segunda-feira, 24 de maio de 2010

[IMPRESSÕES] Lost - "The End"

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Sei que falei muito pouco de Lost aqui no blog ao longo de toda a sua existência, apesar do tempo que dediquei à série nos últimos seis anos, algo que ia muito além dos 42 minutos que, em média, durava cada episódio. Fosse elaborando teorias, participando de discussões com fãs, escrevendo comentários sobre a série em outro blog, ou mesmo fazendo um apanhado geral de tudo que já sabíamos dela até o momento, e de tudo que ainda não tinha sido revelado, um pedaço da minha vida foi devotado a esta série.

Ontem, quando "The End" foi exibido, acabei não resistindo à tentação de assistir o episódio final ao vivo, num dos vários streamings que foram disponibilizados na net para a transmissão de um dos maiores eventos da cultura pop desta década. Após assisti-lo, falar de Lost por aqui acabou se tornando uma obrigação, uma dívida de gratidão que eu precisava pagar de alguma forma.

Tamanho foi o magnetismo com que o episódio atraiu minha atenção, que o que era pra ser apenas uma olhada nos primeiros minutos do final da série, o qual eu planejava assistir apenas hoje a noite quando chegasse em casa, acabou virando uma experiência plena que vivi ao lado de milhões de outros fãs de Lost naquele momento.

Nunca assisti um episódio de Lost ao vivo, mas assim que comecei a assistir "The End", não pude deixar de pensar que eu queria fazer parte daquilo, daquela comoção mundial, daquele momento único em que milhões estavam com os olhares fixos nas TV's, monitores, visores de celular, iPad's, enfim, fazendo uso de qualquer meio que permitisse acompanhar em tempo real aqueles minutos finais da série que despertou em muitas pessoas uma sede insaciável por respostas e, porque não dizer, de perguntas também.

Não quero, com este texto, cair no lugar comum, e repetir o que muitos já disseram sobre a série. Sim, ela foi um marco na história do entretenimento, ousou em muitos aspectos técnicos e narrativos, explorou seus personagens como poucas séries conseguiram e, apesar de todos os erros, tropeços, e falta de respostas para muitas perguntas, ninguém pode tirar de seus criadores talvez o maior mérito de todos: estimulou, como poucas produções voltadas para um grande público, a imaginação de milhões de pessoas ao redor do mundo.

"The End", desde o momento em que Jack fechou seus olhos pela última vez, numa das cenas mais poéticas de toda a série, já se tornou um divisor de águas entre os admiradores de Lost. Mas isto não é nenhuma surpresa, pois Lost, desde sua primeira temporada, quando deixou grande parte do público revoltado pela total falta de respostas, e pela história lotada de pontas soltas, sempre foi uma série que dividiu opiniões.

No decorrer destes 6 anos, a cada novo episódio, o número de perguntas aumentava, enquanto as respostas vinham em doses homeopáticas. Muitas das questões, é certo, surgiram da cabeça dos fãs, cuja curiosidade superou a capacidade dos roteiristas da série de fornecer respostas para todas elas, e muitos, não sem razão, passaram cada vez mais a duvidar que respondessem a maioria delas.

Por muito tempo fui um daqueles que se interessavam mais pelos mistérios da história, do que pelo drama dos personagens, ou por questões sem muito apelo como "Com quem a Kate vai ficar? Jack ou Sawyer?". Questões referentes aos personagens não me interessavam tanto quando não tinham muita relação com os mistérios que surgiam na Ilha, ela mesma um dos grandes personagens de Lost. E foi com certa frustração que assisti o final se aproximando cada vez mais, e as possibilidades de responderem as muitas perguntas que ainda tinha na cabeça diminuírem.

Esta última temporada, mais uma vez, já começou ousando com uma mudança do formato, e lançando a grande questão que seria elucidada ao longo de seus 17 episódios: Qual é o significado dos flash sideways? Com ela, obviamente, surgiram outras: Qual é a sua origem? Foi a explosão da bomba que o gerou? É uma realidade paralela que sempre existiu, e só estamos tomando ciência dela agora? Como se os roteiristas de Lost já não tivessem perguntas demais pra responder...

Inicialmente eu estranhei a idéia, mas logo ela passou a fazer sentido. Afinal, se os caras estavam afim de agradar a maior parte de seu público, ao invés de tomarem apenas um dos dois possíveis caminhos (a bomba alterou a história / a bomba não fez nada), optaram por seguir os dois paralelamente. Foi uma idéia arriscada, que nos primeiros episódios fez muita gente torcer o nariz achando que era desperdício de tempo acompanhar histórias vividas por versões alternativas daqueles personagens de quem nos sentíamos tão íntimos após 6 longos anos. E demorou um bocado para convencerem da importância que tudo aquilo tinha para o que ocorria na Ilha.

Não vou entrar em detalhes sobre a trama da última temporada. Basta dizer que tivemos mais um episódio marcante de Desmond, que conseguiu mudar a impressão de muitos com relação aos flash sideways; um episódio emocionante dedicado a Ben Linus (um dos meus preferidos desta temporada, mesmo abordando muito pouco da mitologia de Lost); muitos momentos impactantes e mortes um tanto inesperadas; e um número razoável de respostas para muitos dos mistérios mais antigos da série.

