos telejornais há alguns anos atrás? E a Mão Azul, teria alguma relação com Simon, Lloyd ou D. Gibbons?

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Falando em Simon e Lloyd, o episódio termina com o primeiro encontro dos dois. Nada muito revelador. Lloyd vem evitando encontrar-se com Simon, que faz menção a mais pessoas envolvidas no experimento que gerou o apagão. 20 milhões de pessoas mortas no mundo inteiro durante o evento, o que os coloca como os autores do maior ataque terrorista da história (uma frase que deve provocar orgasmos em alguns norte-americanos, de tanto que adoram usá-la em séries e filmes desde o 11 de setembro).


Episódio 7 - "The Gift"

Neste episódio tivemos, de novo:

1) O casamento de Mark e Olívia se afundando cada vez mais;
2) Aaron sendo desacreditado de que Tracy continua viva;
3) Nicole procurando uma forma de ser boazinha pra não merecer a morte punitiva que receberá no futuro;
4) Lloyd e sua insistência em falar com Olivia pra agradecê-la pelo que fez por Dylan.

Como se não bastasse o drama maçante de Mark e Olívia, agora Demetri também anda deixando seu relacionamento com Zoey ser prejudicado por sua obsessão em descobrir alguma forma de não ser morto nos próximos meses. Ele é mesmo o parceiro perfeito para o Mark, ambos podem trocar confidências sobre as cagadas que fizeram ao esconder por tanto tempo de suas mulheres o que vem atormentando suas vidas desde o apagão. Uma pena que não ajudou nenhum dos dois a evitar essa chatice toda que anda virando as cenas envolvendo os respectivos casais que formam.

E por falar em chatices, a cada episódio se torna mais difícil encontrar um motivo plausível pra Olivia terminar gostando de Lloyd no futuro. O sujeito não é um pé, é uma pisada de calcanhar no saco!

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Tá, deixa eu começar a ser mais útil nesta série...

Já a Nicole pelo menos começou a ganhar alguma importância dentro da trama. Quando vi ela se encontrando com Bryce no hospital eu pensei que eles teriam um caso (previsível), e que ela seria o motivo daquela alegria repentina que o "ex-suicida" sentiu após o apagão, mas, pelo visto, o sujeito tem bom gosto, e andará pegando uma japinha no futuro. É com a ajuda dela que Bryce começa sua busca pela mulher que mudará sua vida pra melhor.

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Mudar de profissão seria um bom começo.
O cara desenha excepcionalmente bem.

E o Aaron, cada vez mais apagado dentro da série, pelo menos neste episódio conseguiu uma virada interessante em sua história, ainda que previsível. Mas, estou curioso pra saber que explicação vão dar pro ocorrido, depois de tantas provas afirmando o contrário.

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OH MEU DEUS! ENTÃO VOCÊ ESTÁ VIVA MESMO?!
(Tá, quem não esperava por esta..?)

Bom, comentados os fatos que vêm se tornando corriqueiros em Flashforward, partamos para as novidades.

Pra começar, a Mão Azul se revela uma espécie de sub-cultura mundial pós-apagão formada por pessoas que não tiveram nenhuma visão do futuro durante o evento (apelidadas de "fantasmas"), muitas delas dispostas a morrer a qualquer instante passando por experiências de risco extremo (tortura, uso abusivo de drogas, sexo sem proteção, roleta russa, e daí pra coisas piores). Os "fantasmas" organizavam baladas em locais secretos no mundo inteiro.

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O preço pra entrar na festa dos fantasmas:
sobreviver à roleta russa.

No caso de Ian Rutherford, parece que foi só um pobre coitado usado por uma organização maior para despistar as investigações do FBI, e fazer seu trabalho sujo. Resta saber a quem ele respondia, e se ele tinha mesmo alguma relação com os chineses que atacaram Mark e os demais em Washington.