Daí veio "Across The Sea", outro dos grandes divisores de água da série, com a resposta para as origens de Jacob e do Monstro de Fumaça, e também sobre o verdadeiro propósito da Ilha, e a origem de seu poder. Foi um episódio tão vago em suas respostas, quanto complexo nas reações que gerou. Confesso que fiquei revoltado após assisti-lo pela explicação que, num primeiro momento, se mostrou superficial e boba demais para a origem do Monstro, e simples demais para a fonte de energia da Ilha. Mas, passado um tempo, ele conseguiu me atingir mais fundo, e foi com ele que eu entendi, finalmente, qual era o grande propósito dos criadores da série.

Lost não passou de uma grande metáfora sobre a história do conhecimento e do espírito humano. Sobre o quanto crescemos, e o quanto ainda podemos crescer. Sobre o que já conquistamos, e o que resta para conquistarmos. Foi uma reafirmação de algo que todos já sabemos: não há respostas pra tudo nesta vida, e sairemos dela com mais mistérios insolúveis do que soluções para eles.

Com Jack, e todos aqueles personagens, ou melhor, com todas as pessoas que foram, das mais variadas formas, atraídas para a Ilha, aprendemos que no final, o que realmente importa não é o número de questões que conseguimos responder, mas o que ganhamos enquanto buscávamos solucioná-las. Quanto conhecimento acumulamos, e como conseguimos usá-lo, seja criando teorias sobre a solução de seus mistérios, ou correndo atrás de mais informações para tentar antecipar algumas respostas? Quantos amigos de verdade fizemos, e quão significativos fomos na vida deles? Como podemos ser pessoas melhores? Como esquecer os erros do passado? E, por fim, como seguir em frente? Estas são as perguntas que, na minha opinião, os verdadeiros admiradores de Lost devem se fazer após seu fim. Um final lindo, reflexivo, emocionante, que só mostrou quão bela é a vida, e o quanto grande parte de sua beleza provém de seus mistérios.

Mesmo que a Luz da Caverna se apagasse definitivamente, não havia mais com que se preocupar, pois Lost passou a chama adiante, acendendo-a dentro do coração e da mente de muitos que souberam apreciar a experiência coletiva que a série proporcionou. Lost foi isto, uma luz que iluminou o caminho de muitos em busca de um "algo mais" neste mundo, um estímulo para que não desistíssemos de correr atrás de respostas, não dentro de uma série que chegou ao fim como tantas outras, mas aqui fora, nesta vida, que no final das contas foi a maior fonte de inspiração, e origem dos grandes mistérios daquela Ilha que tanta curiosidade nos despertou.

No final, todos que realmente aproveitaram a jornada se tornaram iguais a Jacob, cada um protegendo uma luz que não quer se apagar, este canal direto com a fonte maior, a origem de tudo, a resposta para todas as perguntas.

Muito obrigado a toda a equipe de roteiristas, diretores, atores, entre tantos outros por trás desta série magnífica e inesquecível, que tanta diversão, emoção e reflexão me proporcionou. Foi um prazer acompanhá-los durante estes 6 anos.

domingo, 23 de maio de 2010

[CRÍTICA] Kick-Ass - Quebrando Tudo (2010)

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Obs.: Não poupei o texto de SPOILERS, portanto, recomendo que assista o filme antes de ler. Ou, melhor ainda, recomendo que leia HQ na qual ele foi baseado (facilmente encontrável pra baixar por aí, inclusive traduzida) antes de assistir o filme, e aí sim volte para ler o texto.

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Já que o Queza deu o pontapé inicial, eu meio que me senti na obrigação de falar do filme, já que elogiei tanto a HQ por aqui ano passado. Então falemos de Kick-Ass.

Assisti o filme hoje, e posso dizer que fiquei satisfeito com alguns pontos, e bastante decepcionado com outros.

Vou meter o pau um pouco antes de falar das qualidades.

Pra começar o Dave não é tão fodido como na HQ. Sim, ele continua sendo um banana, que cometeu a cagada de iniciar um movimento que se tornou maior do que ele. A essência do personagem continua a mesma, até ressaltaram um pouco mais o lado nerd do cara, investindo num visual um pouco mais estereotipado. O problema é o que acontece com ele a partir de determinado ponto da história.

Por exemplo, a primeira surra que ele leva, e as conseqüências dela, são mais brutais nos quadrinhos do que no filme. Tudo bem que tiveram que dar uma amenizada na violência. Mas senti falta da impressão que o Millar conseguiu passar ao leitor da HQ do quanto foi duro pro Dave ter que passar por tudo aquilo, isto fazendo uso de pouco texto e umas cenas-chave. Faltou uma noção melhor de quanto tempo o rapaz ficou se recuperando no hospital e em casa.

Outra, na HQ, depois de se ferrar várias vezes seguidas, quando parece que as coisas vão dar certo pro Dave, elas dão um jeito de ficar piores. Também faltou um pouco mais disto no filme. Acho que a questão toda se resume a uma frase: Ele fica com a garota no final, porra!