Foi bem sacada a idéia de que a rede aberta de usuários do site Mosaico vinha sendo usada por Raynauds pra entrar em contato com outros "fantasmas", o que tornou um dos carros-chefe do caso uma faca de dois gumes, como toda boa idéia lançada na internet que rapidamente pode ser deturpada por outros para fins menos nobres (alguém aí atrás gritou regra 34?).

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Frase estilosa do episódio:
"Prazer em encontrá-lo de novo... pela primeira vez."

Mas, o grande destaque do episódio foi a história do agente Al, um personagem que não foi tão bem desenvolvido quanto deveria, mas que mesmo assim conseguiu causar o impacto de que a trama de Flashforward necessitava pra derrubar uma das crenças estabelecidas desde o início.

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"Encontrei um jeito de virar o jogo."

A jogada que o roteirista e o diretor fizeram ao inserir o texto da carta escrita por ele à mulher que mataria no futuro tanto no início quanto no final do episódio foi uma sacada genial! Se no começo eu pensava que era um convite da Mão Azul encaminhado a ela, como acredito que muita gente pensou, foi surpreendente descobrir que Al era o autor, e que apesar de tratar-se do mesmo texto, o ponto onde ele foi reapresentado mudou totalmente o significado das palavras, tornando a seqüência final ainda mais emocionante, além de muito tensa.

O gato de Schrodinger atacou novamente. O futuro ainda não está escrito, mas aberto a escolhas do observador. Uma superposição de probabilidades se colapsa, e Al desiste do seu futuro para dar um de presente à mãe que não tinha nenhum. Belo final para um personagem que teve a chance de crescer em apenas um episódio.

Na próxima semana: "Playing Cards with Coyote"

sábado, 7 de novembro de 2009

[OPINIÃO] O melhor diálogo de todos os tempos da melhor série de todos os tempos

- Ela era uma boa mulher.
- Se acredita mesmo nisso você não teria ameaçado de atirar nela na frente da comporta.
Mas não faz mal: eu também pensei em fazer a mesma coisa diversas vezes. Acredite...
- Chefe, não é preciso...
- Permita que eu lhe pergunte uma coisa, almirante: quem de nós ficou mesmo com o par desejado? Quem ficou com a melhor dentre as opções limitadas? E por quê? Por quê?
Porque aqueles que realmente queríamos, ou realmente amávamos, estavam mortos ou então morrendo ou eram cylons sem saber que eram. Se Boomer tivesse...
- Ouça...
- Se eu soubesse...
- Ouça.
- Não.
- Vamos embora.
- Não.
- Eu não sabia.
- Vamos embora.
- EU NÃO SABIA! Então eu me contentei com o que eu consegui.
Eu me contentei com a voz esganiçada, os olhos vazios e enfadonhos, e o fedor de repolho fervido que exalava dela.
E por quê?
"Porque esta é a minha vida!"
"Esta é a vida que eu escolhi!"
E estaria tudo bem, mas sabe de uma coisa?
NÃO ESTÁ TUDO BEM!
Eu não escolhi essa vida.
Esta não é a merda da minha vida.
- Que inferno aconteceu com você? Não faça isso. Não faça isso à memória dela.
- Quer saber? Sinto muito se não "fizer isso" do jeito que quer que eu fizesse, ou do jeito que você faria. Não transformarei num anjo alguém que não era um anjo. Mas eu vejo que foi o que você fez. E agora você veio aqui para estar no meu clube, mas você não faz parte do meu clube.
Você não sabe em que clube eu estou.
Porque nunca fez as perguntas certas.

- Chief e Almirante Adama, Battlestar Galactica, s04e03 "The Ties That Bind"

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

[QUICK POST] Momento Sprite - As coisas como elas são

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Se alguem souber o site onde são publicadas essas tirinhas, agradeço

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

[CRÍTICA] 500 dias com ela

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Sim, é uma comédia romântica. Rapaz conhece garota, se apaixona por ela, eles ficam juntos, são muito felizes, o mundo é pura magia... Enfim, todas essas clichezadas às quais nos acostumamos tanto depois de anos e anos da mesma fórmula pasteurizada, a ponto de ficarmos apáticos com relação a qualquer nova produção que receba a classificação de comédia romântica. 500 dias com ela tem tudo isto, mas, fico satisfeito em dizer que o filme vai além.