Tudo bem que pra vender a idéia pra algum estúdio de Hollywood eles tiveram que dar uma "enxugada" nas tramas paralelas da HQ, e usar de uma violência que não é tão explícita como a vista nos quadrinhos. Mas na obra original ele é finalmente coroado o herói mais fodido da história quando ele pensa que vai se dar bem com a garota, revelando que é o Kick-Ass e que não é gay, e acaba levando um fora tão devastador, que se ele tivesse levado uma enrabada de um negão bem dotado por 3 horas seguidas não teria doído tanto. Mas, eles tinham que dar final mais "feliz" pra alguém, porque vocês sabem como os executivos de Hollywood pensam quando discutem os possíveis lucros que vão arrecadar com seus filmes: "Não importa se a HUMANIDADE está extinta nesta altura da história, se o rapaz idiota ganhar um selinho da garota gostosa, todos vão gostar, e encher nossos bolsos com as bilheterias."

Mas, passemos adiante. Essa aí de cima dava até pra fingir que não aconteceu, até porque o Kick-Ass nem é o melhor personagem da HQ original, então não tinha porque ser diferente no filme. O erro mais imperdoável que cometeram nesta adaptação diz respeito ao Red Mist.

Cara, na HQ ele é um dos personagens mais interessantes de todos, porque apesar de ficar bem claro, praticamente desde o momento em que ele aparece uniformizado, que o sujeito é mesmo o filho do mafioso, o Millar teve a ótima sacada de não deixar claro qual era a dele naquele esquema. O leitor passa algumas edições imaginando se o garoto tinha virado super-herói justamente pra combater seu pai, que praticamente o desprezava, ou se tudo fazia parte de um plano pra ele ajudar o pai a se livrar dos heróis. E esse é um dos grandes méritos da história original.

Seria ótimo se tivessem segurado esta informação até o momento em que os dois se enfrentam no final. Mas não, eles entregam essa informação de bandeja NA METADE DO FILME! Aí não dá, né?

Daí pra frente eu comecei a assistir o filme meio descrente do que veria a seguir. O que foi até bom na verdade, porque é depois disto que entra algumas das melhores idéias da adaptação, epraticamente todas elas giram em torno de uma personagem: Hit-Girl.

Tá, eu sei que vou cair no lugar comum dizendo isto, e sei que quando o filme sair por aqui serei só mais um fazendo coro e dizendo que ela é a melhor personagem tanto da HQ quanto da adaptação. Mas não tem jeito, a Chloe Moretz É a Hit Girl, e isto é tudo que precisamos saber pra curtir todo o resto.

A cena da visão noturna estilo Doom; o tiroteio no escuro filmado através dos flashs dos disparos; ela encarando um bando de capangas armados num corredor estreito... Enfim, todas as melhores seqüências de ação do filme são dela, e com méritos! Porque se o Matthew Vaughn não tivesse aproveitado todo o potencial da personagem, que foi o maior trunfo do Millar na HQ, daí era pra largar mão de vez do filme e ir assistir outra coisa melhor.

Ah sim, e o Nicolas Cage ficou bacana como Big Daddy. Deram até uma origem mais trágica pro personagem, coisa que não existia na HQ. Eu até diria que isto foi desnecessário, e que não gosto dessa mania que Hollywood tem de tentar justificar as ações de um cara que só quer mesmo é matar todos os bandidos que puder e limpar sua cidade, MAS, como ela é contada num flashback em quadrinhos 3D feitos por John Romita Jr., um dos meus desenhistas preferidos, e o ilustrador da HQ de Kick-Ass, então deu pra perdoar. Bela sacada.

Quanto ao final um tanto apelativo, já comentado pelo Queza há dois posts atrás, sim, também achei a cena da mochila voadora injustificada. O Kick-Ass podia muito bem entrar pela porta da frente, seguindo a trilha de corpos deixados pela Hit-Girl. Aquela cena só serviu pra mostrar que ele é mais banana ainda (nem precisou sujar as mãos, depois que a garota deu conta do serviço pesado). A luta dele contra o Red Mist parece briga de menininha. Mas pelo menos ele consegue, em parte, se redimir no final, matando o mafioso com uma bazuca (quem não gostaria de fazer isto com alguém que odeia algum dia?).

Mas, o saldo final foi positivo. Como adaptação ele funciona bem, mas poderia ter ficado ainda melhor se tivessem preservado outras boas idéias da HQ. Como filme de super-heróis independente de sua fonte original ele funciona melhor. Usa de uma linguagem que tem grandes chances de atrair adolescentes, pós-adolescentes, e adultos que ainda não estão com vontade de amadurecer (o que normalmente é sinal de boas bilheterias (vide a série Crepúsculo)). É um filme divertido, muito bem dirigido, e que só fez aumentar os lamentos de muitos que não viram um X-Men 3 dirigido por Matthew Vaughn (pra quem não lembra, na época ele estava praticamente confirmado como diretor). Vamos ver se ele consegue manter o nível com a segunda chance que ganhou da Fox de dirigir um filme dos mutantes.