Acredito que a melhor forma de defini-lo é como um filme perfeito pro sujeito que acabou de levar um pé na bunda da namorada, que ele, até então, acreditava ser o amor de sua vida. É disto que se trata toda a história.

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O casal formado pela bonequinha Zooey Deschanel e o "boa praça" Joseph Gordon-Levitt (que parece o irmão caçula do Heath Ledger, como pode ser comprovado numa rápida googleada) é cativante o bastante pra conquistar nossa simpatia, mas o grande diferencial de 500 dias é a direção de Marc Webb, também responsável pelo roteiro do filme.

A história é contada de maneira não-linear, e cobre os tais 500 dias que o rapaz não exatamente ficou com ela, mas teve de conviver com a presença dela em sua vida, seja ela física ou não, conforme descobrimos no desenrolar da trama (e neste ponto o título brasileiro perde pro original, 500 days of Summer, que traduzindo seria algo como 500 dias de Summer, sendo Summer o nome da garota) .

Indo e voltando no tempo de uma maneira que a princípio soa aleatória, não demora muito pra pescarmos a intenção do diretor, cuja grande sacada é fazer, através da montagem, um balanço de toda a relação entre o rapaz e a garota. Assim, alternadamente, vemos os melhores momentos de Tom com Summer, seguidos pelos piores (com ou sem ela).

A montagem de 500 dias é ótima! Cortes precisos entre uma seqüência correspondente a um dia do casal e outra, sempre criando contrastes claros o bastante pra aproximar o espectador do drama que se passa na mente de Tom.

Mas, acho que já falei demais da estrutura narrativa. Os personagens também são ótimos. Além do colírio para os olhos que é a Summer, que além de linda é apaixonante , 500 dias também conta com Chloe Moretz, interpretando a irmã caçula que qualquer marmanjo gostaria de ter. Uma ninfeta de 15 anos que serve de conselheira amorosa para Tom, e consegue ser mais madura que ele. Uma pena que apareça tão pouco, mas sempre de forma marcante. E Tom faz por merecer nossa simpatia, pois ele realmente nos convence de que sentia ter finalmente tirado a sorte grande, e chega a ser tocante, em certo momento do filme, notar o quanto ele já havia se entregado a Summer, e quantas esperanças depositava nela. Sim, é coisa de marinheiro de primeira viagem, mas, é algo pelo qual boa parte de caras da minha idade já passou (tenho 27), o que reforça a identificação com o personagem.

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Outro grande êxito do roteiro é a maneira como sintetiza perfeitamente todo drama e sofrimento da parte que se ferrou num relacionamento que começou cheio de promessas e foi minguando até terminar com uma das partes tendo que lidar com o fato de que a outra já não a quer mais em sua vida da forma como a primeira deseja. É aquela velha história de que por mais que o sujeito queira esquecer, as lembranças insistem em atormentá-lo (algo que inevitavelmente traz à tona Brilho Eterno de Uma Mente de Lembranças, um verdadeiro divisor de águas no que diz respeito a filmes sobre o amor).

Assim, são muito eficientes as seqüências que funcionam como opostos perfeitos umas das outras. Como a do início do filme, na qual Tom acha o máximo descobrir que Summer também gosta de The Smiths para, mais tarde, quando já não está mais com a garota, ele tomar ódio pelas músicas do grupo porque faziam com que se lembrasse dela. O mesmo valendo pra parte em que ele descreve para o amigo tudo que ama em Summer para, mais adiante, vermos a mesma seqüência de cenas com a diferença de que agora ele enxerga todos aqueles motivos como defeitos.

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Ah, e o passeio de Tom no dia seguinte à sua primeira noite de sexo com Summer, que aos poucos se transforma num musical (!), é daquele tipo de passagem que nos deixa facilmente com um sorriso de satisfação de uma orelha à outra, de tão divertida e exagerada que ela soa.

Mas, acredito que o melhor momento do diretor é mesmo toda a seqüência em que a tela é dividida em duas partes, onde vemos na primeira o que Tom esperava de seu reencontro com Summer, e na segunda o que de fato aconteceu. Pra quem já passou por aquilo não tem como não se identificar, e muito menos não lamentar a capacidade que temos de muitas vezes criarmos altas expectativas com relação a momentos futuros que julgamos importantes em nossas vidas para, mais tarde, nos magoarmos, quando elas ficam longe do que realmente se passou.

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500 dias com ela é um filme que não se esforça, e nem tem a intenção de apresentar um final feliz, ou uma solução forçada. Há, sim, um desfecho positivo, uma tentativa de mostrar que qualquer um pode passar por aquilo, assim como qualquer um pode chegar à mesma conclusão de Tom: tem muita mulher neste mundo (cerca de 52% da população mundial é composta de mulheres), portanto ainda há chances de uma delas ser a felizarda. Talvez seja só uma questão de mudar a estação (sacadinha obrigatória de final de crítica).

Depois de Antes do Pôr-Do-Sol e Antes do Amanhecer, sem dúvida o melhor filme sobre romance que já assisti. Recomendo.

[Quick Post] Meteorologia sucks!!!

Certo, viagem programada pra sábado, daí vamos verificar como estará o clima na cidade destino no dia da viagem. Cerca de dez sites sobre o assunto consultados. DEZ REPOSTAS DIFERENTES. Então, o que aprendemos hoje? Quando se trata de meteorologia, o mais certo é: quem sabe????

domingo, 1 de novembro de 2009

[TOP 5] As mulheres feias mais lindas do mundo


Não, vc não leu errado e nem eu escrevi errado... ok, talvez tenha escrito, tentar enlouquecer o Rodrigo ao não passar corretor ortográfico nos textos é uma forma de pagamento válida pra mim. Mas onde eu estava mesmo? Ah sim, pessoas feias.

Entenda, quando eu digo pessoas feias, eu quero dizer pessoas feias MESMO. Pessoas que nem maquiadas hollywoodianamente ficam bonitas. Pessoas mais feias que paraguaio baleado, mais feias que indigestão de torresmo, mais feias que sapato de padre, mais feias que tombo de mão no bolso, mais feias que... bem, acho que deu pra entender.

Entretanto apesar dessas pessoas serem irremediavelmente feias, no conjunto da obra elas acabam ficando... lindas. Não, não estou falando do efeito Raimunda ou qualquer droga residual que o axé dos anos 90 plantaram na sua cabeça, estou falando de pessoas feias mesmo que são lindas. Dúvida? Então checa só o nosso TOP 5

5 - Sarah Jessica Parker
Talvez o nome não lhe seja familiar, é a Carrie de Sex and the City. Sinceramente, eu não gosto de Sex and the City e não poderia me importar menos em quem a Carrie é ou deixa de ser.
De igual forma seria com Sarah, que alem de não ser bonita sequer é jovem e acredite, a foto acima é uma das suas MELHORES fotos.
Nariz fino, bochechas secas fr0m h311, testa grande, não tem lá muito peito, não dá pra dizer que ela seja bonita, realmente não rola. MAS, olha o nosso MAS aí, Sarah tem alguma coisa... acho que por parecer a Jenifer Aniston daqui a 20 anos, que alem de ser uma das mulheres mais lindas do mundo com certeza é a que transmite maior simpatia e carisma de Hollywood, bem, de alguma forma não dá pra dizer que ela não é bonita e com mais certeza ainda não dá pra dizer que é uma MILF que vc queria fora da sua lista de pessoas a comer.

...

... quer dizer, vc tem uma, certo? Hã, todo mundo tem uma, não? Seja como for...

4 - Sheryl Crow
Não há nada que eu possa dizer sobre Sheryl Crow que a foto acima já não diga muito melhor
Bochecas = FAIL
Sorriso = EPIC FAIL
Peitos = OMFG A SHIPMENT OF FAIL!!!