E continua o sonho de ver uma HQ do Millar melhor adaptada...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

[Musica] Mundo Inteiro = Im Yours

Sou só eu ou a musica da Roberta Campos "Mundo Inteiro" lembra DEMAIS a "Im Yours" do Jason Mraz? hummmmm =X

domingo, 16 de maio de 2010

[Random] Então... 2010 e só 5 meses depois que um post aparece...

Então... nao vou pedir desculpas por não postar... pois, bem... ninguem posta/le mais nada aqui mesmo... então vamos direto aos negocios!

ps: Ah sim, não estou preocupado com spoilers... então se você não chegou no filme/episodio que eu comentei... bem, azar :D

@Fringe:
Cara... OBVIO que era o Walternativo fazendo a merda toda! Desde a primeira temporada arrisco dizer... (quando o Walter tava no manicomio e ele "se" viu do lado de fora)... a pergunta é: Não tinha uma forma menos rebuliçosa de viajar entre as dimensões? Digo, pra uma coisa secreta, você tentar mover uma ponte inteira de lugar me equivale e jogar bombinhas no meio de uma missa... sei la...

@Supernatural:
Ainda não vi o ultimo ep (S05E22) mas só eu achei que eles forçaram a barra na hora de conseguir os dois ultimos aneis? Digo, os cavaleiros que dariam otimos episodios solo, foram arrebatados (haha) em apenas um... um pros dois... sei la, correria de final de temporada... Fora o fato de que, obviamente, não sabiam de outra forma de fazer com que o Morte cedesse o anel sem... bem... matar os protagonistas... enfim, boa saida... E se o Sam disser "Sim" e se "Sacrificar" e depois voltar como se nada tivesse acontecido, eu desisto de Supernatural (mentira, não larguei Heroes nem depois daquela bosta de segunda temporada...)

@Dexter:
Cara... Dexter é uma série do S2... To meio atrasado, comecei a terceira temporada agora... mas acho o maximo como tudo da certo pro protagonista... TUDO da errado durante a serie... mas na verdade ta tudo dando certo... e o final da segunda temporada é um samba de surpresas que... tenho nem palavras... apenas queria dizer que gostaria de estar la matando a Laila com ele!!!!

@Lost
Então... mini flashback: Anos atras larguei a serie no meio da segunda temporada pois meio que cansei dessa vida... ai agora, em pleno final de serie resolvi ligar para entes queridos e marcar o que eu gosto de chamar carinhosamente de "Maratona Desesperada". Corremos tanto que agora começamos a quinta temporada ontem... mas infelizmente nao vamos conseguir estar prontos para o ultimo ep =/ Mas enfim... quero deixar aqui relatado que eu amo a Sun e que casaria com ela se fosse um coreano hitman com cara amassada! Os produtores tentam de todas as formas mostrar que todos os personagens são filhasdaputa... flashbacks escabrosos de Kate, Jack, Sawyer.. mas os da Sun, por MAIS que eles tentem... ela sempre sera foda! Acho que ela e o Desmond são os unicos personagens que nunca me causaram antipatia... Alias, e essa historia da ilha se movendo no tempo e no espaço hein? Aquela roda sempre esteve ali? E tipo, como o ben sabia usar se... ahn... tinha uma construção da Dharma e pra chegar la ele teve que explodir a parede? Eles tem sempre que fazer isso? Explodir a maquina, mover a ilha, reconstruir tudo para o proximo incidente? uhnn... é por isso que as pessoas ficam bitoladas por Lost haha!

@Kick-Ass
Cara... vi o filme... sei la, rolou uma lagrima de decepção... Hit-Girl chutando bundas e tal... Kick-Ass sendo aquele bundão... o de sempre... mas... sei la... só eu achei que mudaram um pouco o significado do filme? Tipo, ta, um garoto vestindo roupa de mergulho com um lança chamas nao é muito real... mas um jetpack? Com duas metralhadoras embutidas? No ultimo andar de um edificio enoooourme? Sei la, a graça do quadrinho, pra mim, era ser o mais irreal que pudesse beirar a realidade! Tipo, uma garotinha de 11 anos não poderia fazer aquilo tudo... ok! Mas parava por ai! Agora ele voa pela cidade! Com metralhadoras! Bah... gostei não... e sim, eu ando muito reclamão mesmo...

@Alice do Tim Burton
O filme é só do caralho. A Rainha Vermelha e o Gato Risonho roubam a cena. E por incrivel que pareça, o personagem do Johnny Depp (Chapeleiro Maluco) é um dos mais apagados... Sabe quando você sente que poderia ser QUALQUER um ali? Podia ser a Lebre de Março, poderia ser o Gato Risonho... Ele não parece fazer A diferença... apesar de ter trabalhado muitissimo bem! Culpo a concepção do personagem :D
Ponto alto foi o enredo cheio de mini mensagens escondidas. Um prato cheio praquele povo que alimenta sites com mensagens subliminares, que diz que quando você toca o vinil da xuxa ao contrario, encontra uma receita de estrogonoff de carne... bizarro!

@V (2009)
Cara... V ta sendo outra surpresa vem fodinha! Acho o maximo de como só tem filhodaputa na serie! Todo final de episodio eh um personagem fazendo merda e olhando pra camera com cara de "Heh, ninguem sabe...". Muito bom!

@United States of Tara
Comecei a ver tem umas semanas... ainda nao sai do sexto episodio da primeira temporada... mas to gostando muito. O conflito das personalidades e o fato delas deixarem uma ponta de duvida sobre a "Tara" ser mesmo a personalidade real dela dão um toque a mais na serie.


E é só... até daqui a 5 meses (risos)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

[Ano Novo] Mas já???

Mais uma vez o tempo nos pega desprevenidos e termina sem dó nem piedade. Todas as promessas e metas não cumpridas são renovadas para o próximo ano. Para muita das vezes, não serem cumpridas novamente...
E fica aquela reflexão se foi realmente o ano que correu ou se foi a gente que correu tanto que nem viu ele passar...
Bom, último post meu do ano, então nada mais normal que desejar um ótimo ano novo para meus camaradas inexistentes, que seja um ano de muita criatividade pra gente movimentar essa bagaça aki...
Claro, não poderia deixar de desejar também um ótimo ano novo para todos os nossos leitores.

Quê? Que mané esse blog só tem três leitores o q rapá?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

[Natal] Feliz Natal

Entao, feliz natal pessoas inexistentes!
Estou aqui apenas para postar isso:
http://store.steampowered.com/sub/2687/

Para bom entendedor, meio link basta...


Sério, que preço é esse? :O

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

[CITAÇÃO] Ciclope e Dr. Destino: Um Diálogo (ou Porque quadrinhos ainda são uma das minhas maiores paixões)

(extraído de X-Factor volume 3, nº 49, traduzida por Warxox, do Só Quadrinhos)

Ciclope e Dr. Destino, 80 anos no futuro, ambos obviamente decrépitos, conversando sobre que fim levaram:

Dr. Destino: Olhe para nós, Summers. Somos relíquias de uma época mais elegante, você e eu.
Ciclope: Elegante?
DD: Antes das guerras e dos atos do governo enlamearem as águas. Nós representamos algo antes. Eu, o uso do poder para ganho pessoal, desde que ninguém além de mim fosse se beneficiar dos meus esforços.
Você e seu gênero, usando o poder para benefício do bem comum.
E ainda assim o bem comum nos desprezou... E a vocês mais do que a mim. Sabe por quê?
C: Porque as pessoas são idiotas.
DD: Porque elas me entendiam. Eu era o vilão. Egoísmo, não o altruísmo, é o padrão moral inerente à humanidade.
Vocês enfrentaram as suspeitas delas com altruísmo, e já que elas não puderam entender, elas odiaram vocês ainda mais.
Isto e... Bem, porque as pessoas são idiotas.

________________________

É por essas e outras que considero o melhor trabalho do Peter David entre todos que já li dele nos quadrinhos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

[RESENHA] Flashforward s01e10 - "A561984"

SPOILERS A TORTO E A DIREITO

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Duas semanas depois, Flashforward já volta sem perder tempo, retomando alguns de seus plots mais importantes.

Mark e Demetri, indo contra as ordens de Stanford, partem pra China, atrás da mulher que anunciou a data da morte do agente Noh. Depois de uma rápida discussão com outro agente que tenta impedi-los de prosseguir nas investigações, a dupla conseguem chegar à dita cuja. Seu nome é Nhadra Udaya, e tem uma informação surpreendente sobre a identidade do assassino de Demetri. Mas, voltaremos a isto mais tarde.

Enquanto isto, parece que a volta aos roteiros de David S. Goyer, um dos criadores da série, fez um bem considerável ao andamento da história. Depois de penarmos tendo que aturar a falta de uma química convincente entre Olivia e Lloyd, finalmente conseguiram achar o tom certo pra começarmos a acreditar que pode mesmo rolar algo entre eles. A conversa que tiveram sobre universos paralelos e versões alternativas de nossas vidas fez milagres na relação dos dois. Claro que nem tudo corre às mil maravilhas, dada a conclusão de toda a situação. Essa é outra que volto a comentar daqui a pouco.

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Vixi... A jogada da mecha do cabelo atrás da orelha é fatal

Antes de seu momento "cara-estou-a-poucos-passos-de-fazer-ela-cometer-um-adultério", Lloyd faz um favor a nós, espectadores, de dar continuidade ao gancho deixado no episódio 8, se reúne com seus amigos cientistas, e marca uma conferência de imprensa pra anunciar que ele, Simon, e o recém-apresentado Gordon Myhill, foram os responsáveis pelo apagão. Segundo ele, no dia do fenômeno estavam testando um acelerador de prótons pouco antes do evento ocorrer. O experimento visava reproduzir as condições físicas existentes no Big Bang. Se isto soa familiar pra você é porque realmente houve algo parecido em nosso mundo ano passado, com toda polêmica em torno dos efeitos que a ativação do Grande Colisor de Hádrons do CERN (taí um nome que impõe respeito) causaria ao nosso mundo (teve gente falando que ele poderia abrir um buraco negro que engoliria a Terra). Mais um ponto para os roteiristas, novamente se mostrando capazes de pegar um fato real e ficcionalizá-lo através de extrapolações.