Não tem muito como discordar disso, como eu já disse. Ok, ela é feia.
Mas ao mesmo tempo, sério que ela não é bonita? Sério mesmo? Pois é, né?
É, foi o que eu pensei

3 - Clea Duval


Ao contrário de todos vocês bichinhas e marinheiros que estão me lendo, eu não conhecia a Clea de Heroes (sim, a agente do FBI que anda com o Matt na primeira e única temporada, lembra?). Clea e eu nos conhecemos de longas madrugadas insones jogando WoW com a TV ligada nas séries do SBT (que ao menos naquela época tinha séries fodas bagaraio). Carnivalle passava bem tarde, mais ou menos naquela hora que todo mundo já foi dormir e vc fica arrumando uma ultima coisinha na Auction House ou na sua caixa de correio.

Mas voltando a Clea, o que diabos é isso afinal? A filha perdida do Michael Jackson e da Sandra Bulloc?!? Um traveco? Eu nunca conheci ninguém com mais cara de machorra (como minha mãe se referia a femea alfa da relação sapatistica) do que ela, ok, talvez a Xena, mas enfim.

Então, olhe bem nos meus olhos de emoticon e diga sinceramente que ela não é feia: O_o
Agora, olhe bem nos meus olhos de emoticon e diga sinceramente que ela não é bonita: O_o

Tricky, huh?

2 - Marimoon

Se por algum motivo inesperado do destino e das leis da fisica Deus não só exista como na eventualidade de existir ele goste de vc, talvez na sua casa não pegue MTV. E se vc tiver realmente mais sorte ainda, então talvez nem faça idéia de quem seja Marimoon, praticamente a Boxxxy Tupiniquim (sim, cada grotão tem a musa que merece)

Vamos lá: Marimoon era uma otaka-emo que ficou infinitamente popular no seu fotolog pq vendia beijos na AnimeCon (ou AnimeFriends, uma porra dessas assim) para gordos perdedores que nunca vão encostar em uma mulher sem ter que pagar por isso (como deve ser a ordem natural das coisas). Seja como for, a MTV querendo se mostrar antenada com a mocidadis, cooptou essa musa da interwebz brasileira para seu quadro de Vergonhas Jocosas, vulgos VJs.

Tirando o fato de que ela é uma completa retardada (sério, ela se diz comunista mas tem uma lojinha em seu site, se diz vegetariana mas usa botinha de couro e daí pra baixo), o que tem de errado com essa guria? Bem, várias coisas. Várias.

A primeira é que ela é infinitamente desengonçada. E quando eu digo desengonçada eu não digo uma garotinha atrapalhada, isso é extremamente adoravel, eu digo desengonçada como a Alice, a Grande que era apaixonado pelo Popeye

Acho que isso cumpre minha cota de referencias bizarras por hoje

Então, imagine Alice, a Grande, com um nariz do mesmo tamanho, com menos peito ainda, vestida como emo e com cabelo azul. Isso é Marimoon pra você. Quer dizer, por qualquer angulo que se olhe, é uma figura absurdamente bizarra, não? Definitivamente, se vc parar pra pensar sobre isso, Marymoon é uma pessoa feia.

Mas...
Não é uma feia linda?

E O PRIMEIRO LUGAR VAI PARA... A FEIA MAIS LINDA DO MUNDO É...
TCHÃNÃNÃAAAAAAAAN...

SÓ PODIA SER!

1 - GOGO YUBARI

É claro!
Vai dizer a única unanimidade interplatenária dessa lista, é só dizer pra qualquer um: "pense numa pessoa feia que é linda" e se a pessoa ainda sim não pensar em ninguem, use-a como exemplo. UNANIMIDADE, to te dizendo!
A guria é feia pra caralho, é mais feia que cusco rengo tentando pentear manga, mais feia que briga de foice no escuro, mais feia que pinto depois de suruba, mas...

... linda demais, vai dizer?