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Lloyd em seu momento de maior coragem burrice

Claro que a resposta não é tão simples quanto o próprio Lloyd acredita ser, e Simon não acredita muito na teoria do colega. Mas, toda a situação gerada pela declaração de Lloyd faz valer a jogada dos roteiristas. Ele passa a ser uma das pessoas mais odiadas do mundo em questão de minutos. Não demora até que jornalistas e apresentadores de TV comecem a indagar se ele pode ser acusado em julgamento pela morte de mais de 20 milhões de pessoas. Sua presença no hospital onde se encontra Dylan é motivo para cochichos e olhares enviesados. Na verdade é a atitude ao mesmo tempo corajosa e burra de Lloyd que acaba fazendo com que ele conquiste a simpatia e o respeito de Olivia. No final, tudo parece fazer parte do plano do destino.

E já que mencionei destino, também vale um comentário a descoberta de Zoey, que depois de ser atormentada pela dúvida sobre o que realmente presenciou em seu flashforward, vai atrás da mãe de Demetri, que também estava presente em sua visão do futuro, a fim de apurar os fatos. Com o encontro a contradição que existia entre as duas versões do futuro do casal se revela apenas um erro de interpretação. Não era seu casamento com Demetri, mas o funeral de seu noivo. A revelação acaba unindo Zoey e Saayo, a mãe do rapaz, que não se entendia com a nora, agora disposta a mudar o futuro do filho, e vê-lo se casando com a moça.

Enquanto alguns encontram uma forma pacífica de mudar o futuro, Mark a cada episódio se torna mais agressivo em suas tentativas de alterar o seu. Não hesita em botar tudo a perder quando Nhadra se indispõe a revelar mais sobre o que sabe das circunstâncias da morte de Demetri, a ponto de quase gerar um incidente internacional com seu ato impulsivo. Ele merece um desconto, afinal, não deve ser fácil descobrir que está fadado a matar seu parceiro.

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Mark em seu momento "bad ass"

Depois de escapar das mãos de Mark, Nhadra revela sua ligação com D. Gibbons, que vai buscar asilo em sua casa, após seu ataque contra Mark e Demetri no episódio 2. Mas ainda não ficou clara qual exatamente é a relação de ambos.

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Mais um refugo de 24 horas
Desta vez o primeiro grande vilão de Jack Bauer

É neste momento que vemos com mais destaque o quadro de pistas que ela mantém por lá, cheio de fotos que remetem a várias das investigações já feitas por Mark, e outras que nem sequer aparecem naquele que o agente mantém em seu escritório na sede do FBI. O que pode indicar tanto que ela sabe bem quem são os responsáveis, e por isto a quantidade maior de pistas, ou que ela mesma está conduzindo sua própria investigação. Se for a última hipótese, isto tornaria D. Gibbons outro personagem que pode não ter relação direta com o apagão? Seriam os dois só pessoas muito curiosas? Hmmm... Difícil de acreditar.

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Desvende-o se puder
(clique em cima para uma versão maior)

Mas, ele é um dos suspeitos de construir as "torres" em Ganwar, que por sua vez é uma criação de Simon, que as chamou de "pós-laser para um incinerador de plasma", cuja função seria acelerar a taxa de transmissão de sinais de rádio. É daí que surge a informação mais intrigante do episódio: o conceito foi imaginado por ele em 1992, mas as fotos das torres foram tiradas por um satélite em 1991. Encarei isto como uma leve sugestão de que pode haver viagens no tempo envolvidas na trama. Ou, quem sabe, o uso de conceitos como o Inconsciente Coletivo de Carl Gustav Jung, ou mesmo os Campos Mórficos, imaginados por Rupert Sheldrake, pra explicar mais este mistério de Flashforward. Mas, o jeito é esperar pra ver até que ponto os roteiristas da série estão dispostos a se embrenhar em pseudo-ciência avançada. De qualquer forma, tudo está ficando muito interessante.

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Tá mais pra um pé de galinha gigante. =P

Por fim, Lloyd, prestes a ir embora com Dylan do hospital, depois de uma estadia por lá que parecia não terminar nunca, acaba sendo seqüestrado por dois homens disfarçados de enfermeiros, jogando algumas perguntas em nossas cabeças: Quem foi o mandante do seqüestro? Seria a organização dos 6 anéis? Os chineses? Um 3º grupo ainda não identificado? E qual o objetivo?

Com o seqüestro, o futuro de Olívia se define um pouco mais, já que Dylan é deixado pra trás em seus braços, tornando aquele provavelmente o momento exato em que o garoto passará a viver com os Benford.

Cheio de expectativas, é assim que os realizadores de Flashforward me deixam com o final deste episódio, que também marca o término da primeira fase da série, que só voltará com novos episódios em 2010, sem data de reestréia definida. Ficarei na torcida para que não demore tanto, pois trata-se de uma série que vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais. Vale a pena conferir onde tantas conspirações e mistérios nos conduzirão.

sábado, 5 de dezembro de 2009

[CRÍTICAS] Atividade Paranormal e Zumbilândia

Atividade Paranormal
(Paranormal Activity, 2007)

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Mais um filhote de A Bruxa de Blair (famoso longa de 1999 que até hoje não assisti, mas sei do que se trata), Atividade Paranormal é um filme de baixo orçamento dirigido pelo até então desconhecido Oren Peli, baseado em suas próprias experiências com barulhos estranhos e inexplicáveis em sua nova casa, que virou um fenômeno de público e crítica nos últimos dois anos, chegando só agora aqui no Brasil, graças ao seu lançamento oficial por um estúdio de grande porte (e apadrinhado por Steven Spielberg).

A premissa é simples: um casal, que acabou de se mudar pra sua nova casa, começa a ouvir barulhos estranhos à noite. O rapaz, intrigado, compra uma câmera, e começa a registrar seu dia-a-dia com a namorada, esperando que durante as filmagens consiga captar alguns dos fenômenos estranhos. Durante o dia nada acontece. Mas à noite, quando o casal vai dormir, e a câmera continua ligada... Bem...

Todo o filme se sustenta na atuação do casal de atores, que soam razoavelmente convincentes. Mas o que contribui mesmo para dar mais veracidade à história, e um tom "documental" ao longa, são as cenas em que vemos os personagens em situações cotidianas sem grande importância pra trama principal. Uma hora a garota é filmada escovando os dentes, enquanto o namorado brinca com ela atrás da câmera; em outra ela flagra o namorado fazendo musculação, o que o deixa bem sem graça; mais adiante, quando os ânimos estão um pouco mais exaltados entre eles, a câmera é largada sobre o sofá da sala, e ouvimos os dois discutindo antes de saírem a noite. São estes e outros pequenos episódios da vida particular de ambos que ajudam o espectador a se sentir mais próximo dos protagonistas.

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As tais "atividades paranormais" ganham maior presença e peso na história quando a garota resolve pedir conselhos a um suposto "psíquico" especialista em fantasmas. O personagem aparece apenas duas vezes no filme, mas torna-se fundamental para que o casal e o espectador passe a encarar com maior seriedade o que está acontecendo com eles, e a boa atuação do ator que o interpreta mostra-se essencial para conseguir este efeito.

O clima que o diretor constrói gradualmente ao longo do filme é de uma tensão que vai crescendo aos poucos. Muitas vezes o espectador pode se pegar esperando levar um susto a qualquer instante. Mas infelizmente, lá pelo meio do filme, quando constatamos que todos os possíveis sustos ocorrem somente quando o casal vai dormir, a história torna-se um tanto previsível.

O grande problema de Atividade Paranormal é que há um visível esforço de aumentar as expectativas de quem assiste, criando a impressão de que a qualquer instante algo muito ruim e inesperado pode acontecer com aqueles personagens. Seja pelo crescente medo da garota; o número cada vez maior de provocações do rapaz dirigidas contra a suposta entidade que os assombra; ou o aumento gradativo da variedade de manifestações (primeiro são apenas barulhos, depois objetos se movendo, pegadas deixadas num talco espalhado no chão...). Mas, as expectativas não são satisfeitas na mesma proporção com que foram criadas.

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Outro ponto fraco é a antecipação que o diretor cria nas seqüências que supostamente deveriam surpreender o espectador. Há uma mudança súbita no som ambiente toda vez que um novo fenômeno irá ocorrer, indo do chiado constante para um som limpo o bastante pra conseguirmos captar os ruídos, passos e sussurros, de modos que lá pelo meio do filme já dá pra adivinhar quando um novo barulho, ou um novo evento estranho irá ocorrer.

Há boas idéias, como a de acelerar a velocidade das filmagens para mostrar a passagem do tempo entre uma ocorrência sobrenatural e outra, ao invés de simplesmente fazer cortes secos, o que torna a cena da garota que fica de pé durante horas olhando pro namorado, e a outra em que ela fica agachada se balançando pra frente e pra trás, mais bizarras e intrigantes. Destaque também para aquela em que a câmera fica ligada enquanto o casal não está em casa, e registra uma das manifestações mais impressionantes.

Mas a melhor cena, a minha favorita, e a única que conseguiu mesmo dar um bocado de medo, é aquela em que a presença da entidade se torna mais explícita, quando a garota é arrastada pra fora da cama corredor adentro. Infelizmente são poucos os momentos realmente apavorantes como este.

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Não sei se foi o jeito que o assisti (foi num final de tarde, ainda anoitecia, cortinas fechadas, semi-escuridão), mas Atividade Paranormal ficou bem aquém do que eu esperava. O espanhol [REC], de 2007, foi bem mais eficiente em me botar com o coração na boca, e sempre na defensiva (fiquei boa parte do filme com os braços ou as mãos cruzadas na frente do corpo). Senti falta disto.

Em compensação...


Zumbilândia
(Zombieland, 2009)

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Não sei se esta foi a intenção dos realizadores do filme, mas dá perfeitamente pra encarar Zumbilândia como uma resposta americana ao "terrir" britânico Todo Mundo Quase Morto. O fato é que ele consegue ser tão divertido quanto seu antecessor, ou talvez até mais eficiente que ele como entretenimento.

Zumbilândia de cara mostra o tom que pretende seguir com a ótima introdução em que são apresentadas as regras básicas de como sobreviver num mundo dominado por zumbis, seguida dos créditos iniciais, que são ilustrados por várias seqüências de ataques zumbis em câmera ultra-lenta acompanhadas por um heavy metal (o que me fez pensar se ela não seria uma zueira um tanto sutil em cima da abertura de Anticristo, de Lars Von Trier).

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Outra ótima sacada é a narração feita por Jesse Eisenberg, cheia de comentários espertos e bem humorados sobre o que aconteceu com o mundo antes, durante e depois da infestação de zumbis. Ele interpreta Columbus, um nerd paranóico por segurança, com praticamente zero por cento de vida social, que ficava enfurnado o dia inteiro em casa jogando World of Warcraft, até o dia em que sua vizinha gostosa bate na porta de seu apê em busca de ajuda. Ele, claro, atende, achando que finalmente se daria bem. A garota diz que foi atacada por um zumbi, pede pra passar a noite na casa dele, e poucas horas depois transforma-se numa morta-viva. Foi com ela seu primeiro contato com a nova praga que assolava o mundo.

Woody Harrelson é o outro grande destaque do elenco, fazendo o papel de Tallahassee, um valentão acaipirado que descobriu sua verdadeira vocação neste novo mundo que formou-se: matar zumbis.

Completam o quarteto de personagens principais Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin, a Miss Sunshine), duas irmãs especialistas em aplicar golpes, uma usando seu sex appeal, e a outra seu jeitinho cute e ar de inocência, que passam boa parte do filme roubando os carros e armas que a dupla formada por Columbus e Tallahassee conseguem encontrar pelas estradas.

Cada um tem um objetivo diferente: Columbus quer voltar pra cidade onde seus pais vivem, na esperança de encontrá-los vivos após a infestação zumbi; Wichita e Little Rock planejam chegar a um parque de diversões que, segundo boatos, permanece livre da praga; e Tallahassee... bom, ele só está atrás do último bolinho recheado da face Terra (sério!).

Verdade seja dita, o lance dos zumbis dominando o mundo fica em segundo plano durante a maior parte do filme. Zumbilândia está mais para um road movie no estilo Pequena Miss Sunshine, do que pra Madrugada dos Mortos, ou mesmo Todo Mundo Quase Morto. Não é com surpresa que logo vemos os personagens encontrando um meio termo e se unindo, tornando-se um dos temas preferidos dos americanos: a família disfuncional, que eles acabam formando em certa altura da história.

O melhor de Zumbilândia é a forma bem humorada e cuidadosa com que os relacionamentos entre os personagens são construídos. A amizade que surge entre dois tipos tão diferentes como o Columbus e Tallahassee é muito bacana de se ver. A interação dos dois rende diversos momentos de humor inspirados. As tiradas que surgem de suas conversas são ótimas, assim como a implicância de um com o outro.

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Columbus é um dos nerds loosers mais cools já criados! Seu jeito nervoso e verborrágico de falar é bem engraçado, e Jesse Eisenberg o interpreta excepcionalmente bem. É o tipo de papel feito especialmente para o ator, que já se tornou um dos meus favoritos.

Outro que parece ter se divertido à beça é Woody Harrelson, quebrando tudo e detonando zumbis o filme inteiro. É dele algumas das melhores falas de Zumbilândia. Não é a toa que ele mal terminou as filmagens e já disse que topava fazer uma continuação.

Na verdade o todo elenco de Zumbilândia parece ter gostado muito da experiência de fazê-lo, pois todos parecem bem a vontade em seus papéis, e os personagens são legais demais a ponto de nem ligarmos pro fato de que boa parte do filme se passa sem a presença de um único zumbi em cena. As criaturas são meras ameaças que vez ou outra se intrometem no caminho do quarteto, só pra lembrá-los de que aquele mundo não é só brincadeira.

O único ponto negativo que encontrei em Zumbilândia foi o fato de exploraram muito pouco a passagem dos personagens pela Hollywood assolada pelos zumbis. Um pouco mais de rostos famosos por lá tornaria a situação ainda mais engraçada. Mas a participação especial que conseguiram pra esta parte da história acabou compensando todo o resto. Não vou revelar de quem se trata pra não estragar a melhor surpresa do filme, mas posso dizer é uma das escolhas mais felizes que poderiam fazer.

Com personagens bem construídos e desenvolvidos, ótimos insights de humor, um diretor competente, e produção caprichada, Zumbilândia conquista o espectador tornando-se mais um daqueles filmes, a cada dia mais raros, que assistimos com um sorriso satisfeito no rosto, por estar adorando muito tudo aquilo. É mesmo uma pena que não tornou-se uma série de TV, conforme os planos originais dos criadores. Com os personagens carismáticos que conseguiram criar, daria pra contarem muitas histórias numa boa. Mas a continuação já foi anunciada. E quem sabe um dia ele não faça o caminho inverso?

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Meio que parafraseando Pablo Villaça em sua crítica a 2012, se no final da história formou-se uma família, fez-se novas amizades, e um novo amor foi descoberto, valeu a pena o resto do mundo ser dominado por mortos-vivos. Por essas e outras, Zumbilândia é MUITO FODA! Assistam o quanto antes! Não vão se arrepender!